As mulheres em Portugal continuam a enfrentar uma desigualdade salarial significativa. No Dia Nacional da Igualdade Salarial, os dados revelam que mais de 70% da diferença salarial não se explica pela idade, escolaridade ou antiguidade, e que, se as mulheres não tivessem níveis de qualificação superiores, a disparidade seria ainda 23% maior. Com base nos números mais recentes, o salário-base feminino mantém-se 12,5% inferior ao masculino, um indicador que sublinha a persistência de desigualdades estruturais no mercado de trabalho, como destaca Sara Falcão Casaca, diretora do Observatório Género Trabalho e Poder do ISEG.