EP 139 Eleições à porta... e discórdias também!

Episódio 139 de «Festa é Festa». 

Seg, 18 out 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Em «Festa é Festa», Corcovada (Maria do Céu Guerra) encontra Ana Carolina (Beatriz Barosa) e diz-lhe que gostava de ver mais vídeos daqueles que lhe mostrou ontem, pois achou muito divertidos. Ana Carolina deixa o que estava a fazer e mostra os vídeos a Corcovada.

Tomé (Pedro Teixeira), todo vaidoso, mostra a salinha a Isabel (Marta Melro). Aida (Ana Guiomar) também os acompanha e exibe-se sem muito sentido, mas no meio da conversa compromete-se a patrocinar o canal televisivo e todos ficam surpreendidos.

Corcovada continua divertida a ver vídeos. Ana Carolina está mais divertida pela bisavó do que propriamente pelos vídeos. Corcovada começa a imitar a coreografia que viu e Ana Carolina ri-se. Corcovada mostra os vídeos a Manel (Vítor Norte) e ele acha aquilo tudo muito difícil.

Mário (Pedro Giestas) ainda não está refeito da surpresa de Aida, mas confessa que um patrocínio lhe ia dar jeito. Isabel olha para uma parede e pergunta a Tomé se devia colocar ali um quadro, ele sorri e diz que sim. Aida já revelou que gostaria de ter um programa de culinária no canal e Mário está desconcertado.

Manuela (Inês Herédia) vê a porta da salinha de Tomé aberta e fica toda nervosa. Fátima (Marta Andrino) reage com naturalidade e conta que Tomé está lá dentro com Aida, Isabel e Mário. Manuela antevê problemas e Fátima começa a não gostar da nova família também. Fátima diz que só Tomás se safa e Manuela nota ali um certo desejo.

São (Sílvia Rizzo) e Fernando (Manuel Marques) querem falar com Albino (Pedro Alves), mas Valquíria (Maria Sampaio) diz-lhes que ele está numa reunião. Valquíria conta que às vezes entram ali pessoas com ancinhos e picaretas e São diz que quando ela estiver na Junta isso não pode acontecer. Fernando garante que não vai acontecer, até porque será ele o presidente. São não gosta que Valquíria seja a nova secretária.

Corcovada já está a postos para fazer uma coreografia que aprendeu e Ana Carolina está pronta para a filmar. Corcovada incentiva Manel a juntar-se a ela, mas ele diz que tem que aprender primeiro. Ana Carolina e Corcovada divertem-se muito, já Manel está sério a olhar para elas e assusta-se com uma das coreografias.

Fernando e São reclamam pelo tempo que Albino os fez esperar. Fernando repete tudo o que São diz e Albino goza com ele porque parece um eco. São recusa-se a ter Valquíria como secretária quando a Junta lhe passar para as mãos e Fernando lembra que será para as suas mãos que passará. Albino afirma que não pode fazer nada e eles ficam descontentes.

Isabel (Marta Melro) e Manuela (Inês Herédia) entram no gabinete do consultório quando Alice se despede da dona do gato que acabou de atender. Isabel e Manuela estão de acordo que aquela situação é insustentável, mas Alice pede compreensão e diz que é temporário. Manuela exige voltar a usar os post-its para se organizar e anuncia uma pessoa e um animal ao mesmo tempo.

São está indignada por Albino ter contratado Valquíria. Albino diz que é muito feio uma mulher tentar prejudicar a carreira de outra mulher. Valquíria ouve a conversa e atira-se a São. Elisabete entra na Junta e tem de ser ela a separar as outras duas.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) continua divertida a fazer uma coreografia e incentiva Manel (Vítor Norte) a fazer com ela. Florinda (Ana Brito e Cunha) e Carlos (Rodrigo Paganelli) já estão a assistir e estão entre o divertido, o embasbacado e incrédulo. Manel tenta escapar-se, mas Corcovada não deixa.

Abel (Júlio César) entra no café e queixa-se do pó. Abel diz que Fátima devia limpar o pó, mas ela lembra que o patrão dela é Tomé. Este quer agradar a Abel e pede a Fátima para passar um paninho. Ela fica furiosa. Tomás quer ajudá-la, mas ela responde-lhe com maus modos.

Corcovada senta-se no sofá, já um pouco cansada. Todos estão impressionados com a genica dela. Corcovada admite estar cansada e quer beber uma caipirinha para recuperar. Manel pede gelo para os joelhos e anti-inflamatórios. Ana Carolina diz que a bisavó e o Manel podiam ser estrelas das redes sociais. Manel não acha nada boa ideia.

Elisabete recrimina aquele tipo de comportamentos.São lembra que as eleições estão já aí e que devem trabalhar em conjunto. Albino concorda e revela que a primeira obra a ser levada a cabo será o presépio vivo. Fernando diz que aquela ideia é sua e São confirma. Albino discorda e começam todos aos gritos.

Alice e Isabel fazem o seu trabalho, separadas por um biombo. Isabel ausculta a paciente e pede-lhe desculpa pela situação, pois sabe que é alérgica aos pelos dos animais. A paciente espirra e o coelho assusta-se. A paciente sai a correr e choca com o dono do coelho, que derruba tudo o que está em cima da secretária. O ambiente já está mais calmo.

Fernando (Manuel Marques) está irritado por São (Sílvia Rizzo) querer mandar na Junta e por Albino (Pedro Alves) lhe querer roubar a ideia do presépio vivo. Elisabete (Ana Marta Contente) já não os pode ouvir e grita com eles.Mário (Pedro Giestas) e Tomé (Pedro Teixeira) vinham a chegar e ficam muito surpreendidos com aquela confusão. Fernando conta que Albino lhe quer roubar a ideia e Tomé diz que a ideia é dele.

Tomé, Albino e Fernando continuam a discutir sobre quem foi o autor da ideia e desta vez é Mário que dá um basta naquilo. Mário diz que precisa de falar com o Presidente e este pede a Elisabete para pôr toda a gente na rua. Tomé e Albino continuam em picardias infantis.

Manuela (Inês Herédia) tenta organizar os pacientes na sala de espera, separando os pacientes humanos, dos pacientes animais. Nisto entra Abel (Júlio César) muito aflito e diz que está a ter um AVC. Manuela já o conhece e não o leva a sério, impedindo a sua passagem para o gabinete.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Eleições à porta... e discórdias também!
Categoria: Novela nacional
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