EP 179 São faz ultimato

Episódio 179 de «Festa é Festa».

Sex, 3 dez 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Tomás (João Lima) traz um vaso com rebentos de plantas para oferecer à mãe, mas Isabel (Isabel Melro) avisa que ela já foi embora e que foi ter com o namorado. Isabel brinca com a situação e diz que talvez Tomás tenha mais um irmão bebé para brincar com ele. Tomás não gosta das piadas e fica carrancudo. 

São (Sílvia Rizzo) está preocupada com a possibilidade de Bino (Pedro Alves) ir com o divórcio em frente e ficar para sempre lá em casa. São pede a Valquíria (Maria Sampaio) para acender uma velinha e rezar, mas ela diz que não sabe rezar. São repara que Valquíria tem o decote com mais botões abertos do que devia e pede-lhe para os fechar, mas ela não percebe. 

Abel (Júlio César) entra no café e Glória (Catarina Avelar) fica logo de antenas no ar, toda empertigada. Ele diz estar muito bem-disposto e só quer beber um café. Glória dá ordens a Aida (Ana Guiomar) para se despachar com o café e Aida percebe que Glória se está a atirar a ele. 

Valquíria não gosta dos reparos que São lhe faz e diz que usa a roupa como bem lhe apetecer. São pergunta a Fernando (Manuel Marques) se vai deixar a secretária falar-lhe assim. Paulo (Hélder Agapito) chega para entregar correspondência, mas agora fala como se estivesse sempre a dar aulas. Fernando não aguenta tanta gente doida. 

Glória faz questão em pagar o café a Abel e ele agradece. Glória exige que Aida tire um café em condições porque aquele está queimado. Abel vai embora e Aida goza com Glória pela sua companhia ter desertado. Glória culpa Aida por Abel ter ido embora e começa a insultá-la. Aida percebe pela fúria de Glória que ela está mesmo apaixonada por Abel e que se estava a atirar a ele. 

Paulo está intrigado por Fernando se ter fechado no gabinete. Ele diz lá de dentro que não aguenta tanta gente doida junta. Paulo afirma que tem uma carta para ele e que tem que lha entregar em mãos. Fernando abre a porta e puxa Paulo lá para dentro. Fernando pede a carta a Paulo, mas no último momento lembra-se que a carta pode ser para Bino e não lha dá. Fernando explica que houve eleições e que ele é o novo presidente da Junta, mas Paulo continua com dúvidas e prefere não entregar a carta. 

Tomé (Pedro Teixeira) e Fátima (Marta Andrino) entram no café a conversar, mas Tomé vê Aida a protestar e sugere fugirem. Enquanto decidem se fogem ou não, Aida vê-os e já não os deixa escapar. Aida diz que decidiu fazer limpezas já que eles vêm tão frescos. Tomé quer fugir. 

Peixoto (Vítor Emanuel) está a dar uns documentos a Elisabete (Ana Marta Contente) para assinar, mas ela fica escandalizada com o valor apresentado. Elisabete pergunta a Peixoto quem é que aprovou aquele orçamento e ele diz que foi Bino. Elisabete acha melhor confirmar. 

Alice (Telma Cardoso) chega ao consultório a barafustar por causa do que se passou na mercearia. Isabel (Marta Melro) percebe que Alice está irritada e compara-a ao pai. Manuela (Inês Herédia) avisa que quando Alice vir a agenda vai ficar ainda pior. 

Aida entra na mercearia a barafustar e considera que outra pessoa no seu lugar já estava no manicómio. Aida fica ali a lamentar-se e acaba por culpar António, afinal de contas foi ele que iniciou a lista dos seus problemas. António abraça-a e Aida deixa-se abraçar, sabe-lhe bem, porque no fundo é tudo por causa dele se ir embora. 

Tomás liga para a mãe, mas o telemóvel está desligado. Abel chega todo bem-disposto e pergunta pela família. Tomás diz que estão a trabalhar e que Rita (Margarida Moreira) foi embora. Abel tenta abrir os olhos ao neto sobre a mãe. Tomás quer saber o motivo da boa disposição do avô, mas ele não lhe dá conversa.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) está a pensar mudar os cortinados quando Ana Carolina (Beatriz Barosa) a surpreende com um beijinho. Falam de amor e carinho e Corcovada pergunta como estão as coisas com Carlos (Rodrigo Paganelli), pois tem ideia de que eles se estão a entender muito bem. Ana Carolina sorri. 

Peixoto está a montar o sistema de teletrabalho, mesmo sem Elisabete ter aprovado o orçamento e queixa-se por isso. Elisabete não tem paciência para Peixoto e só quer que ele acaba aquilo depressa. Paulo entra por ali adentro esbaforido e ficam todos surpreendidos de o ver ali.

 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: São faz ultimato
Categoria: Novela nacional
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