Uma idosa morreu num apartamento no centro de Lisboa, conspurcado por fezes, em condições de absoluta indignidade. Tudo isto com o conhecimento do Ministério Público, que arquivou o caso. Durante dois anos, os vizinhos fizeram tudo para alertar as autoridades: reclamaram na Justiça, reclamaram junto do delegado de saúde, mas ninguém agiu.
O filho, que sofre de perturbações mentais, conviveu pelo menos dois dias com o cadáver da mãe. Pior: após a morte, regressou à mesma casa, com os mesmos hábitos de total falta de higiene, e nenhuma autoridade intervém.