Uma investigação realizada nos últimos dois meses revelou um segredo perturbador que envolve o Santuário de Fátima. A Diocese, sob a liderança de Dom José Ornelas, denunciou ao Vaticano um grupo de alegadas irmãs religiosas que recrutam jovens, apesar de não serem reconhecidas pelo clero.
O fundador desta congregação, o italiano Stefano Maneli, foi acusado de vários crimes de abuso sexual e de desvio de 30 milhões de euros, mas o caso foi arquivado devido à denúncia tardia. A Diocese procura agora esclarecer a situação e as ligações suspeitas com o grupo.
DIREITO DE RESPOSTA
No passado dia 22 de Novembro de 2024, a TVI publicou uma reportagem no "Jornal Nacional" onde se alega, sem fundamento e de forma caluniosa, que no edifício do Hotel "Solar da Marta" em Fátima, fechado desde 2020, se encontra uma "seita que promove lavagens cerebrais", "praticam atos que violam os direitos humanos", onde "as jovens estão em risco", que são vítimas de "maus-tratos", e que, na loja do mesmo edifício, "um funcionário da loja (...) simulou um assalto e chamou a GNR".
Estas alegações falsas foram proferidas por uma senhora, que se intitula "Sónia" na reportagem, que tem uma filha de 21 anos a fazer uma experiência vocacional com o grupo de Irmãs pertencentes à "Associação da Família do Imaculado Coração e de São Francisco", reconhecidas pela Igreja Católica, que erigiu a sua Associação canonicamente em 1 de Outubro de 2015 na Arquidiocese de Lipa, nas Filipinas, e que seguem a regra Franciscana, atualmente residindo no edifício onde funcionava o "Solar da Marta".
A sra. "Sónia", por discordar da decisão da filha de 21 anos, inventa acusações contra as Irmãs, que a própria filha refutou na reportagem, acusando-nos a nós, donos do edifício, de sermos cúmplices e indiretamente responsáveis de atos e práticas que nunca aconteceram.
O facto de que já tinha sido feita uma queixa-crime por difamação na GNR de Fátima contra a sra. "Sónia" foi dado em resposta às perguntas da jornalista Anabela Vaz Jacinto mas que, incrivelmente, não foi acrescentado na reportagem.
Outra acusação da sra. "Sónia" na reportagem, que acusa "um funcionário" da nossa loja que alegadamente "simulou um assalto e chamou a GNR" é absolutamente falsa e caluniosa, como teria sido de fácil verificação por parte dos jornalistas na GNR de Fátima. Não nos foi dada a possibilidade de contraditório sobre esta acusação falsa nas perguntas feitas pela jornalista, contrariando o primeiro ponto do Código Deontológico do Jornalista: "Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso".
Repudiamos esta reportagem, repleta de alegações infundadas, lesivas do nosso bom nome e reputação.
Armando e Fernanda Mendes