EP 172 Carlos seduz Ana Carolina

Episódio 172 de «Festa é Festa».

Qua, 24 nov 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Bino (Pedro Alves) fica irritado pelas pessoas não verem Betinha (Ana Marta Contente) como vice-presidente e queixa-se que está a ser vítima de um golpe de estado. Bino afirma que querem acabar com ele e Betinha amolece um pouco, mas logo volta à sua postura fria e Bino não fica muito contente. Bino quer fazer uma pausa no trabalho e tenta abraçar Betinha, mas ela afasta-se. Bino diz estar carente e tenta dar-lhe um beijo, mas Betinha recusa e mantém uma postura profissional e fria. Bino fica desgostoso e pergunta-lhe o que se passa. 

Glória (Catarina Avelar) entra na mercearia com a missão de cuscar, mas Aida (Ana Guiomar) não lhe dá conversa. Glória não gosta da forma como ela lhe fala e comenta que viu Tomé (Pedro Teixeira) com a Sôtora (Marta Melro) e que ia muito animado. Aida tenta controlar os nervos. 

Bino exige saber porque motivo Betinha lhe está a dar para trás. Ela revela que acha que Bino não está à altura do desafio de ser presidente da Câmara e presidiário ao mesmo tempo. Betinha afirma que Bino já negligenciou muito os munícipes e por isso agora é hora de trabalhar. Bino suspira, desiludido. 

Fernando (Manuel Marques) marcou uma reunião com o Padre (Carlos M Cunha) para falarem do presépio vivo, mas o Padre percebe que Fernando não está bem e incentiva-o a desabafar. Fernando acaba por confessar que não sabe se fez bem deixar Paris e meter-se na confusão que é ser presidente da Junta. O Padre tenta mostrar-lhe os aspetos positivos. 

Ana Carolina (Beatriz Barosa) está a trocar SMS com alguém e assusta-se com a chegada de Carlos (Rodrigo Paganelli). Ele percebe e questiona-a, mas Ana Carolina disfarça e diz que estava só a perguntar à avó como está a correr a ida ao chinês. Carlos confessa que estava com saudades de Ana Carolina e ela diz que é melhor matarem as saudades, aproximando-se dele de forma sensual.

Aida (Ana Guiomar) está a tentar escorraçar Glória da mercearia, mas não está fácil. Ela insiste que viu Tomé com a Sôtora e que estava todo sorridente. Aida finge que aquilo não a incomoda e tenta despachá-la. Mário (Pedro Giestas) chega para a reunião e Glória faz questão de dizer o que viu para ele ouvir. Mário não tem a mesma reação que Aida e quer saber mais pormenores. Glória repete o que disse, mas Mário ri-se e diz que é típico de Isabel tratar os pacientes como se fossem família. Glória fica desapontada com aquela reação de Mário e Aida despacha-a. 

Isabel observa Tomé e aquela proximidade provoca-lhes desejo. Tomé queixa-se que tem tido a visão turva, mas depois já diz que vê é bem demais. Tomé queixa-se também de que tem dormido mal e pergunta a Isabel o que pode fazer por ele. Isabel diz que podia fazer tanta coisa e os dois estremecem com todas as possibilidades.

Carlos e Ana Carolina interrompem o beijo e ele mostra-se agradavelmente surpreendido com a iniciativa dela. Ana Carolina afirma que não foi só ele que decidiu lutar pelo que quer e voltam a beijar-se.

O Padre diz que precisam de resolver o problema do coveiro e Fernando conta que tinha sugerido que fosse Louis, mas que ninguém aprovou a ideia lá em casa. O Padre começa a rir-se e Fernando fica irritado. 

Corcovada (Maria do Céu Guerra) está encantada a mostrar o grandioso mundo do chinês a Abel (Júlio César), que não percebe aquele fascínio. Manel (Vítor Norte) não gosta de os ver tão próximos e reclama. Abel não vê a hora de ir para casa, mas Corcovada diz que ainda agora começaram. 

Isabel desconfia que Tomé esteja com um quadro de ansiedade, mas vai precisar de continuar a observá-lo. Isabel pergunta-lhe se há alguma coisa que lhe ande a tirar o sono e Tomé, para disfarçar, fala em melgas. Isabel nunca reparou que houvesse melgas e revela que também tem tido dificuldade para dormir. É notória a atração dos dois, por muito que se esforcem por escondê-la. Isabel insiste em saber se há algum motivo ou alguém que lhe tire o sono. Tomé menciona várias pessoas que o irritam, mas Isabel quer saber se há alguém que lhe tire o sono por bons motivos. Isabel quer auscultar Tomé, mas ele diz que é melhor não.  


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Carlos seduz Ana Carolina
Categoria: Novela nacional
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