EP 73 Betinha aceita o convite de Paulo para conseguir o que quer

Episódio 73 de «Festa é Festa».

Seg, 2 ago 2021 21:50 TVI

Neste episódio

Em «Festa é Festa», Florinda (Ana Brito e Cunha) e Carlos (Rodrigo Paganelli) já começaram a jantar. Carlos pergunta se não deviam esperar pelo pai, mas Florinda diz que lhe ligou a avisar, por isso não tem desculpa.

Bino (Pedro Alves) chega a casa esbaforido e com uma mão atrás das costas. Ele diz que ia sendo atropelado por um avião e vai só lavar as mãos, para poder jantar. Bino tenta tirar as algemas.

Betinha (Ana Marta Contente) chega a casa de trombas e diz que não quer jantar, não quer conversar e não quer que vão ter com ela ao quarto. Aida (Ana Guiomar) e Tomé (Pedro Teixeira) queixam-se da atitude da filha e põem a culpa um no outro. Ficam a discutir sobre a quem é que a filha sai no mau feitio.

Estão todos de galochas na sala. Louis (Valdemar Brito) tenta apanhar o líquido que sai da fossa. São culpa Peixoto (Vítor Emanuel) pelo que aconteceu, mas ele descarta-se das culpas e pergunta quem foi a última pessoa a usar a casa de banho. Fernando (Manuel Marques) não quer acreditar no que está a ouvir. Matateu (Eduardo Madeira) elogia São (Sílvia Rizzo) e ela fica para morrer.

Betinha (Ana Marta Contente) está com um ar muito abatido e mal toca na comida. Fátima (Marta Andrino) está com pena dela e tenta perceber o que se passa, pois desconfia que sejam coisas de amor, mas Betinha diz que não tem nada disso. Elisabete vê Paulo (Hélder Ágapito) e diz que um dia têm que ir jantar. Ele fica incrédulo e pede a Fátima para lhe dar um estalo.

Glória (Catarina Avelar) conversa com o Padre (Carlos M.Cunha), com um ar muito amargurado, mas não revela o que realmente a está a preocupar. O Padre tenta perceber o que se passa e Glória acaba por revelar que tem a ver com Camila (Marta Gil) e o trabalho dela. O Padre já está farto de tentar decifrar o que a inquieta e aconselha Glória a falar diretamente com Deus. Glória decide desabafar com Isidro, mas só o consegue fazer no confessionário. O Padre fica meio ofendido pela desconfiança dela, mas acede ao seu pedido.

Paulo (Hélder Ágapito)vem entregar uma carta para Corcovada (Maria do Céu Guerra) e Florinda (Ana Brito e Cunha) ralha com ele por entrar com a bicicleta dentro de casa. Paulo diz que assim lhe dá mais jeito e ainda pede um café e um bolo. Florinda não é capaz de dizer que não.

Bino (Pedro Alves) entra na Junta e fica aliviado por Betinha (Ana Marta Contente) ainda não ter chegado. Bino sobressalta-se com os seus pensamentos, pois a sua voz interior diz-lhe que perdeu uma grande oportunidade ontem e que Betinha é um pedaço de mau caminho. Bino tenta desviar-se desses pensamentos e focar-se no trabalho.

António (Luís Simões) anda por ali numa azáfama a atender clientes, a receber encomendas e a queixar-se por ter de ser ele a fazer tudo. Aida (Ana Guiomar) chega e António responde-lhe com maus modos. Aida não gosta, mas António não quer saber e diz que tem um comunicado a fazer.

Carlos (Rodrigo Paganelli) vem entregar uns queijos ao café e Fátima (Marta Andrino) convida-o para participar nas danças de salão. Ele diz que não tem jeito, nem tempo. Fátima refere que desde que Louis (Valdemar Brito) mostrou os seus dotes para a Kizomba, Ana Carolina (Beatriz Barosa) nunca mais o largou e andam sempre juntinhos para todo o lado. Carlos fica irritado.

Paulo (Hélder Ágapito) está muito regalado a comer bolo e a beber café, mas diz que o bolo está um bocadinho cozido demais. Florinda (Ana Brito e Cunha) não quer acreditar na lata de Paulo e pergunta-lhe se percebe muito de bolos. Ele diz que tem um dom para fazer bolos e a sua especialidade é o de iogurte. Florinda fica desconcertada com a conversa de Paulo.

Aida (Ana Guiomar) quer saber que comunicado tem António (Luís Simões) a fazer, já que anda ali às voltas e não diz nada. António  afirma que a escravatura já acabou e que vai fazer greve pela justiça no trabalho. Aida não o leva a sério e pede-lhe para tirar umas caixas do caminho, mas António saiu e não voltou. Aida acusa António de ser ingrato e fica desgostosa.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) entra no café com Manel (Vítor Norte), que vem a protestar porque preferia ter ido às bombas. Corcovada lembra que é importante ajudar o comércio local e Tomé (Pedro Teixeira) vem logo atendê-la todo graxista e oferece-lhe o pequeno-almoço, mas ressalva que Manel tem de ir pedir ao balcão e tem de pagar. Manel reclama e acusa Tomé de ser graxista.

Betinha (Ana Marta Contente) chega à Junta, visivelmente de trombas. Bino (Pedro Alves) vê-a entrar e sai disparado, falando sem sequer olhar para ela e inventa que houve um problema no cemitério e tem de ir lá resolvê-lo. Bino estranha que ela não diga nada e fica a olhar para ela, mas Betinha manda-o embora.

Aida (Ana Guiomar) está sentada numa caixa, desgostosa. Glória (Catarina Avelar) entra e senta-se numa caixa também. Aida repara e chama-a à atenção. Glória acha que tem o direito de estar ali sentada e se for preciso compra a caixa. Ficam as duas em desafio.

Paulo (Hélder Ágapito) entra na Junta e sente-se confiante para convidar Betinha (Ana Marta Contente) para jantar. Elisabete fica aflita, pois não tinha vontade nenhuma de jantar com ele, mas por outro lado, pode ser bom para fazer ciúmes a Bino (Pedro Alves). Betinha pondera e acaba por aceitar. Paulo fica radiante.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Betinha aceita o convite de Paulo para conseguir o que quer
Categoria: Novela nacional
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