EP 75 O jantar romântico que acabou em tragédia

Episódio 75 de «Festa é Festa».

Qua, 4 ago 2021 21:50 TVI

Neste episódio

Em «Festa é Festa», o Padre (Carlos M. Cunha) elogia a dedicação de Florinda (Ana Brito e Cunha) à igreja. Ela fala da família e diz que Carlos (Rodrigo Paganelli) anda apaixonado. Florinda comenta que Manel (Vítor Emanuel) está a morar em casa de Corcovada (Maria do Céu Guerra) e que é muito descarado e lambareiro. Florinda pergunta como está a situação do Padre e ele fica com um semblante carregado e diz que quando acha que as coisas estão a avançar, algo corre mal e anda para trás, o que o faz duvidar se deve continuar, ou aceitar os desígnios de Deus. Florinda sabe que um dia aquela buscar irá cessar e o seu coração ficará sereno. O Padre agradece por ter Florinda na sua vida.

Paulo (Hélder Ágapito) pergunta por António (Luís Simõrs), mas Glória (Catarina Avelar) diz-lhe que ele não está. Glória explica que António está a fazer greve e Aida (Ana Guiomar) foi atrás dele. Paulo diz que precisa de um ramo de flores, mas Glória avisa que aquelas são só para o cemitério. Paulo mente e diz que é mesmo para isso que as quer. Glória fica desconfiada, mas lá lhe vende um ramo.

Camila (Marta Gil) sai do gabinete de Bino (Pedro Alves) e despede-se de Betinha (Ana Marta Contente). Bino não perde tempo e chama Betinha ao seu gabinete. Ela bufa, mas dirige-se para lá. Bino fala num tom autoritário e quer saber que história é aquela de sair mais cedo. Betinha não se deixa intimidar e diz que tem um jantar. Bino fica com ciúmes, mas disfarça dizendo que não pode deixar trabalho pendurado. Betinha garante que isso não irá acontecer e sai.

Glória (Catarina Avelar) não resiste e começa a abrir gavetas para ver o que está lá dentro. Glória prepara-se para abrir o livro de calotes, mas Aida (Ana Guiomar) aparece com Tomé (Pedro Teixeira). Aida dispensa Glória e diz que Tomé fica a ajudá-la, para compensar ter albergado António (Luís Simões). Tomé recusa, mas Aida não lhe dá hipótese.

Nelinha (Inês Herédia) fica surpreendida por António (Luís Simões) estar a fazer greve e vê nele um espírito empreendedor. António fica assustado com a conversa e Nelinha tem que lhe explicar melhor o que quer dizer.

Betinha (Ana Marta Contente) está toda bem arranjada para ir jantar com Paulo (Hélder Àgapito), mas na verdade gostava era de ir ter com Bino. Betinha tira uma selfie e envia-a a Bino para ele ver o que anda a perder.

Betinha (Ana Marta Contente) chega à sala de sócios e fica impressionada com toda a produção. Depois vê Paulo (Hélder Àgapito)todo bem vestido e arranjado e olha para ele como se nem o reconhecesse. Paulo sorri, oferece-lhe um ramo de flores e puxa a cadeira para que ela se sente. Betinha está genuinamente surpreendida com a atitude dele. Paulo escolheu frango assado para o jantar e apesar de não ser glamoroso, Betinha fica deliciada. Paulo começa a abrir o vinho e diz que têm de fazer um brinde.

Bino (Pedro Alves) está a admirar a foto de Betinha (Ana Marta Contente) e não consegue evitar sentir ciúmes por ela ter ido jantar com outro homem. Carlos (Rodrigo Paganelli) chama o pai para ir para a mesa e como ele não responde logo, julga que ele estava a dormir.

Paulo (Hélder Àgapito) debate-se para abrir a garrafa de vinho. Nota-se que não tem muita experiência, mas recusa a ajuda de Betinha (Ana Marta Contente) . Paulo vai ficando cada vez mais nervoso. Puxa de um lado para o outro, mas nada acontece. Paulo lá consegue tirar a rolha, mas fá-lo com tanta força que bate em Betinha e esta quase desmaia de dor.

Estão todos a jantar, mas Corcovada (Maria do Céu Guerra) mal toca na comida e está com um ar apático. Ana Carolina (Beatriz Barosa) fica preocupada e pergunta-lhe se ainda está com dores de cabeça. Corcovada diz que já passou e que amanhã tem de ir à cidade com Manel (Vítor Norte). Ana Carolina fica aliviada por ver a bisavó no seu registo habitual.

Florinda (Ana Brito e Cunha) queixa-se por Bino (Pedro Alves) estar a ficar surdo, mas ele diz que o filho é que fala para dentro. Carlos (Rodrigo Paganelli) e Florinda querem saber se Bino tem novidades do Sôtor (José Carlos Pereira), mas ele diz que não pode revelar nada.

Estão todos de volta de Betinha (Ana Marta Contente), que está com um saco de gelo no sobrolho e geme de dores. Ao verem o ferimento, todos trocam caretas, mas dizem que não está assim tão mau, para não a assustar. Jorge (Manuel Melo) puxa da sua frontalidade e diz que aquilo está feio. Depois pergunta onde está o jantar, pois não se pode desperdiçar. Tomé (Pedro Teixeira) fica muito preocupado ao ver o estado de Betinha e tenta perceber o que se passou. Nelinha (nês Herédia) diz que o agressor está naquela sala, mas não quer dizer diretamente quem é, por isso vai dizendo quem não foi. Tomé está tão perturbado que não consegue chegar lá. Paulo (Hélder Àgapito) assume a sua culpa e Tomé olha para ele, furioso.

Fernando (Manuel Marques) está pronto para dormir, mas São (Sílvia Rizzo) anda de nariz no ar a farejar de onde vem o cheiro a fossa. São cheira Fernando e pede-lhe para ir tomar banho. Fernando diz que já tomou três banhos e pede a São para se abstrair do cheiro, mas ela não consegue e exige que ele vá tomar outro banho.

Tomé (Pedro Teixeira) está furioso. Paulo (Hélder Ágapito) explica que convidou Betinha (Ana Marta Contente) para jantar e que o acidente se deu, quando tentava abrir a garrafa de vinho. Tomé fica escandalizado por Paulo querer embebedar Betinha e questiona-o sobre as suas intenções. Tomé corre atrás de Paulo para lhe bater.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: O jantar romântico que acabou em tragédia
Categoria: Novela nacional
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