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Os alunos estão a preparar-se para a primeira aula de dança. Glória está cheia de ciúmes por Ivone ser o par de Rufino, então diz mal de tudo. Rufino percebe que vai ter muito trabalho pela frente.
Teixeira está a empacotar tudo para se ir embora, quando Aida aparece devastada. Teixeira fica preocupado e disponibiliza-se para a ouvir. Aida diz que a sua vida acabou porque Tomé a traiu. Teixeira acha estranho, pois sempre viu Tomé muito apaixonado pela mulher e pergunta-lhe se tem provas. Aida diz que não e Teixeira aconselha-a a conversar melhor com ele, pois pode estar a ser injusta.
Fernando está a comer bolachas às escondidas, quando São chega da rua com frascos de soro. Ela diz que esteve a ler e as pessoas que fazem greve de fome têm de levar soro. Fernando recusa-se a levar soro e diz que vai morrer mirradinho. São não aguenta mais ver Fernando naquela situação e aceita que seja ele a dar o nome à rua. Fernando sorri, pelo seu plano ter dado certo.
Corcovada tem de pôr ordem na sala e lembra que vieram ali para dançar e não para discutir. Rufino agradece a ajuda e começa a sua aula. Corcovada está deliciada com a aula. Glória é que não gosta nada de ver Ivone a dançar com Rufino. Corcovada decide os pares e Manel refila por ficar com Glória.
Aida já sabe que Teixeira vai embora da Bela Vida e fica ainda mais devastada. Aida volta a chorar e diz que não aguenta mais uma traição. Teixeira explica que não podia recusar aquela proposta e que esperou muitos anos por ela. Aida percebe que é uma coisa boa para Teixeira e fica feliz por ele. Aida fá-lo prometer que os vem visitar e ele confessa que se afeiçoou muito à aldeia.
Guida quer saber se Tomé lhe fez mal e Joana diz que não. Joana explica que estava muito próxima dele porque tropeçou, pois tem andado com a tensão baixa. Guida lembra que ele disse que Joana era maluca, mas Joana desvaloriza, dado que ele vinha transtornado e acabou por descarregar nela. Joana quer esquecer o assunto e Guida também não insiste.
Estão todos a jantar quando Gabanna aparece com as suas malas de viagem e se despede. Todos acham que ele está triste por ir embora, mas na verdade não via a hora daquele dia chegar e sorri por finalmente se ir embora da Bela Vida. Corcovada parece saber quem Gabanna realmente é e não fica muito triste com a partida dele.
Aida e Tomé estão sentados frente a frente. Ela quer saber se Tomé tem alguma amante ou não. Tomé jura que não tem e nunca teve, pois é apaixonado por Aida e nunca lhe passou pela cabeça traí-la. Além do mais, Aida já lhe dá bastante que fazer, não precisa de mais mulheres para lhe darem cabo da cabeça. Aida acredita nele e conta-lhe que Teixeira se vai embora da aldeia.
A equipa de hóquei está reunida no café para se despedir de Gabanna. Quando ele entra, todos o aplaudem de forma entusiástica, menos Carlos, que aplaude como se fosse um grande frete. Gabanna começa com o seu discurso de despedida como se tivesse feito muito pela equipa e diz que vai embora, porque sente que cumpriu o seu papel. Carlos não tem paciência.
Lenita está de malas feitas e pronta para partir. Rufino ainda não acredita que aquilo esteja mesmo a acontecer e pergunta-lhe se tem a certeza de que é aquilo que quer, tentando demovê-la. Lenita está determinada em começar uma nova história em Lisboa e Rufino deseja-lhe felicidades. Despedem-se emocionados.
São e Fernando estão prontos para dormir, mas São quer que Fernando prometa que não volta a fazer greve de fome. Fernando promete e diz que chegou a temer pela sua vida. São pergunta-lhe se se sente melhor e Fernando diz que sim, o caldinho fez-lhe muito bem. São diz que nesse caso já podem fazer ronhónhó, pois também fez greve de fome de ronhónhó e atira-se a Fernando.
Gabanna continua com o seu longo discurso, mas já estão todos fartos da conversa dele e aplaudem de forma menos entusiasta. Jorge pede a palavra e diz que a equipa não melhorou nada com ele e que acha a equipa muito superior a Gabanna enquanto treinador. Todos aplaudem Jorge e apupam Gabanna quando este sai.
Aida, Tomé e Elisabete tomam o pequeno-almoço em paz e harmonia. Josefa chega com as suas malas de viagem e diz que chegou a hora de ir embora. Tomé tenta demovê-la e relembra-a da proposta que Delfim lhe fez, mas Josefa acha que é mentira e diz que Delfim é muito melhor do que ele. Aida pergunta-lhes se é assim que se querem despedir um do outro e eles ficam a pensar.
António surpreende-se por Guida ainda estar na aldeia. Ela diz que vai mais logo para Lisboa, mas não podia ir sem se despedir dele e dá-lhe um presente. António comove-se ao ver a roupinha de bebé e fica sem jeito quando abre um envelope com muito dinheiro. Guida diz que ele merece tudo e que foi muito importante na sua passagem pela mercearia. Abraçam-se.
Fátima chora e agradece a Delfim pela prenda que lhe deu. Ele diz que é de coração e que os filhos são a melhor coisa do mundo, mas sabe bem a despesa que dão. Delfim diz que vai ter muitas saudades de Fátima e que ela é uma boa menina. Abraçam-se emocionados e ele promete voltar quando o bebé nascer.
