EP 137 Aida e Alice medem forças

Episódio 137.

Qua, 13 out 2021 21:54 TVI

Neste episódio

Em «Festa é Festa», Tomé (Pedro Teixeira) tira duas imperiais e oferece uma a Mário (Pedro Giestas). Tomé senta-se na mesa de Mário e dá-lhe as boas vindas à Bela Vida. Tomé gaba-se de ter ali um império e pergunta a Mário quais são as suas intenções com a aldeia.

Aida e Alice confrontam-se e António tenta apaziguar os ânimos. António sugere que atendam Alice em conjunto, mas Aida ignora-o. Alice acusa Aida de não atender bem os clientes e Aida acha que Alice não está a começar bem ali na aldeia.

Peixoto (Vítor Emanuel) diz que o tempo passa a correr e não tarda as eleições estão à porta. Albino (Pedro Alves) dá a entender que o tempo passa rápido para quem tem boa vida. Peixoto diz que contra todas as expectativas há a possibilidade de Albino ganhar as eleições e este olha-o de lado.

Mário já contou a Tomé que está a pensar fazer um canal de televisão regional, mas que tem sido difícil comunicar com a Junta. Os olhos de Tomé até brilham e começa a destilar todo o seu veneno contra Albino. Mário afirma que são todos doidos e refere a miúda sardenta. Tomé passa-se. 

Aida e Alice continuam a medir forças. Alice diz que Aida devia tratar melhor os clientes. Aida afirma que Alice não percebe nada de negócios e que se não está contente pode ir a outra mercearia. António tenta acalmar os ânimos e quer atender Alice, mas ela, irritada, diz que já não quer nada e vai embora. António fica triste. 

Albino questiona Peixoto por ter dito que estava surpreendido por ele estar à frente nas sondagens. Peixoto fica atrapalhado, mas lá consegue dar a volta e afirma que estará sempre do lado de Albino, pois acha que ele é um visionário. Ficam todos contentes.  

Tomé avisa Mário que a sardenta é sua filha e que a culpa da Junta não funcionar, não é dela. Mário foca-se no facto da Junta estar a travar um projeto que iria beneficiar a aldeia. Tomé pergunta-lhe do que precisa e cede a sua salinha no café, para Mário poder trabalhar. 

Aida ainda está possessa com o desplante de Alice e avisa António para ter cuidado com ela, pois parece ser uma pessoa perigosa. António não concorda nada e tenta fazer ver a Aida que está a exagerar, mas Aida é de ideias fixas e António não ousa enfrentá-la. 

Tomé mostra a sua salinha a Mário, mas antes de o deixar entrar, faz uma breve apresentação do espaço e salienta que nunca ninguém ali entrou. Tomé diz que está disposto a alugar-lhe aquele espaço e assim não precisa da Junta para nada. 

Florinda (Ana Brito e Cunha) está de volta do jantar e Albino anda por ali de volta dela. Florinda diz-lhe que está a trabalhar e que agora não tem tempo para nhónhónhós. Albino protesta pelo que se passou em Paris, ter sido sol de pouca dura.

Corcovada está feliz por Ana Carolina (Ana Marta Contente) estar de volta. Ela diz que a aldeia a marcou profundamente e Corcovada acha que Carlos (Rodrigo Paganelli) foi o responsável. Ana Carolina afirma que voltou por Corcovada e começa a achar que nunca devia ter saído dali. 

Mário conversa com Alice sobre o seu projeto e está entusiasmado por ter conseguido um espaço para trabalhar. Alice espera que tenha mais sorte do que ela e conta-lhe as peripécias que teve no trabalho. Mário parece querer aproveitar-se daquelas histórias. Alice e Tomás ficam preocupados.

Estão todos a preparar-se para começar a jantar. Florinda diz que estão melhor ali dentro e Ana Carolina ressalva que o importante é estarem todos juntos.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Aida e Alice medem forças
Categoria: Novela nacional
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