EP 174 Isabel desconfortável com Rita

Episódio 174 de «Festa é Festa». 

Sex, 26 nov 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Fernando (Manuel Marques) chamou Peixoto (Vítor Emanuel) para lhe dizer que têm de começar a dar corda aos sapatos porque o natal está quase aí e têm de preparar o presépio vivo. Peixoto fica com um ar ansioso, pois está mais habituado a trabalhar com materiais como brita e tijolo. 

Vuitton (Beatriz Costa) e São (Sílvia Rizzo) põem a mesa e conversam sobre o curso de Vuitton. Ela diz que está a correr muito bem e que Micaela está a gostar das suas ideias. Vuitton diz que as roupas que São faz também são muito bonitas e que as tem vestido em Lisboa. Ouvimos Bino a chamar pelo rato Tomé e a pedir-lhe para voltar. São e Vuitton ficam alerta.  

António (Luís Simões) está com um ar cabisbaixo e Fátima (Marta Andrino) pergunta-lhe o que se passa. António diz que não se passa nada e Fátima oferece-lhe um bolo e uma imperial, mas ele recusa. Fátima não tem dúvidas de que algo se passa, mas António não quer falar.  

Manuela (Inês Herédia) está a organizar papeladas, quando Jorge (Manuel Melo) aparece e diz que teve uma grande ideia para a empresa deles. Jorge está com medo de se cruzar com Alice (Telma Cardoso), pois esteve ali à tarde e ela tratou-o mal. Manuela estranha e diz que ela costuma ser fofinha. Manuela pergunta a Jorge o que fez para ela o tratar mal.  

Isabel (Marta Melro) chega a casa e estranha ver a família toda reunida à espera dela. Isabel pergunta o que se passa e nisto surge Rita (Margarida Moreira), toda emproada. Isabel fica para morrer.  Rita pergunta a Isabel se se sente bem, pois ficou pálida. Isabel não gosta que Rita apareça quando lhe apetece e fique ali em casa. Alice tenta apaziguar os ânimos e diz que Rita avisou em cima da hora. Tomás (João Lima) afirma que Rita é da família e aparece quando quiser. Isabel não admite aquela falta de respeito, mas Mário não diz nada. 

A família está a jantar e quando Tomé (Pedro Teixeira) vai para se servir de vinho, Aida (Ana Guiomar) diz-lhe que não pode beber, pois tem andado muito doentinho e o vinho com gás não ajuda. Tomé diz que não está doente e Aida aproveita para o confrontar com as horas que tem passado no consultório. Tomé acusa-a de ter passado muito mais com o Sôtor (José Carlos Pereira).

Jorge revela a ideia de trazer tuk-tuks para a aldeia, mas Manuela não percebe onde está a espetacularidade daquilo. Jorge diz que são uns tuk-tuks especiais que viu na net, movidos a pedal, cheios de luzes e de música. Manuela fica entusiasmada com a ideia e abraça Jorge. Ele fica orgulhoso da ideia que teve e do impacto que causou em Manuela. 

Isabel continua danada, muito desiludida e hirta. Rita mantém um ar de gozo e poder e cumprimenta Isabel como se fosse a coisa mais natural do mundo. Abel diz que a mulher de Mário não se está a sentir bem e Mário julga que ele está a falar de Rita. Isabel fica estática com aquela falta de respeito.

Aida e Tomé estão em duelo sobre quem é que foi mais vezes ao médico. Betinha (Ana Marta Contente) limita-se a beber e, muito séria, vai olhando para um e para outro. Betinha diz que o casamento deles chegou ao fim e eles ficam estarrecidos.

Rita fala com Tomás como se fosse um bebé e Alice chama a mãe à atenção por isso. Abel queixa-se com fome e Isabel diz, de forma meio robótica, que vai fazer o jantar. Todos se surpreendem com a reação de Isabel. 

Manuela está francamente entusiasmada com a ideia de Jorge, mas quer pôr mãos à obra e não sabe por onde começar. Jorge sugere falar com o tio, pois aqueles tuk-tuks estão na moda em Paris e ele pode ajudá-los. Manuela volta a ficar surpreendida com Jorge. Começam a escrever a ideia em papel, bem como propostas para apresentar a Fernando (Manuel Marques). 

Celeste (Margarida Antunes) traz uma canja ao Padre (Carlos M Cunha) e diz-lhe para comer já, porque a canja é boa é quentinha. Ele prova e diz que está um manjar capaz de ressuscitar um morto. Celeste fica toda contente a vê-lo comer com satisfação. 

António desabafa com Fátima e diz que tem mesmo de dar uma volta à vida dele. Ela tenta saber em que medida, mas ele responde de forma vaga. Fátima diz-lhe que vai estar ali para o que ele precisar e António emociona-se. 


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Isabel desconfortável com Rita
Categoria: Novela nacional
Favoritos

Partilhar

Últimos Episódios

Populares