EP 59 Nelinha exalta-se com Bino

Episódio 59 de «Festa é Festa». 

Qua, 14 jul 2021 21:50 TVI

Neste episódio

Bino (Pedro Alves) diz que o ponto preto que Tomé (Pedro Teixeira) viu, é humidade. O pai de Betinha (Ana Marta Contente) tenta falar novamente, mas a voz não lhe sai. Aida (Ana Guiomar) pede ao marido para olhar para cima, mas dá-lhe uma cólica e ele sai dali a correr. Ela também se queixa do perfume de Bino e não gosta de ouvir a filha a desejar-lhe boa sorte.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) e Corcovada (Maria do Céu Guerra) chegam à casa do povo e os populares vêm cumprimentá-las. A jovem ri-se, pois parece que Corcovada é a rainha da aldeia.

Glória (Catarina Avelar) ainda indignada com o boletim de voto, mostra-o a Corcovada esperando apoio, mas ela ri-se. Bino fica desanimado ao ver que Corcovada foi para um guichet sem câmara.

Fátima (Marta Andrino) está muito irritada por ter ficado sozinha no café e descarrega no manípulo do café. António (Luís Simões) tenta acalmá-la e disponibiliza-se para ajudar. Ela fica momentaneamente mais calma, mas logo volta ao estado inicial.

Nelinha (Inês Herédia) tenta perceber o que se passa com Tomé, para o ajudar a desbloquear a voz. Quando vê Bino, ele volta a ter um fio de voz e fala na câmara. O pai de Carlos (Rodrigo Paganelli) tenta descredibilizá-lo e Tomé avança para ele. Ao ver aquilo, São (Sílvia Rizzo) protesta com Fernando (Manuel Marques) por só terem chegado agora.

Fátima anda numa azáfama a atender os clientes todos. António continua com o manípulo na mão e olha especado para a máquina do café. Ele assume que não sabe como aquilo funciona, mas está disposto a aprender. Ela pede-lhe para ir votar e desamparar-lhe a loja. O jovem fica desanimado.

Carlos está numa sala à parte e Louis (Valdemar Brito) e Vuitton (Beatriz Costa) vão ter com ele. Carlos queixa-se que as pessoas parecem todas malucas com as eleições e que o pai dele é o primeiro. Os irmãos revêem-se no que ele diz e até acham que têm mais juízo do que os pais. Carlos ri-se.

Está instalada a confusão. Nelinha está aos gritos com Bino por causa das câmaras. Tomé quer intervir, mas ainda não tem voz. Fernando e São a tentam perceber o que se passa. O Padre (Carlos M. Cunha) tenta acalmar os ânimos, mas sem sucesso. Corcovada sai da cabine de voto e põe ordem na sala. Diz que a partir de agora quem manda ali é ela. Todos engolem em seco. Ela decide que quem já votou deve ir embora e no final das votações chamam-se os candidatos. Tomé ainda tenta chamar a atenção para a câmara, mas não consegue falar e ninguém percebe.

Paulo (Hélder Agapito) entra no café e Fátima, desesperada, reage com ironia. Ele estranha a forma como Fátima o trata, mas desvaloriza.

Vuitton faz vários elogios a Carlos e ele fica desconfortável. Louis faz sinal à irmã, mas ela não gosta e começa a protestar. Ana Carolina chega e Louis fica tenso. Carlos convida-a para se sentar na mesa e Vuitton olha-a de lado.

Fátima continua a falar com Paulo de forma irónica e ele começa a achar aquilo muito estranho. O carteiro diz que veio votar e ver Betinha. Fátima lembra-o que não é da aldeia, mas ele diz que é como se fosse. A empregada de Tomé concorda que ele é muito importante para a aldeia e Paulo começa a ficar com medo dela.

Glória entrega o boletim de voto a São e ela encaminha-se para a cabine de voto. Quando vê o boletim, São grita por Nando, mas Glória não o deixa ir ter com a mulher, pois só é permitida uma pessoa de cada vez. Quando Fernando vê o boletim também fica em choque.

Carlos e Ana Carolina conversam animados e Vuitton decide meter as garras de fora. A filha de São pergunta a Ana Carolina se gosta das roupas de Carlos e faz questão de dizer que foi ela que as escolheu. Vuitton inventa que o filho de Bino está sempre a ligar-lhe para fazerem coisas juntos e até já quis ir ter com ela a Paris. Ana Carolina não gosta e vai embora.

Tomé está furioso com o boletim de voto e Aida vai traduzindo o que ele quer dizer. Ele refere todas as trafulhices das eleições, incluindo os votos dos emigrantes. Depois percebe que "falou" demais e tenta disfarçar, mas António ficou desconfiado.

Glória protesta por estar com fome e por ter de estar ali por causa de uma festa. Betinha diz que a festa também é um bom motivo e lembra-se de ver Glória nas festas, muito feliz. Ea recorda uma festa com o marido e fica emocionada, a dançarem sorridentes e apaixonados. Depois volta ao seu ar carrancudo e protesta com tudo. 


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Nelinha exalta-se com Bino
Categoria: Novela nacional
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