EP 424 A grande surpresa de Aurélio

Episódio 424. 

Qui, 22 set 2022 21:45 TVI

Neste episódio

Peixoto continua incrédulo por Albino achar boa ideia construir uma barragem na aldeia. Peixoto está preocupado com a possibilidade da obra correr mal e a aldeia fica debaixo de água, mas Albino diz que basta aprenderem a nadar. Peixoto não quer ouvir mais nada. Carlos chega e pergunta o que se passa. Peixoto diz-lhe que Albino enlouqueceu de vez. 

Oliveira (Joaquim Nicolau) conversa com Sofia (Susana Mendes) sobre a ideia de fazer uma barragem na aldeia. Ela diz que não era nada disso que tinham planeado, mas Oliveira acha uma boa ideia e não vê mal nenhum em mudarem os planos. Sofia não fica muito convencida. 

Aida e Tomé jantam e ele fala-lhe do irmão gémeo de Fernando que apareceu. Aida não fica nada espantada e acha normal que o irmão gémeo seja igual a ele. Aida diz que parece história de novela e que se o realizador soubesse, tinha sido ele o protagonista da novela. Tomé acha que devia ser ele, pois também teve uma irmã que apareceu. A coisa descamba. 

Fernando (Manuel Marques) está muito incomodado com o barulho que vem do quarto e quer ir ver o que se passa. São (Sílvia Rizzo) impede-o de ir, porque Aurélio (Manuel Marques) está a preparar-lhes uma surpresa e não podem ver já. São pede a Fernando para confiar no irmão. Fernando lembra que ainda há pouco tempo nem sequer sabia da existência dele. 

Florinda (Ana Brito e Cunha) acabou de saber da novidade da barragem e também não gosta nada da ideia. Bino (Pedro Alves) já não pode ouvir falar da barragem e diz que ninguém tem nada a ver com isso, porque ele deu a ideia, Oliveira (Joaquim Nicolau) gostou e só isso importa. Florinda acha que as pessoas da aldeia têm uma palavra a dizer, mas Albino não concorda. 

Betinha (Ana Marta Contente) e Tomé (Pedro Teixeira) tomam o pequeno-almoço e conversam sobre Paulo ter sido despedido. Tomé aconselha Betinha a ficar longe dele, pois não quer um genro pobretanas. Aida (Ana Guiomar) aparece exageradamente arranjada e eles perguntam-lhe se é Carnaval. 

São e Fernando acordam assarapantados com o barulho de martelos e berbequins. São queixa-se de dores nas costas e culpa Fernando por ter escolhido aquele sofá. Fernando lembra que dormiram ali porque Aurélio não os deixou ir para o quarto e São acusa Fernando de se estar sempre a queixar. São diz-lhe que devia ser mais como Aurélio. 

Aida age naturalmente, o que deixa Tomé e Betinha ainda mais atónitos. Tomé tem vontade de rir e pergunta a Aida onde vai. Ela diz que vai trabalhar, mas tem de passar em casa de Sofia para entregar uns produtos e como tal, vestiu-se de acordo com a ocasião. Tomé e Elisabete acham um exagero, mas não vale a pena dizerem nada. 

Ana Carolina (Beatriz Barosa) recebe o Padre (Carlos M Cunha) e diz que vai ver se Corcovada (Maria do Céu Guerra) já acordou, mas o Padre diz-lhe que quer conversar é com ela. Ana Carolina fica surpreendida.

Fátima (Marta Andrino) e António  (Luís Simões) conversam sobre a ideia de terem um negócio próprio e percebemos que António não acha nada boa ideia. António tem medo da reação dos patrões e das confusões que podem vir daí, mas Fátima não desiste da ideia.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: A grande surpresa de Aurélio
Categoria: Novela nacional
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