EP 72 Bino e Betinha têm um encontro escaldante

Episódio 72.

Sáb, 31 jul 2021 23:00 TVI

Neste episódio

Em «Festa é Festa», Nelinha (Inês Herédia) limpa o consultório com afinco. Glória (Catarina Avelar) é atraída pelo barulho e questiona-a sobre o que está a fazer. Nelinha refere que está muito nervosa, sem saber o que aconteceu ao Sôtor (José Carlos Pereira) e que as limpezas a acalmam. Nelinha senta-se numa cadeira e assume que está muito em baixo com o desaparecimento do Sôtor e diz que o consultório era o seu porto seguro e agora sente-se perdida. Glória sente empatia por Manuela e diz-lhe que as coisas vão melhorar.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) despede-se de Louis (Valdemar Brito) e agradece-lhe por a ter ajudado com o trabalho. Ele não resiste e tenta dar-lhe um beijo na boca, mas ela desvia a cara e o beijo é na bochecha. Ana Carolina diz-lhe que gosta muito dele, mas não lhe quer dar falsas esperanças. Ela suspira, sente-se confusa.

Nelinha (Inês Herédia) continua muito desgostosa e Glória (Catarina Avelar) mostra-se solidária e meiga. Manuela assume que gosta do Sôtor (José Carlos Pereira) como se fosse da família e não saber o que lhe aconteceu, está a custar muito. Glória dá um lenço a Nelinha e diz-lhe que aquilo vai passar. Manuela abraça Glória e esta fica sem saber como reagir.

Louis (Valdemar Brito) conta a Vuitton (Beatriz Costa) que fez tudo como ela pediu e que Carlos (Rodrigo Paganelli) viu. Vuitton revela que planeou tudo e que Carlos foi à sala porque ela lhe pediu para falar com Louis, pois não lhe atendia o telemóvel. Louis fica incrédulo com a maldade da irmã e lembra que o plano pode não funcionar, porque Carlos e Ana Carolina (Beatriz Barosa) gostam mesmo um do outro. Mas Vuitton está confiante.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) está a escolher roupa para dar, quando recebe uma chamada do Sôtor (José Carlos Pereira). Ele diz-lhe que acabou tudo e que não vai poder voltar ao consultório. Corcovada aconselha-o a descansar e combina falarem mais tarde. A bisavó de Ana Carolina (Beatriz Barosa) fica apreensiva.

António (Luís Simões) e Fátima (Marta Andrino) tentam animar Nelinha (Inês Herédia) que está muito desgostosa com o desaparecimento do Sôtor (José Carlos Pereira). Ela não consegue aceitar que ele tenha sido preso e também está triste por já não poder ter as suas mamas.

Bino (Pedro Alves) anda de um lado para o outro, a falar consigo mesmo e pensa numa forma de usar o problema do Sôtor (José Carlos Pereira) a seu favor. Florinda (Ana Brito e Cunha) liga ao marido e pergunta-lhe onde está. Bino fica entusiasmado com o jantar e diz que vai já a correr, mas nisto aparece Betinha (Ana Marta Contente) com um vestido sedutor e Bino fica perturbado.

Fátima (Marta Andrino) pergunta se as mamas de Nelinha (Inês Herédia) também vão ter saudades do Sôtor (José Carlos Pereira) e ela explica que já tinham combinado fazer uma recauchutagem. Jorge (Manuel Melo) chega com os primos e Fátima queixa-se que acabou o sossego.

Florinda (Ana Brito e Cunha) comenta com Carlos (Rodrigo Paganelli) que Bino (Pedro Alves) anda estranho e que o problema do Sôtor (José Carlos Pereira) está a mexer com ele. Carlos desvaloriza e diz que toda a gente está preocupada com o Sôtor e se há alguém estranho é o Sôtor.

Betinha (Ana Marta Contente), insinuante, caminha de forma sedutora até à secretária de Bino (Pedro Alves), que está estarrecido com aquela visão. Betinha algema Bino à cadeira, o que o deixa muito nervoso. Albino pergunta se ela tem a chave daquilo e começa a rezar, mas nem se lembra do Pai Nosso. Betinha mordisca-lhe a orelha e Bino acha que vai ter um fanico.

Tomé (Pedro Teixeira) despede-se de Fátima (Marta Andrino) e diz que tem de ir jantar com a família. Fátima protesta por sobrar sempre tudo para ela, mas Nelinha (Inês Herédia) explica-lhe que Tomé está inseguro, porque Aida (Ana Guiomar) ficou histérica com o desaparecimento do Sôtor (José Carlos Pereira). Nelinha sugere juntarem-se aos outros e beberem umas cervejas.

Betinha (Ana Marta Contente) continua a insinuar-se a Bino (Pedro Alves), enquanto ele tenta livrar-se das algemas. Florinda (Ana Brito e Cunha) volta a ligar, mas Betinha impede-o de atender e mordisca a orelha de Bino e ele fica todo arrepiado. 

Tomé (Pedro Teixeira) chega a casa e percebe que Aida (Ana Guiomar) ainda está com a neura por causa do desaparecimento do Sôtor (José Carlos Pereira). Aida diz que Betinha não janta, porque teve de ficar a fazer um trabalho na Junta. Tomé e Aida elogiam a dedicação de Betinha ao trabalho.

Ana Carolina (Beatriz Barosa), Corcovada (Maria do Céu Guerra) e Manel (vítor Norte) jantam e ele elogia os cozinhados de Florinda (Ana Brito e Cunha). Ana Carolina (Beatriz Barosa) brinca e diz que qualquer dia Manel já nem quer voltar para casa e sugere que Manel peça desculpa à mulher e lhe ofereça umas flores, mas Corcovada acha melhor deixar a poeira assentar, até porque está muito bem ali em casa.

Fernando (Manuel Marques) e São (Sílvia Rizzo) estão refastelados no sofá. Fernando nem quer acreditar que está a ter uma noite de sossêgo e está com um sorriso no rosto, quase a adormecer. São vai fazendo algumas perguntas e ele vai respondendo. São repara que a fossa está entupida e Fernando percebe que acabou o sossêgo.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Bino e Betinha têm um encontro escaldante
Categoria: Novela nacional
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