EP 171 A rata "Tomé"

Episódio 171 de «Festa é Festa».

Ter, 23 nov 2021 22:10 TVI

Neste episódio

Corcovada (Maria do Céu Guerra) apressa Florinda (Ana Brito e Cunha) e chama Manel (Vítor Norte). Corcovada queixa-se do tempo que Manel demora a arranjar-se e diz que já estão atrasados. Ele não percebe como, pois, só vão ao chinês e para isso não há horários, mas Corcovada insiste que é na abertura que se fazem os melhores negócios e avisa que ainda vão passar num sítio antes. 

O táxi de Manel está parado na praça à espera de alguém. Manel quer saber quem é que vai levar no seu táxi, mas Corcovada não diz. Corcovada combina os lugares com Florinda, para poder ir atrás na conversa. Manel não quer acreditar quando vê que o passageiro que faltava é Abel (Júlio César).

Fernando (Manuel Marques) está a consolar São (Sílvia Rizzo), que está perturbada com toda aquela situação. Bino (Pedro Alves) aparece com a gaiola do rato e responde às questões de Alice (Telma Cardoso). São fica cada vez mais enervada. Bino critica Fernando por estar nu na sala quando tem visitas. 

Manel recusa levar Abel no seu carro, mas Corcovada manda-o calar e pede-lhe para tratar bem o seu convidado. Florinda também não percebe porque motivo Manel implica tanto com Abel. Corcovada elogia a roupa de Abel e convida Isabel para ir um dia lá a casa. Abel quer saber se o táxi está devidamente higienizado e Manel goza com a situação. 

Bino fica espantado quando Alice lhe diz que Tomé (Pedro Teixeira) afinal é uma rata. Bino pergunta-lhe se tem mesmo a certeza e fica a pensar que nome vai dar à rata, pois já não se pode chamar Tomé. 

Abel diz que só entra no carro se Manel passar um pano no banco. Manel diz que não tem nenhum pano e que lhe traz uma lembrança do chinês. Florinda encontra um lenço na sua mala e limpa o banco. Manel e Abel estão a discutir. Corcovada manda-os calar e entrarem no carro. 

Bino decide manter o nome Tomé, apesar do rato ser uma rata. 

Florinda e Manel já estão dentro do táxi, enquanto Corcovada continua a tentar convencer Abel a entrar. Quando ele está quase a entrar, lembra-se que deviam fazer um teste ao taxista, porque está mais exposto e ainda por cima não usa máscara. Abel pede a Manel para abrir o vidro para lhe fazer o teste. 

Aida (Ana Guiomar) vestiu o vestido que estava a passar a ferro e tenta disfarçar a parte quase queimada. Aida está farta de estar sempre a dar jeitinhos e compara aquilo ao seu casamento. Aida toma uma atitude e rasga a parte quase queimada do vestido. 

Isabel (Marta Melro) vem pela rua a falar ao telemóvel com Abel. Ele já lhe contou onde vai e já está a combinar fazer um teste e medir a temperatura quando chegar. Isabel vem tão distraída que nem repara que vem alguém na sua direção e com a qual acaba por chocar - Tomé. 

Fernando (Manuel Marques) está a falar com vários populares ao mesmo tempo e vão chegando cada vez mais. Valquíria (Maria Sampaio) está a receber os populares e a encaminhá-los para Fernando, mas já está tão farta que já se descaçou e queixa-se que aquilo não faz parte das suas funções. Fernando fica boquiaberto com as coisas que Valquíria diz. Fernando olha para Valquíria desconcertado, porque ela queixa-se de tudo o que tem para fazer e acha que nada faz parte das suas funções. Valquíria quer fechar a porta para não entrar mais ninguém e pede ao Padre (Carlos M Cunha) para voltar noutro dia. Fernando lembra que tem uma reunião com o Padre, mas Valquíria diz que não tem nada a ver com isso. 

Betinha (Ana Marta Contente) está reunida com Bino e ele faz questão de dizer que agora têm de tratar dos assuntos da Câmara. Betinha também adota uma postura fria e profissional e Bino fica um pouco desapontado. Betinha informa que os populares querem eleições antecipadas, pois não a veem como vice-presidente. 

Abel tem um teste rápido na mão e insiste em fazer um teste a Manel, pois desconfia que ele esteja infetado pela cor da pele. Manel recusa-se a fazer o teste e Abel acha que ele não quer fazer porque sabe que vai dar positivo. Corcovada começa a achar que não foi boa ideia juntar aqueles dois.

 


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: A rata "Tomé"
Categoria: Novela nacional
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