EP 40 Caixa-mistério deixa tudo e todos curiosos

Neste episódio

Bino (Pedro Alves) diz que vai pensar num plano para tirar Tomé (Pedro Teixeira) da corrida às eleições, mas avisa que isso irá implicar dinheiro. São (Sílvia Rizzo) está disposta a tudo para derrotar o marido de Aida (Ana Guiomar) e sorri, cúmplice. Fernando (Manuel Marques) não gosta daquela conversa.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) agradece a Ana Carolina (Beatriz Barosa) pelo dia que tiveram e não tem dúvidas de que foi um ato de amor. A bisneta fica enternecida e acena que sim. Ficam ambas emocionadas.

Camila (Marta Gil) chega ao café e pergunta pela mãe. Vai sentar-se numa mesa e começa a enviar uma sms ao Sôtor (José Carlos Pereria). Tomé leva o café à Presidente da Câmara e aproveita para lhe pedir ajuda para descobrir o que se passa, acerca de um processo de Tribunal. O pai de Betinha (Ana Marta Contente) deixa um bilhete com o número do processo e Camila olha-o, intrigada.

Bino está chateado por Florinda (Ana Brito e Cunha) ter ido ao SPA e quer saber quem lhe fez as massagens. Florinda já não tem paciência para as parvoíces do marido e acusa-o de ter rabos de palha. Bino não gosta daquela acusação e confronta-a com o facto de ela ter estado à noite no largo da vila. Florinda fica aflita. Carlos (Rodrigo Paganelli) fica sem perceber nada.

Manuela (Inês Herédia) entra e pede um café. Ela diz que precisa de estar desperta e focada e vai sentar-se longe de Fátima (Marta Andrino). Nelinha analisa e sublinha umas folhas, o que deixa a amiga muito curiosa. Jorge (Manuel Melo) também fica curioso e tenta aliciá-la com um queque, mas Manuela não cede.

Carlos convida Ana Carolina (Beatriz Barosa) para um passeio amanhã. Ela diz que ainda não sabe o que vai fazer e que no dia seguinte lhe diz algo. Ele fica todo vermelho por lhe ter ligado e frustrado por ela não ter dito logo que sim.

Aida (Ana Guiomar) faz uma massagem nos pés de Elisabete (Ana Marta Contente) e conversam sobre o inventário. A esposa de Tomé (Pedro Teixeira) fica toda orgulhosa por a filha utilizar algumas expressões suas e diz que lhe aconteceu o mesmo com a sua mãe. Aida gostava que a filha arranjasse um namorado e fosse mãe para perceber determinadas coisas. Betinha elogia a mãe e as duas trocam carinhos.

Jorge continua a tentar chamar a atenção de Manuela, mas ela está tão embrenhada nas suas coisas que não lhe liga nenhuma. António (Luís Simões) também estranha ver Nelinha tão focada no que está a fazer. Fátima decide ligar o karaoke para ver se a amiga desperta, mas ela não se mostra interessada e vai embora por não conseguir estar sossegada ali.

Fernando (Manuel Marques) já está quase a dormir quando São (Sílvia Rizzo) se questiona sobre qual será o plano de Albino para acabar com Tomé. A mãe de Louis (Valdemar Brito) acha que o marido de Aida deve ter algum podre e que Bino sabe. Fernando, entretanto, já adormeceu, mas São desperta-o e diz-lhe que aquele assunto lhe está a dar vontade de fazer sexo. O marido fica aflito.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) elogia Ana Carolina (Beatriz Barosa) por ter aprendido depressa o seu ritual da manhã. A jovem tem curiosidade em saber porque motivo a bisavó começou a beber logo de manhã. Corcovada conta-lhe o motivo e as duas emocionam-se. Ana Carolina gostava de um dia ter um amor como ela teve.

Fátima estranha Bino estar mais assíduo no café. Tomé disfarça e diz que ele tem o direito de beber o seu aperitivo. O Padre (Carlos M. Cunha) chega, já meio quentinho por ter bebido na missa, e pede uma bebida igual à do pai de Carlos. Tomé e Albino tentam evitar que o Padre beba, mas já não se livram de ouvir a história que ele tem para contar.

Glória (Catarina Avelar) quer conversar com Aida sobre a caixa-mistério, mas esta fica muito comprometida, o que faz aumentar ainda mais a curiosidade. Ela diz que veio a pedido do Padre, para definirem a guarda da caixa. Aida diz não ter tempo naquele momento, mas a mãe de Camila (Marta Gil) puxa um banquinho para ficar à espera.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Caixa-mistério deixa tudo e todos curiosos
Categoria: Novela nacional
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