EP 63 Mistérios a desvendar?

Episódio 63 de «Festa é Festa». 

Ter, 20 jul 2021 21:50 TVI

Neste episódio

São (Sílvia Rizzo) está estática de olhos postos na rua e de repente levanta-se e corre para lá. Tomé (Pedro Teixeira) acha que ela vai fugir sem pagar e vai atrás dela, mas percebe que vai voltar e disfarça. São puxa Paulo (Hélder Ágapito) para a sua mesa e pergunta-lhe pelos votos dos emigrantes. Tomé desconfia do que eles estejam a falar e fica preocupado.

Aida (Ana Guiomar) e António (Luís Simões) empurram um para o outro quem irá atender Glória (Catarina Avelar). Aida consegue convencer António a ir atendê-la, mas esta quer é falar com Aida sobre o que aconteceu nas eleições. Glória comenta o facto de não ter havido votos dos emigrantes e levanta a suspeita sobre Bino (Pedro Alves) e Tomé (Pedro Teixeira). Aida despacha Glória.

São (Sílvia Rizzo) puxa por Paulo (Hélder Ágapito) para que se lembre do que pode ter acontecido aos votos dos emigrantes, mas Paulo diz que nunca recebeu votos nenhuns e São fica incrédula. Fátima (Marta Andrino) ouve parte da conversa e começa a perceber o que pode ter acontecido.

Fernando (Manuel Marques) continua deitado com uma botija de água gelada na cabeça. Louis (Valdemar Brito) ri-se com o exagero do pai, mas tem pena dele. Vuitton (Beatriz Costa) acha que é bem feito, pois não tinha nada que beber no dia em que a mãe (Sílvia Rizzo) mais precisava dele.

Tomé (Pedro Teixeira) invade o gabinete de Bino (Pedro Alves) e este pede a Betinha (Ana Marta Contente) para chamar a polícia. Tomé diz que viu a câmara e Bino engole em seco e pede a Betinha e Nelinha (Inês Herédia) para saírem porque precisa de conversar com Tomé.

São (Sílvia Rizzo) olha com fúria e frustração para Paulo (Hélder Ágapito) e manda-o continuar o seu trabalho, pois para ajudar pessoas não tem muito jeito. Fátima (Marta Andrino) mete conversa com Paulo e tenta saber mais acerca dos pequenos-almoços que Tomé (Pedro Teixeira) lhe oferecia. Paulo acaba por revelar que ele lhe pegava logo na mala e Fátima ilumina-se.

Bino (Pedro Alves) repreende Tomé (Pedro Teixeira) por ter vindo para ali acusá-lo em frente a toda a gente. Bino admite que pode ter posto lá a câmara e Tomé acha que podem usar as imagens a seu favor, para evitar terem de levar com São (Sílvia Rizzo) e o Padre (Carlos M. Cunha).

Carlos (Rodrigo Paganelli) vem carregado de cortinados e nem repara em Ana Carolina (Beatriz Barosa). Ela quer conversar com ele, mas ele não está muito interessado e acusa-a de o estar a usar para fazer ciúmes a Louis (Valdemar Brito). Ana Carolina fica chateada com Carlos e ele fica arrependido pelo que disse. 

Nelinha (Inês Herédia) está a explicar o seu projeto ao Sôtor (José Carlso Pereira), mas ele ouve-a sem grande interesse. Nelinha exige ter horários mais bem definidos para conciliar tudo e o Sôtor diz que pode começar a rentabilizar melhor o tempo e despachar mais trabalho em vez de estar na conversa com os pacientes. Nelinha vai embora, amuada.

Fátima (Marta Andrino) está refastelada a beber um refrigerante e Tomé (Pedro Teixeira) chama-a à atenção. Fátima não faz grande caso, pois tem uma carta na manga e pede a Tomé para se sentar ao pé dela, revelando que descobriu que ele roubou os votos dos emigrantes a Paulo (Hélder Àgapito).Tomé fica apavorado e quer reagir, mas a única possibilidade que encontra é rir e ri desmesuradamente. Fátima não acha graça e olha-o muito séria. Tomé começa a ficar desarmado e justifica-se. Fátima confronta-o com os factos e inventa que tem uma prima emigrante que votou em São, o que faz com que Tomé se denuncie.

O Padre (Carlos M.Cunha) agradece o almoço e diz que estava tudo maravilhoso, como sempre. Corcovada (Maria do Céu Guerra) chamou o Padre para falarem sobre a festa e para encontrarem uma forma de pôr os 3 candidatos a trabalhar em conjunto. Corcovada informa que este ano não há limite de orçamento, pois ela pagará tudo.

São (Sílvia Rizzo) ainda está por ali à espera do Padre (Carlos M.Cunha). Glória (Catarina Avelar) diz-lhe que ele ainda deve demorar, porque foi almoçar a casa de Corcovada (Maria do Céu Guerra). São reclama com aquela forma de estar do Padre e fica muito curiosa com a caixa mistério que Glória guarda num armário.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Mistérios a desvendar?
Categoria: Novela nacional
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