EP 16 Chegou o grande dia de São!

Seg, 17 mai 2021 21:40 TVI

Neste episódio

Nelinha (Inês Herédia) conta aos amigos que o Sôtor (José Carlos Pereira) vai juntar-se ao coro de gospel. Todos ficam incrédulos. Nelinha conta que o Sôtor ficou muito entusiasmado com a ideia e que disse que tinha tudo a ver com a aldeia.

Manel (Vítor Norte) vai ao café beber um aperitivo e leva a gaiola com o canário. Fátima (Marta Andrino) diz que o pássaro é muito giro e Manel oferece-lho. Fátima agradece, mas não pode ficar com ele. Manel aproveita a ausência da empregada, vai embora, mas deixa a gaiola em cima do balcão.

Bino (Pedro Alves) fala ao telefone com Florinda (Ana Brito e Cunha) e pede-lhe para ir à reunião. Betinha (Ana Marta Contente) bate com as gavetas com força para que Bino perceba que ela está chateada. Bino finge que há obras por ali, mas percebe a intenção de Betinha.

Estão todos sentados a ouvir o discurso de São (Sílvia Rizzo). Ela já sabe o texto quase de cor e Fernando (Manuel Marques) apressa-a para não chegar tarde.

Tomé (Pedro Teixeira) está preparado para a reunião e mexe-se como se estivesse a aquecer. Aida (Ana Guiomar) ajeita-lhe a roupa e dá-lhe chá para a voz. Tomé queixa-se da roupa apertada e culpa os produtos gourmet de Aida. Esta já esperava aquela reação e dá-lhe também um chá para desinchar.

Aida põe creme bronzeador nas pernas para disfarçar a marca das botas. Tomé diz que quer chegar cedo, para estar presente quando receberem a bomba que vai fazer toda a gente votar nele.

A aldeia prepara-se para a tão desejada reunião. Tomé está nervoso com o que aí vem. Bino vai fulminando Tomé com o olhar. Valquíria (Maria Sampaio) dá a entender que sabe de alguma coisa sobre a reunião e Bino fica confuso. Todos estão curiosos com o que se irá passar. Dois homens chegam com uma caixa grande e Tomé chama a atenção dos presentes.

Betinha (Ana Marta Contente) e Nelinha preparam a mesa para a reunião. Nelinha percebe que Elisabete está maldisposta e mete-se com ela. Betinha atira-lhe com uma água e quase lhe acerta.

Ficam todos eufóricos ao verem uma máquina de dardos e um sistema de Karaoke. Bino fica irritado, embora tente conter-se. Bino rouba o microfone a Tomé e acusa-o de fazer corrupção. Tomé recupera o microfone e diz que aquilo é épico. Ficam a disputar o microfone.

Os homens estão a montar as máquinas quando Bino se põe à frente deles e pergunta se têm licenças. Bno passa-se e atira uma seta a Tomé. Percebendo que aquilo vai descambar, Florinda (Ana Brito e Cunha) e Aida (Ana Guiomar) decidem intervir e começam a mandar toda a gente para a casa do povo.

Tomé e Bino disputam o lugar que está marcado com a placa de Presidente. Para acabar com a disputa, Betinha retira a placa, mas eles passam a disputar uma garrafa de água.

O Padre (Carlos Cunha) pergunta se pode sentar-se ao pé de Florinda e ela até treme. Os populares tiram as medidas a Valquíria e as mulheres ralham com eles. Corcovada (Maria do Céu Guerra) chega com Ana Carolina (Beatriz Barosa). Carlos (Rodrigo Paganelli) acena a Ana Carolina e ela retribui sem grande entusiasmo. Glória (Catarina Avelar) repara.

Fátima (Marta Andrino) está a fechar o café e diz a António (Luís Simões) que pode ir andando. Ele diz que está a acabar o sumo e tapa o copo para ela não ver que já acabou. António diz que o pássaro é bonito e Fátima oferece-lho. Saem os dois para a reunião da festa.

Tomé dá início à sessão, mas Bino acha que devia ser ele e mais uma vez desentendem-se. Betinha decide intervir e dá ela início à reunião para eleger um dos dois candidatos. Nisto, surge São (Sílvia Rizzo) e anuncia que são três candidatos. Gera-se um burburinho e olham todos na direção de São, que está na entrada, em pose triunfal. Bino e Tomé ficam atarantados. Peixoto (Vítor Emanuel) sorri.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Chegou o grande dia de São!
Categoria: Novela nacional
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