EP 57 Ana Carolina deixa Carlos derretido

Episódio 57.

Seg, 12 jul 2021 21:50 TVI

Neste episódio

O Padre (Carlos M. Cunha) garante que os pedidos de Corcovada (Maria do Céu Guerra) vão ser cumpridos e ela confirma que já pediu a barraca de caipirinhas. Isidro conta como vão as coisas pela paróquia e elogia Florinda (Ana Brito e Cunha), o que o deixa ligeiramente corado. Corcovada pergunta o que tem a caixa mistério, mas o Padre afirma que também não sabe.

São (Sílvia Rizzo) está desesperada por não ter nada para vestir e Vuitton (Beatriz Costa) diz estar na mesma situação. Fernando (Manuel Marques) não percebe, pois elas têm os armários cheios de roupa. Louis (Valdemar Brito) aconselha a mãe a dormir, pois amanhã além de não ter o que vestir, irá estar com má cara. Louis tocou no ponto certo e São decide ir dormir.

Aida (Ana Guiomar) preparou uma zona de meditação para Tomé (Pedro Teixeira), mas este engasga-se logo com o incenso e diz que não precisa de meditar. Aida insiste e Tomé deixa-se levar.

Nelinha (Inês Herédia) pergunta a Jorge (Manuel Melo) em quem vai votar, mas ele diz que em principio não vai votar, porque a mãe lhe pediu para a ir visitar. Manuela enternece-se e pergunta-lhe se quer companhia. Jorge sabe que ao domingo a Nelinha gosta de tratar de si e fica sensibilizado por ela abdicar disso por ele.

Aida (Ana Guiomar) vai orientando Tomé (Pedro Teixeira) na meditação, embora não perceba muito do assunto, fala como se fosse muito experiente na matéria. Tomé está impressionado. Aida mantém Tomé de olhos fechados e vai recorrendo a uma cábula. O pai de Betinha (Ana Marta Contente) certifica-se de que Aida está de olhos fechados e levanta-se para ir buscar uma cerveja. Tomé continua a meditação muito mais satisfeito.

Bino (Pedro Alves) está de pé com ar solene, tem um papel e uma caneta na mão e está a ensaiar o discurso de vitória. É interrompido pela chamada de Peixoto (Vítor Emanuel), que lhe diz que a câmara deu raia. O pai de Carlos (Rodrigo Paganelli) fica alerta. Peixoto diz-lhe que a câmara não está a filmar e Bino pede-lhe para resolver o problema. O presidente diz que, em último caso, Peixoto fica ali o dia todo a apontar quem vota em quem.

Carlos (Rodrigo Paganelli) diz que veio ter com Ana Carolina (Beatriz Barosa) e Corcovada (Maria do Céu Guerra) pisca-lhe o olho. Ana Carolina revela que só o queria ver e dá-lhe um beijo na boca. Carlos fica todo derretido, mas quando ela sugere irem para o quarto, ele fica aflito e diz que o pai está à sua espera. Combinam encontrar-se amanhã.

Tomé (Pedro Teixeira) tenta esconder as cervejas que esteve a beber e Aida dá-lhe um chá. Ele ainda não está muito convencido de que a meditação funcione e também não está muito recetivo ao chá. O pai de Betinha (Ana Marta Contente) acaba por derrubar as garrafas, mas Aida nem se chateia para não perder o efeito da meditação.

Bino e Florinda (Ana Brito e Cunha) estão a dormir e ele fala durante o sono. Ele vai discursando entre roncos, até que acorda e fica eufórico por ser o dia das eleições. A mãe de Carlos é carinhosa com ele e vai preparar-lhe um pequeno-almoço do seu agrado. Bino está confiante de que vai ser um bom dia.

Aida e Elisabete prepararam um pequeno-almoço especial para Tomé. Ele chega à sala de pijama, todo ensonado e fica eufórico ao ver o pequeno-almoço, mas não consegue proferir nenhuma palavra.

Ficam todos em pânico. São (Sílvia Rizzo) fez um penteado estranho e Fernando assusta-se quando a vê. Ele disfarça para não a enervar mais e diz que está incrível. A mãe de Vuitton (Beatriz Costa) fica mais confiante.

Tomé gesticula muito e Aida e Betinha tentam adivinhar o que ele quer dizer. Elas começam a achar que ele está a brincar e Tomé fica cada vez mais desesperado. Ele acaba por escrever que precisa que chamem o Sôtor (José Carlos Pereira), já.

Aida já ligou para o consultório, mas como é domingo, ninguém atende. Tomé fica ainda mais em pânico e a filha tenta tranquilizá-lo dizendo que também não pode piorar. Ele diz que ficou assim por causa do chá que Aida lhe deu e nisto corre para a casa de banho. Aparentemente piorou.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Ana Carolina deixa Carlos derretido
Categoria: Novela nacional
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