EP 392 Jorge revela que é virgem

Episódio 392.

Ter, 16 ago 2022 21:52 TVI

Neste episódio

São faz questão de oferecer o feitio do vestido a Corcovada, para lhe agradecer por ter decidido que era ela que ficava encarregue dos figurinos da Revista. Corcovada recusa a oferta, porque aquele é o trabalho de São. Esta começa com afrontamentos e Corcovada dá-lhe alguns conselhos.

Florinda promete que não vai deixar Carlos ficar igual a Albino. Ele não percebe qual é o problema e Florinda lembra-o que até ele quis mudar. Albino defende que Carlos só está a mostrar quem é e a ter as suas próprias ideias e ao contrário do que Florinda diz, foi Carlos que foi ter com ele e lhe pediu para entrar no mundo da política.

Jorge lá ganha coragem e conta ao tio que é virgem. Fernando fica sem expressão e depois começa-se a rir. Jorge leva a mal e pergunta onde está a piada.

Florinda não se fica e diz que não vai admitir que Albino deseduque o seu filho. Albino insiste que ele já é um homem e que decidiu seguir pela carreira política e que as pessoas só têm de o respeitar. Elisabete percebe que houve uma grande discussão.

Jorge está envergonhado e começa a irritar-se com a reação do tio. Fernando pede desculpa, mas acha aquilo engraçado e diz que se fosse ao contrário, Jorge também ia achar piada. Jorge assume que sim. Fernando começa a explicar a Jorge de onde vêm os bebés e Jorge fica todo ofendido pelo tio o estar a tratar como se fosse uma criança.

Elisabete está sentada na secretária a olhar com estranheza para Albino, que está no seu gabinete a falar sozinho, mas como se estivesse a dialogar com alguém. Elisabete diz que cada um tem aquilo que merece.

Fernando muda o tom com que fala com Jorge e diz-lhe que aquilo é perfeitamente normal e que com ele também foi parecido. Fernando revela que São também foi a sua primeira mulher e ela achava que ele já tinha muita experiência porque tinha muita bazófia. Jorge sente-se compreendido e diz que Fernando é como um pai para ele.

Aves entra e Fátima revira os olhos, pois ainda há pouco se livrou de Paulo e já tem de aturar Aves. Ele percebe que ela está irritada e pergunta-lhe o que se passa. Fátima conta que teve de aturar Paulo e que agora tem a mania que é bailarino de Revista. Aves revela que também tem esse dom e Fátima fica incrédula.

Albino queixa-se que tem sempre alguém a reclamar com ele. Albino diz que bastou Carlos querer sair debaixo das saias da mãe que lhe caiu tudo em cima. Albino acha que aquela é a cruz que os grandes homens têm de carregar e Elisabete diz que sim a tudo, sem prestar atenção.

Fátima está a preparar o espaço para a reunião da Revista e Manuela anda atrás dela a lamentar-se por ninguém lhe dar valor. Fátima diz-lhe que teve um dia muito pior do que o dela e começa a contar tudo o que se passou. Manuela acaba por concordar que Fátima teve um dia muito pior que o seu.

Estão todos prontos para sair para a reunião. Florinda avisa que Quina não vai porque estava com dores de cabeça e conseguiu convencê-la a ficar a descansar. Todos concordam que Quina é um vulcão ainda mais difícil de controlar do que Florinda. Saem todos em bicos de pés para não acordarem Quina.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Jorge revela que é virgem
Categoria: Novela nacional
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