Aida está surpreendentemente calma e ponderada e abraça Josefa para se despedir dela. Diz-lhe o que pensa dela, mas não lhe deseja mal e consegue ver algumas coisas boas. Acabam por se emocionar. Elisabete também se despede da tia e constata que vai voltar a ter o quarto só para si. Josefa diz que Tomé é a pessoa que ela mais ama no mundo e abraçam-se emocionados.
Aida entra no quarto muito triste, mas fecha a porta e dá saltinhos de alegria. Não é que algumas coisas que disse não sejam verdade, mas a vida dela fica muito melhor sem Josefa. Tomé aparece e Aida volta a ficar triste e a chorar. Ele consola-a e diz que nunca pensou que Aida gostasse tanto de Josefa. Aida não se desfaz.
Elisabete chega à junta e queixa-se ao ver a quantidade de correspondência trocada que está por ali. Elisabete diz que desde que Paulo se foi embora, as coisas só pioraram. Albino promete resolver o problema, só não está a ver quem poderá assumir essa função. Elisabete recebe uma mensagem que a deixa espantada.
Aida lá se acalma e pergunta a Tomé como é que Josefa vai para Lisboa. Ele diz que Delfim contratou um motorista para a levar, porque tem de levar a mulher e a filha. Aida começa a achar que realmente ser amante é melhor do que ser mulher. Ambos têm a certeza de que aquela história vai dar confusão.
Josefa entra para um carro de vidros fumados e a seguir entra o motorista. Ele desfaz-se em mordomias com ela e diz que foram ordens de Delfim. Josefa está encantada com aquilo e conta que vai casar com Delfim. O motorista parece saber que aquilo não é verdade, mas finge que acredita e dá-lhe os parabéns.
Elisabete já contou a Albino que a TVI vai abrir um concurso para a aldeia mais sui generis de Portugal e que não podem deixar de participar. Albino fica muito entusiasmado e quer já enviar a sua candidatura. Elisabete avisa que há assuntos mais importantes para tratar, mas na verdade também está muito entusiasmada com aquilo.
António conta a Jorge que Guida se veio despedir dele e que lhe deu uma grande ajuda para o bebé. Jorge fica impressionado e elogia Guida. Aida chega e fica com ciúmes por estarem a falar tão bem de Guida. Aida lembra que Guida foi embora e agora vão ter de se contentar consigo.
Fátima elogia Delfim pelo gesto que teve com ela e Tomé fica enciumado. Tomé quer saber quanto dinheiro é que Delfim lhe deu, mas Fátima diz que mais importante que o valor, foi o gesto. Tomé diz que também tem muitas saudades de Fátima quando vai para fora e que tinha pensado aumentá-la. Fátima fica muito feliz e afirma que hoje é o seu dia de sorte.
Albino diz que têm de fazer uma lista das coisas especiais que a aldeia tem e a primeira será ele próprio. Elisabete aponta e sugere também colocarem Corcovada. Albino não vê o interesse, mas lá aceita. Elisabete sugere colocar o Padre, a marisqueira e a mercearia gourmet. Albino pergunta se já pôs o seu nome e Elisabete diz que sim.
Delfim vai despedir-se de Quina e diz-lhe que um dia volta para a vir buscar e levar para Lisboa. Quina fica muito enervada e avisa que está de casamento marcado. Delfim não sabia, mas não desmoraliza e diz que o casamento não vai durar. Quina corre com ele dali.
Aida dá uma nota de 50€ a António e ele e Jorge ficam a olhar para a nota com cara de parvos. Aida percebe que Guida deve ter dado mais dinheiro e dá-lhe mais 50€. Pela reação deles, ainda está muito longe do valor de Guida. Jorge diz que Guida deu 1000€ e Aida desconfia que sejam notas falsas ou lavagem de dinheiro.
Fátima ri-se por Tomé lhe dar 30€ e ele não percebe onde está a graça. Fátima diz que Delfim lhe deu 1000€, mas mais do que isso, reconheceu o seu valor. Tomé tem a mesma reação que Aida e diz que deve ser dinheiro falso ou lavagem de dinheiro. Fátima não vê nenhum motivo para ele fazer isso e acredita que lhe deu aquele dinheiro porque é bondoso. Tomé fica danado.
Agostinho liga a duas das suas mulheres para virem ter com ele à Bela Vida. Elas também estão cheias de saudades dele e não é difícil convencê-las. Xibanga está por ali a beber cerveja e a comer tremoços e vai confirmando tudo o que Agostinho diz.
Rufino está desanimado por ter ficado mais uma vez sozinho e começa a questionar as escolhas que fez na vida. Ivone aparece e ao perceber o estado de espírito dele, senta-se ao seu lado e conta-lhe que também passou uma fase menos boa na vida, mas decidiu dar a volta e aproveitar a vida, pois ela passa muito rápido. Rufino gosta dos conselhos de Ivone e oferece-lhe uma bebida.
Manuela olha para o gabinete vazio e para a sua agenda sem marcações e fica triste. O Padre aparece e ela desabafa sobre irem sempre todos embora. O Padre diz que a vida é mesmo assim e que são ciclos. Manuela não se conforma e pergunta como é possível viver, sabendo que se vai morrer. O Padre percebe que Manuela está a precisar de desabafar e dispõe-se a ouvi-la.
Albino acha que já têm argumentos suficientes para fazer a candidatura e Elisabete diz que vai dar andamento ao processo. O alter ego de Albino aparece e pergunta-lhe se acha que aquilo vai correr bem. Albino tem a certeza que sim, pois a Bela Vida tem tudo para ganhar o título de Aldeia mais sui generis da Portugal.
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