EP 379 Nando e Tomé formam uma «dupla sertaneja»

Episódio 379.

Seg, 1 ago 2022 21:55 TVI

Neste episódio

Tomé comenta com Fernando que o teatro de revista não faz muito o seu género e que o tipo de música que mais gosta é de música eletrónica. Fernando acaba por confessar que gosta muito de música romântica e Tomé quer saber mais sobre isso. O caos está instalado.

Aida e Josefa tentam agredir-se mutuamente. António e Fátima tentam impedir, agarrando-as. Fátima está indignada por António ter pensado em atirá-la para o meio de Aida e Josefa. Glória chega e ao ver aquele aparato julga que já estão a ensaiar para a revista.

Quina vai tirando os objetos que estão dentro da mala e não encontra nada de valor. Albino e Quina estão inconsoláveis porque o sonho de se tornarem ricos esvaneceu-se. Paulo fica entusiasmado a cada objeto que vê e festeja. Albino acha que vão ser gozados quando se souber o que herdaram.

Tomé e Fernando já perderam a vergonham e cantam agora alto e a bom som as suas músicas preferidas. Fátima e os clientes é que não estão a achar piada nenhuma. Tomé lembra-se que podiam formar uma dupla sertaneja e Fernando acha ótima ideia. Fátima e os clientes ficam horrorizados.

Corcovada aprecia a decoração para a festa de Albino e Quina. Manel pendura um balão e gaba-se do trabalho que fez. Corcovada brinca com ele por só ter feito aquilo, mas Manel afirma que deu tudo dele porque Quina merece.

Os pacientes do consultório protestam por não poderem usar o wc e Manuela tenta controlar a situação. Manuela diz que a vontade de fazer xixi é psicológica e que têm de pensar noutras coisas. Manuela sugere que vão ao WC do café ou a casa, mas ali é que não podem mesmo ir. 

Fernando está a tentar explicar a Jorge e São que vai formar uma dupla sertaneja com Tomé, mas Jorge não sabe o que isso é e São acha que sabe, mas prefere não saber. Fernando tenta explicar melhor, mas Jorge continua sem perceber.  Fernando está a cantar para explicar a São e Jorge o que é uma dupla sertaneja, mas canta tão mal que até Jorge tapa os ouvidos e São fica confusa por ele estar a cantar, em vez de se explicar melhor. 

O Padre entra na mercearia e António percebe que ele vai reclamar. António diz que hoje já se stressou demais e que não pode ouvir reclamações. O Padre reclama do vinho que lhe venderam e exige que lhe ofereçam uma garrafa. António tenta ignorá-lo, mas o Padre ameaça dificultar-lhe o casamente e António cede. 

Quina, Paulo e Albino chegam a casa desmoralizados e nem reparam na decoração de festa. São surpreendidos pelo grito festivo de todos os que vieram à festa para celebrar a herança.  Albino, Quina e Paulo não conseguem dizer nada e limitam-se a ficar com "cara de enterro". Florinda fica preocupada e pergunta a Albino o que se passa.

Corcovada também percebe que Quina não está bem. Esta desata a chorar e sai da sala a correr. Ficam todos preocupados e confusos.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Nando e Tomé formam uma «dupla sertaneja»
Categoria: Novela nacional
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