EP 169 Tomé e Bino comovidos

Episódio 169 de «Festa é Festa».

Sáb, 20 nov 2021 22:05 TVI

Neste episódio

Abel (Júlio César) anda de volta dos chás e Glória (Catarina Avelar) anda de volta dele, tentando ser sedutora. Aida (Ana Guiomar) apercebe-se e fica estupefacta. Glória convida Abel para ir beber um chá a sua casa e Aida esbugalha os olhos.

São (Sílvia Rizzo) pensa que Fernando (Manuel Marques) lhe fez a surpresa de lhe comprar um colchão, mas fica furiosa quando Bino (Pedro Alves) diz que foi ele que comprou o colchão. Bino encaminha os entregadores para o quarto "dele".

Aida faz gestos a António (Luís Simões) para que repare em Glória a fazer-se a Abel, mas ele não percebe nada. Glória insiste em convidar Abel para ir a sua casa e conversarem sobre as maleitas que têm em comum. António vai ter com Glória e Abel e pergunta o que se passa, já que Aida não para de lhe dizer para os observar. Glória fica envergonhada.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) e o Sôtor (José Carlos Pereira) conversam animadamente e ela diz-lhe que o seu novo look está aprovadíssimo. Corcovada oferece-se para lhe comprar umas roupas novas e convida-o para beber uma caipirinha. Ela diz que nunca bebeu com ele porque era médico, mas ele diz que agora como guru vai aceitar. 

Isabel (Marta Melro) fica irritada por Mário (Pedro Giestas) a acusar de pactuar com as manias das doenças de Abel. Isabel diz que tentou dissuadi-lo de não ir novamente ao médico e Alice (Telma Cardoso) lembra que o avô consegue ser muito teimoso. Abel fica ofendido e insiste que é doente e que a família quer é vê-lo morto. 

Corcovada e o Sôtor fazem um brinde aos recomeços. Manel (Vítor Norte) aparece e fica surpreendido por ver o Sôtor com um novo look. Manel repara no cabelo e depois comenta a nova roupa. Manel diz que aquelas roupas parecem de mulher e o Sôtor acha piada. 

O Padre (Carlos M Cunha) está descansadinho da vida quando Glória entra por ali adentro muito aflita e diz que precisa de se confessar, pois sucumbiu ao pecado da carne. O Padre fica muito surpreendido e tenta perceber se ela sucumbiu literalmente. 

Tomé (Pedro Teixeira) vai visitar Bino e este fica muito irritado, pois julga que ele vem gozar o prato. Tomé avisa que não é nada disso e que apesar de terem as suas guerras, não está nada feliz com esta situação. Tomé lembra que também tiveram momentos bons e Bino fica desconfiado. Ainda assim olham um para o outro, envergonhados, mas comovidos. 

Carlos (Rodrigo Paganelli) encontra Ana Carolina (Beatriz Barosa) na cozinha, vai direto a ela e beija-a. Ela pergunta-lhe o que foi aquilo e ele diz que foi o que tinha que ser e que não vai cometer o mesmo erro duas vezes. Ficam muito sérios a olharem um para o outro. Ana Carolina pergunta a Carlos de que erro é que ele está a falar. Carlos afirma que andam feitos gato e rato e não são claros um com o outro. Carlos não quer que isso volte a acontecer. Ana Carolina fica admirada com a determinação dele.

Bino, emocionado, pergunta a Tomé se está a gozar com ele. Tomé diz que apesar de todas as discussões, há amizade entre eles. Bino e Tomé emocionam-se e vão para se abraçar, mas à última hora desistem. Assumem um ar profissional e começam a falar sobre o presépio. São, furiosa, aparece com uma gaiola com um rato e questiona Bino. 

Glória sai do confessionário envergonhada e o Padre, divertido, diz-lhe que não precisa de fazer nenhuma oração, pois não pecou. O Padre diz que é perfeitamente normal Glória voltar a gostar de alguém e fica a falar com Deus sobre o poder do amor. Nisto surge Celeste (Margarida Antunes) e o Padre fica encabulado.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Tomé e Bino comovidos
Categoria: Novela nacional
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