EP 388 Glória e Josefa «invadem» a sacristia

Episódio 388.

Qui, 11 ago 2022 21:55 TVI

Neste episódio

Florinda fica preocupada com o que Ana Carolina lhe diz sobre Carlos e fica com pena dela. Ana Carolina confessa que está muito desiludida e que nunca pensou que a relação deles acabasse assim. Florinda abraça-a e dá-lhe o conforto que uma mãe daria.

Aida acalma-se e tenta tirar a ideia de formar uma dupla sertaneja, da cabeça de Tomé, mas já percebeu que não vai ser fácil. Aida argumenta que isso não vai ser compatível com ser padrinho de casamento de Fátima, mas Tomé nem lhe liga.

Florinda está preocupada com o comportamento do filho, mas agora só quer consolar Ana Carolina. Esta agradece-lhe por isso e diz que nestas alturas lhe custa muito não ter mãe. Corcovada chega com a sua energia habitual e o ambiente fica logo mais leve. Manel e Abel resmungam um com o outro e Corcovada diverte-se.

Fátima acha que Tomé pode estar assim por causa da pressão de ser padrinho de casamento e se calhar devia partilhar a responsabilidade com alguém. Era tudo o que Aida queria ouvir, mas faz-se de difícil e diz que tem todo o gosto em serem os únicos padrinhos. Antes que Fátima recue, Aida incentiva Tomé a dizer que está sob muita pressão e que o melhor é partilharem aquela responsabilidade.

Carlos desabafa com o pai sobre a discussão que teve com Ana Carolina. Albino mostra-se solidário com o filho e diz que nunca gostou de Ana Carolina. Carlos sente-se mais reconfortado por ter o apoio do pai, mas no fundo sabe que errou com Ana Carolina.

Glória entra pela sacristia e começa a colar os seus cartazes sem pedir autorização. O Padre chama-a à atenção, mas Josefa sai em sua defesa e exige respeito para com a Presidenta. Celeste não gosta da forma como Josefa fala com o Padre e ameaça-a. O Padre tem de segurar Celeste, para que esta não bata em Josefa.

Manuela entra na mercearia e fica logo toda empolgada ao ver a convocatória para a Revista. António não consegue perceber o porquê de tanto entusiasmo, mas Manuela explica-lhe que aquele vai ser o primeiro degrau para o sucesso. António pergunta-lhe se não estava a estudar para enfermagem e Manuela perde o entusiasmo.

São está deitada na cama com um ar deprimido. Ouvimos Fernando a cantar na sala. Vuitton vai ter com a mãe e diz que não aguenta mais ouvir o pai a cantar. Vuitton percebe que a mãe não está bem e que não pode ser só por causa da cantoria. São conta que foi ao médico e que está na menopausa. Vuitton acha completamente normal.

A discussão entre Celeste, Glória e Josefa continua e o Padre tenta acalmá-las. A discussão não cessa e o Padre desiste, optando por se servir de um copo de vinho para se acalmar. Ao verem aquilo, Glória e Josefa percebem no que vai dar e vão embora. O Padre fica convencido de que foi um milagre e começa a contar as suas histórias a Celeste.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Glória e Josefa «invadem» a sacristia
Categoria: Novela nacional
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