Dois às 10 - Desfigurada em bebé, sobreviveu a um homicídio grávida e hoje pede na rua
No «Dois às 10», Ana explica o porquê de pedir dinheiro - não consegue um emprego devido ao aspeto físico e tem três filhos para alimentar. Ana conta que as suas queimaduras devem-se a um acidente: com um ano de idade, uma vela queimou-a, deixando-a a lutar pela vida. Passou uma infância e adolescência complicada e, quando encontrou o amor da vida dela, este foi assassinado à frente dela. Ana recorda o momento: o senhorio entrou no quarto deles, baleou primeiro o Paulo e depois Ana. De seguida esfaqueou-os. Ana, grávida de 3 meses, sobreviveu porque o próprio homicida chamou a GNR, que rapidamente a socorreu. O motivo do crime foram 180€, uma semana de renda em atraso. A nossa convidada conseguiu refazer a vida e teve mais dois filhos. Mas após a separação ficou sem meio de subsistência. Há um ano e meio que se encontra na Rua de Santa Catarina, no Porto, a pedir. Não se sente envergonhada porque faz pelos filhos, para estes terem melhor qualidade de vida.
Conhecemos a história de Diégo que morreu atropelado por um comboio em abril, tinha 15 anos. Sónia conta que o filho estava com amigos quando atravessou a linha. Tendo a localização dos filhos, Sónia achou estranho estarem os dois na estação. Kevin disse que ela tinha de ir rapidamente para lá e, quando lá chegou, encontrou um cenário de inferno. Um polícia deu-lhe a notícia e não a aconselhou a ver o corpo, pelo que ficaram a achar que Diégo tinha ficado despedaçado. Sónia sente muitas saudades do filho e fica muito triste quando há um lugar vago no carro, na mesa, no avião.
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