EP 65 Discussão entre casais

Episódio 65 de «Festa é Festa». 

Qui, 22 jul 2021 21:50 TVI

Neste episódio

Carlos (Rodrigo Paganelli) vai abrir a porta e São (Sílvia Rizzo) traz a caixa mistério na mão. Ao verem a caixa, Bino (Pedro Alves) engole em seco e Florinda (Ana Brito e Cunha) fica alarmada. Fernando (Manuel Marques) repara na cara deles e questiona-os. Bino olha alarmado para São e Fernando por terem a caixa mistério e pergunta que pouca vergonha é aquela. Fernando acha que ele está a referir ao facto de se ter embebedado com Florinda. São só descobre agora o que se passou e fica chocada por Florinda se ter embebedado com Fernando. Bino quer saber como é que aquela caixa lhes foi parar às mãos. Estão todos a falar uns por cima dos outros e Carlos dá um grito para pôr ordem naquilo e recapitula o que se passa. Bino fica chocado ao saber que a caixa pertence ao Padre  (Carlos M.Cunha) e que anda a rodar as mulheres todas. Florinda garante que nunca viu a caixa e Bino fica irritado. São quer ter uma conversinha com Fernando.

Vuitton (Beatriz Costa) anda de um lado para o outro a pensar numa forma de separar Carlos (Rodrigo Paganelli) e de Ana Carolina (Beatriz Barosa). Louis (Valdemar Brito) fica surpreendido pela irmã ainda não ter desistido dessa ideia. Vuitton quer reaproximar Louis de Ana Carolina, para que ela fique o mais longe possível de Carlos.

Estão todos a olhar para a caixa mistério. Carlos (Rodrigo Paganelli) não aguenta mais e começa a abanar a caixa, tentando adivinhar o que está lá dentro. Bino (Pedro Alves) e Florinda ( Ana Brito e Cunha) dizem-lhe para parar com aquilo e ele pergunta-lhes se sabem o que está lá dentro. Eles garantem que não e Carlos continua a tentar adivinhar o que será. Bino olha para Florinda, contendo a sua raiva.

Louis (Valdmar Brito) não gosta do ar maquiavélico da irmã (Beatriz Costa). Ela diz que têm de fazer alguma coisa para separar Carlos (Rodrigo Paganelli) de Ana Carolina (Beatriz Barosa) e que Louis devia estar feliz por ela isso devia acontecer de forma natural e não através de esquemas.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) liga a Manel (Vítor Norte), mas ele fala tão baixinho que ela mal o ouve.Corcovada tem a impressão de ouvir a mulher de Manel a refilar e fica intrigada. Manel atende a chamada às escondidas da mulher. Ela anda à procura dele e Manel diz que tem de desligar.

São (Sílvia Rizzo) acorda de repente e quer saber que história foi aquela de Fernando (Manuel Marques) ter estado a beber com Florinda (Ana Brito e Cunha). Fernando diz que foi visitá-la como faz todos os anos e beberam um copito. São não sabe mais o que dizer e vai embora furiosa.   

O Padre (Carlos M.Cunha) convoca Tomé (Pedro Teixeira) para uma reunião com os outros ex-candidatos, para definirem estratégias para a festa. Tomé ainda está chateado por ter sido o Padre a ficar à frente da comissão de festas, mas acha melhor tratá-lo bem, para o ter do seu lado. Só que o Padre não vai em conversas. 

Bino (Pedro Alves) chega à junta e fica surpreendido com a feira que está ali montada. Depois vê Nelinha (Inês Herédia) e lembra-se do acordo que fez com ela. Bino aproveita que está ali muita gente, para fazer campanha e incentiva Nelinha a elogiá-lo para que todos oiçam. Betinha (Ana Marta Contente) é que não está nada feliz com aquilo e pede para falar com Bino. 

Corcovada (Maria do Céu Guerra) entra na cozinha e vê Manel (Vítor Norte) com um ar muito arrasado, a beber um café. Manel conta que a mulher o pôs fora de casa e que mudou a fechadura. Ana Carolina (Beatriz Barosa) é atraída pelo barulho e Corcovada conta-lhe o que se passou. Ana Carolina estranha a naturalidade com que Corcovada fala do assunto. 

Aida (Ana Guiomar) tem vontade de mudar algo na mercearia, mas não sabe bem o quê. António (Luís Simões) dá algumas sugestões, mas Aida não gosta de nada. A mãe de Betinha (Ana Marta Contente) vê Camila (Marta Gil) e vai logo atendê-la. Aida goza com as sugestões que António deu, mas Camila gosta muito. Aida fica amuada e pede a António para atender Camila. 

O Padre (Carlos M.Cunha) entra na junta e fica espantado com a feira que está ali montada. Nelinha (Inês Herédia) tenta logo vender-lhe um casaco, mas o Padre diz que só foi ali para dar um recado a Bino (Pedro Alves). O Padre bate à porta do gabinete de Bino e dá-lhe o recado. 

Jorge (Manuel Melo) desabafa com Tomé (Pedro Teixeira) sobre como às vezes se sente amais em casa dos tios. Tomé fica com pena de Jorge e incentiva-o a trabalhar até conseguir o que quer. O pai de Betinha (Ana Marta Contente) conta que a sua vida também nem sempre foi fácil, mas que nunca desistiu. Jorge fica agradecido pela conversa.

Aida (Ana Guiomar) continua indignada com a preferência de António(Luís Simões) por Camila (Marta Gil), mas tenta disfarçar. Aida sente uma espécie de ciúmes de Camila, também pela relação que ela tem com o Sôtor (José Carlos Pereira). António continua a elogiar Camila, mas percebe o desconforto de Aida e elogia também Betinha. Aida fica deprimida por António nunca se referir a ela.

Manel (Vítor Norte) pede desculpa por ter ido para casa de Corcovada (Maria do Céu Guerra), mas estava perdido e sem saber o que fazer. Corcovada diz que pode sempre contar com ela e se quiser ela vai falar com a mulher dele. Manel não acha boa ideia, pois a mulher pôs na cabeça que eles têm uma relação. Corcovada fica espantada e brinca com Manel.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Discussão entre casais
Categoria: Novela nacional
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