EP 176 António vai emigrar

Episódio 176 de «Festa é Festa».

Ter, 30 nov 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Tomás (João Lima) faz queixas de Isabel (Marta Melro) a Mário (Pedro Giestas), pela forma como ela tem falado com eles e por agora fumar em casa. Mário só está preocupado com o dinheiro que ela já gastou sem ele saber. Rita (Margarida Moreira) aparece e Mário tenta esclarecer se é verdade que ela também fumava às escondidas dele. Rita não tem paciência para aquilo e diz que vai ao café.

Manuela (Inês Herédia) anda entusiasmada de um lado para o outro a contar a novidade da sua empresa, mas não tem a reação que esperava. Manuela repete várias vezes a ideia e incentiva os pacientes a aplaudirem. Isabel chega e Manuela diz-lhe que chegou na hora H. Isabel, sem filtros, pergunta se chegou na hora H dos disparates dela. Manuela fica perplexa. 

Aves (Luís Aves) quer provar que Jorge (Manuel Melo) e Fátima (Marta Andrino) não têm razão e vai mostrar como se conquista uma miúda, mas chega ao pé de Alice (Telma Cardoso) e apenas faz um comentário sobre os seus olhos e vai embora. Ficam todos sem perceber o que se passou ali.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) diz a Florinda (Ana Brito e Cunha) que já pensou numa forma de ajudar Paulo (Hélder Agapito). Florinda não fica surpreendida com aquela eficácia. Corcovada diz que vai precisar da ajuda de Florinda para reforçar o stock de bolos e riem as duas. 

Aida (Ana Guiomar) está a puxar por António (Luís Simões), mas ele não diz nada. Aida (Ana Guiomar) oferece-lhe queijo e António diz que não lhe apetece. É a gota de água para Aida encostar António à parede e exigir saber o que se passa. Ele começa a falar sobre a irmã ter ido para a universidade e como isso é uma grande despesa para a mãe. António conta a Aida que a irmã está a passar dificuldades em Lisboa e que lhe apareceu uma oportunidade que ele não pode desperdiçar, para poder ajudá-la. Aida começa a perceber o que aí vem e chora. 

Bino (Pedro Alves) percebe que Peixoto (Vítor Emanuel) está com algum problema e pergunta-lhe o que se passa. Peixoto diz estar a atravessar uma crise e Bino julga que tem a ver com a relação com Valquíria (Maria Sampaio). Bino dá alguns conselhos a Peixoto, mas ele explica que a relação está bem e que está com problemas é ao nível de trabalho. 

Isabel atende Glória (Catarina Avelar) e esta aproveita para falar mal de toda a gente. Isabel observa-a e vai ouvindo o que ela diz, sem dar grande importância. Isabel só reage ao nome Tomé, mas continua a atendê-la sem falar muito, enquanto Glória fala pelos cotovelos.

Aida está muito transtornada com a possibilidade de António emigrar para a Alemanha e tenta demovê-lo. António diz que precisa mesmo de ir, porque é a única forma da irmã se manter na universidade. António revela que já tem tudo tratado e que talvez volte na Páscoa. Aida fica muito triste e chora. 

Peixoto revela que anda com falta de trabalho, pois Fernando (Manuel Marques) não o chama para fazer nenhum serviço e com Bino preso, também não pode fazer nada para a Câmara. Bino diz que afinal sempre tinha razão e quando Valquíria souber que ele não tem dinheiro, vai ter problemas na relação, mas diz ter uma solução. 

Glória pergunta a Isabel se está tudo bem. Isabel diz que não e que é grave. Isabel diz-lhe que tem um problema na língua. Glória fica surpreendida, pois nunca sentiu dores. Isabel afirma que o problema é esse, porque se desse dores talvez mudasse de atitude. Isabel revela que o problema dela é falar mal de toda a gente. Glória fica incrédula. Glória sai do gabinete de Isabel aos gritos, está escandalizada com o que ela lhe disse. Isabel mantém-se calma e pede a Manuela para acompanhar Glória à saída. Glória diz que nunca foi tão enxovalhada na sua vida e promete fazer queixa de Isabel.

Peixoto já está mais entusiasmado e diz que Bino lhe devolveu a alegria de viver. Albino pediu a Peixoto que lhe montasse um posto de teletrabalho ali em casa, para poder continuar a exercer as suas funções. Peixoto diz que o fará com muito gosto, mas pede já um adiantamento. Bino pede-lhe para ter juízo. 

Abel (Júlio César) está entusiasmado com o jantar. Mário ouviu a conversa e diz-lhe que tem jeito para escolher as amizades, porque ao que parece Corcovada (Maria do Céu Guerra) é rica. Abel fica indignado por Mário só pensar em dinheiro. Mário diz que não se importava de chamar Corcovada de mãe e fica a contar as moedas que tem no bolso. 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: António vai emigrar
Categoria: Novela nacional
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