Dois às 10 - Superar um AVC aos 44 anos
No «Dois às 10», Independente, trabalhadora e habituada a um ritmo acelerado, com Joana Ferraz da Costa era tudo para ontem… foi assim até ao dia 21 de janeiro de 2024. Até ao dia em que a vida a obrigou a parar e a abrandar. Tinha 44 anos. Naquele dia, a Joana que ela conhecia e a quem família, amigos e colegas estavam habituados… desapareceu. Joana começa por referir que foram várias as vezes que proferiu a frase: ‘a vida pode mudar de um dia para o outro’… e agora sabe realmente que a vida pode mudar de um minuto para o outro. Segue recordando o dia em que sofreu o AVC durante um treino, contando como conseguiu pedir ajuda e ser socorrida pelo filho. Já no hospital, acordou na presença do filho e do marido que lhe disse que ela precisava abrandar, pois sempre viveu a um ritmo alucinante e stressante. E, prova disso mesmo, é que um dos primeiros pensamentos que teve apesar de estar no hospital foi: ‘Amanhã não posso ir trabalhar!’… na cabeça de Joana, sem ela as coisas não aconteceriam, mas a verdade é que apesar de sermos únicos, não somos insubstituíveis e foi assim que ela percebeu isso. Revela como, numa cama dos cuidados intensivos, percebeu o quão ténue é a linha entre a vida e a morte… e ela estava em modo sobrevivência e entregue a médicos e enfermeiros. Recorda como foi complicado estar ali, fala da solidão e do quão ansiava pela hora da visita, à qual a família nunca falhava! Quando passou para o internamento e lhe falaram do processo de reabilitação… foi aos filhos que se agarrou, pois o que mais queria era voltar para casa, para junto deles e o melhor possível. Por fim, termina referindo que a vida não para.
Desde nova que Patrícia sofre de dores incapacitantes, durante o período menstrual mas em 2024 a dor tornou-se insuportável e os sintomas intensificaram-se ao ponto de Patrícia não conseguir andar ou comer. Depois de meses de sofrimento e várias idas às urgências caiu finalmente o diagnóstico: endometriose intestinal profunda...Desde sempre que Patrícia sofre de dores menstruais incapacitantes, no entanto, sempre foi descartado qualquer problema de saúde. Anos mais tarde, teve uma dor muito forte e acabou por ser diagnosticada com uma endometriose profunda no intestino. Explica que foi operada de urgência e como isso a afetou negativamente, sendo que lhe trouxe medo e incerteza. Após a cirurgia, a recuperação foi complicada, tendo demorado vários meses a voltar ao normal.
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