EP 320 Tomé deixa Aida «sem chão»

Episódio 320.

Sáb, 21 mai 2022 21:45 TVI

Neste episódio

Bino (Pedro Alves) fica surpreendido pelo Padre (Carlos M Cunha) querer ajudá-lo a reconquistar Florinda (Ana Brito e Cunha). O Padre já percebeu que é isso que ele quer e acha que precisa de ajuda para o conseguir. Bino não esconde o espanto e fica expectante.

Nelinha (Inês Herédia) está picada com o Sôtor (José Carlos Pereira) e vai-lhe mandando bocas, mas ele não entende onde ela quer chegar. Para mudar de conversa, Nelinha diz que está ali Glória (Catarina Avelar) para ser atendida e que está muito mal. Glória fica surpreendida por Nelinha lhe estar a dar atenção e esquecer as marcações. O Sôtor também fica surpreendido. 

Tomé (Pedro Teixeira) percebe o que Aida (Ana Guiomar) está a tentar fazer e diz-lhe que não é boa a tentar virar o bico ao prego. Tomé lembra que a discussão é sobre o que Aida fez e não a sua mãe e irmã. Tomé não perdoa Aida por lhe ter mentido e mostra-se muito desiludido. Aida também está a sofrer por ver Tomé tão triste.

Bino (Pedro Alves) está confuso com o que Padre lhe disse e tenta perceber se ele disse mesmo o que ele acha que disse. O Padre afirma que vai ajudá-lo a reconquistar Florinda, mas para isso terá de se portar com juízo e tratar bem Florinda. Bino fica surpreendido. 

Aida pede desculpa a Tomé e reconhece que não soube fazer as coisas. Aida diz que era muito novinha e teve medo de o perder. Tomé acha que ela teve muito tempo para lhe contar, mas Aida diz que depois já não fazia sentido. Aida tenta abraçar Tomé, mas ele recusa e diz que precisa arejar as ideias. Aida fica sozinha a chorar. 

São (Sílvia Rizzo) está a pesquisar hotéis para as férias e chama Vuitton (Beatriz Costa) para ver. Ela gosta do que vê e São pergunta-lhe se pode contar com ela para tomar conta do atelier. Vuitton diz que também gostava de sair da aldeia, mas São insiste que ela tem de ficar a tomar conta do atelier. Aida (Ana Guiomar) muito desolada e desnorteada, acaba por encontrar um bocadinho da foto que rasgou da irmã de Tomé e culpa-a pela reviravolta que está a acontecer na sua vida. Aida chama-lhe todos os nomes e mais alguns e quer queimar o que resta da foto.

Betinha (Ana Marta Contente), paciente, pergunta a Paulo (Hélder Agapito) o que quer. Paulo confessa que o cruzeiro lhe deu a volta à cabeça e que os sentimentos por Betinha voltaram. Ela lembra que o seu noivo está no gabinete ao lado e pede a Paulo para acabar com a conversa. Paulo diz que não manda nos sentimentos e Betinha manda-o embora. 

Aida tenta disfarçar a tristeza que sente, limpando as prateleiras da loja. Faz um esforço enorme para não chorar, mas de vez em quando lá deixa escapar uma lágrima. António (Luís Simões) apercebe-se e abraça-a. Aida é apanhada de surpresa e pergunta-lhe porque fez aquilo. António sentiu que ela precisava. Aida emociona-se e abraça-o mais. 

 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Tomé deixa Aida «sem chão»
Categoria: Novela nacional
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