EP 58 Aida vai deserdar Betinha?

Episódio 58 de «Festa é Festa». 

Ter, 13 jul 2021 21:50 TVI

Neste episódio

Florinda (Ana Brito e Cunha) está a pôr a mesa para o pequeno-almoço quando cheira o ar e faz um ar de enjoo. Bino (Pedro Alves) aparece com o seu melhor fato e exageradamente perfumado. Ela e Carlos (Rodrigo Paganelli) queixam-se do cheiro a perfume, mas reconhecem que ele está muito elegante. Bino fica todo contente. 

Glória (Catarina Avelar) acorda o Padre (Carlos M. Cunha) e obriga-o a ir com ela para a casa do povo, para abençoar as urnas antes das eleições. Isidro tenta resistir, mas elanão lhe dá hipótese.

Betinha (Ana Marta Contente) culpa a mãe por ter dado um chá estragado ao pai e Aida (Ana Guiomar) ameaça deserdá-la. A jovem afirma que os pais não podem deserdar os filhos e que já pesquisou sobre isso, porque não é a primeira vez que Aida a ameaça. A patroa de António (Luís Simões) diz que só queria acalmar Tomé (Pedro Teixeira) e não reparou na data de validade do chá.

Bino julga que Carlos e Florinda o vão acompanhar o dia todo, mas ela diz que tem mais que fazer e ele fica despeitado. Tentando acalmar os ânimos, o jovem lembra que vai estar o dia todo com o pai. Bino fica contente por ter alguém da família presente, quando receber a notícia da vitória. Carlos avisa o pai que está muito confiante.

Estão todos a tomar o pequeno-almoço em silêncio e vão olhando discretamente para o cabelo de São (Sílvia Rizzo). Ela apercebe-se e fica insegura, mas todos garantem que o cabelo está bem, apesar de invulgar. Jorge (Manuel Melo) aparece e pergunta o que se passa com o cabelo da tia. Ela fica muito nervosa por confirmar as suas suspeitas. Vuitton (Beatriz Costa) irrita-se com Jorge.

Aida já fez outro chá para tentar reverter os efeitos do primeiro, mas Tomé recusa-se a beber. Betinha pede desculpa, mas tem de ir abrir as mesas de voto. Tomé continua a tentar dizer que está muito mal e que a culpa é da esposa. Ela finge que não percebe e obriga-o a beber o novo chá, que vemos agora que também está passado da validade.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) fica surpreendida com a roupa de Corcovada (Maria do Céu Guerra). Esta assume que se arranjou assim porque vai ver a aldeia toda e porque a festa também será em sua honra. Corcovada pergunta como correu o encontro com Carlos e bisneta promete contar tudo ao pequeno-almoço.

Glória estranha que Elisabete ainda não tenha chegado e Fátima (Marta Andrino) queixa-se por ter de fazer tudo sozinha. Betinha chega e conta que o pai ficou mudo. Ficam todos surpreendidos quando ela afirma que vão ter de mudar o dia das eleições.

O Padre acabou de ver o boletim de voto e está indignado. Ele mostra o boletim e afirma que o que Bino fez foi um abuso de poder. Betinha olha para a foto derretida. Glória exige que o pai de Carlos seja banido das eleições.

Ana Carolina e Corcovada conversam enquanto tomam o pequeno-almoço. Corcovada quer saber se o romance com Carlos anda ou não anda. A jovem diz que não sabe porque são de mundos muito diferentes. A bisavó encoraja-a a arriscar e avisa que há muitas raparigas interessadas nele.

Glória quer adiar as eleições, mas o Padre diz que é impossível. Todos ficam incomodados com o cheiro a perfume de Bino e confrontam-no com o boletim de voto. Florinda fica envergonhada com toda a situação. Ele permanece impávido e sereno como se não tivesse feito nada de errado e exerce o seu direito de voto.

Estão todos preparados para sair de casa e São já voltou ao seu penteado normal, mas está muito irritada por Fernando (Manuel Marques) não ter sido capaz de lhe dizer que o outro penteado lhe ficava mal. Jorge dá força ao tio para aturar São e ele culpa o sobrinho por não ter permanecido calado.

Bino está a votar e faz caretas para a câmara. Ele recebe uma sms de Peixoto (Vítor Emanuel) com a foto do boletim do Padre e fica irritado ao ver que ele votou em branco. Bino vota em si próprio e promete vingar-se do Padre.

Tomé mostra o bloco onde escreveu que está prestes a morrer. Fátima acha que ele está a fazer fita para se esquivar ao trabalho no dia das eleições. Tomé continua a explicar que está muito mal e que a culpa é de Aida. O pai de Brtinha pede para ligarem ao Sôtor (José Carlos Pereira) e sai para ir votar.

Aida e Tomé entram e todos param a olhar para eles. Ele não consegue dizer nada e Aida vai falando por ele. Glória acha que ele está a fazer fita e mostra-lhe o boletim de voto para ter uma reação. Tomé exalta-se, mas continua sem falar, só lhe sai um fio de voz quando vê a câmara no teto. Bino engole em seco. 


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Aida vai deserdar Betinha?
Categoria: Novela nacional
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