EP 483 Florinda acha que o Padre está a mentir

Episódio 483. 

Qua, 30 nov 2022 22:00 TVI

Neste episódio

Florinda acha que o Padre está a mentir, mas arrepende-se logo de lho ter dito e muda de assunto. A mãe de Carlos entrega-lhe as flores que Aida mandou para agradecer o milagre de Elisabete (Ana Marta Contente) ter sido encontrada e o Padre fica comovido por Florinda nunca ter perdido a fé.

Glória (Catarina Avelar) tenta ir atrás de Josefa para lhe dizer que não vai trabalhar, mas já não a apanha. Quina aconselha Glória a fazer o que Josefa lhe pediu, já que há situações bem piores, como ter de preparar uma festa. Os clientes pedem cervejas e Glória não quer acreditar que vai ter de os servir.

Oliveira (Joaquim Nicolau) está a dormitar no sofá quando o telefone toca. Ele chama por Maria Irene (Maria Simões), mas como ela não aparece, ele mesmo vai atender. Fá-lo com maus modos, mas quando percebe que é Corcovada (Maria do Céu Guerra), muda o tom. Corcovada convida-o para a festa de boas vindas de Elisabete, mas ele diz que não pode. Sofia (Susana Mendes) pergunta quem era e Oliveira diz que era engano.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) supervisiona os enfeites para a festa e pede a João Maria para pendurar balões. Ele claramente nunca fez aquilo e não sabe como fazer. Joana (Diva O´Branco) mostra-lhe como se faz e ele fica escandalizado porque aquilo dá muito trabalho. Josefa pergunta se Joana é colega de Ana Carolina (Beatriz Barosa) e Joana fica irritada. 

Aida (Ana Guiomar) e São (Sílvia Rizzo) vão ao café e acham que estão a ter visões, porque Glória (Catarina Avelar) está atrás do balcão, a servir. Glória conta o que se passou e espera que lhe paguem por aquele trabalho. Aida e São estão focadas na festa que Corcovada vai organizar e querem saber mais pormenores. 

João Maria (Ricardo Trêpa), muito tenso, apresenta Josefa a Joana. Joana responde à provocação de Josefa e pergunta se ela é amiga de infância de Corcovada. Josefa afirma que é mais do que amiga e Joana tem vontade de explodir. Prevendo discussão, João Maria pede-lhes ajuda para encher os balões.

Celeste (Margarida Antunes) pica cada vez mais o Padre sobre a situação de Florinda e afirma que ela não é digna de frequentar a igreja, uma vez que é divorciada e está grávida. 

O Padre tem cada vez menos paciência para Celeste e pede-lhe para se pôr a andar. Celeste fica escandalizada e tenta responder, mas o Padre não lhe dá hipótese. 

Josefa insiste que Joana é muito nova e que ainda nem é maior de idade. Joana passa-se e afirma que para além de maior de idade é noiva de João Maria. Josefa fica muito baralhada e questiona todos sobre aquela informação. João Maria fica muito aflito e sem saber o que dizer. Josefa exige saber que história é aquela de João Maria ter uma noiva e ele diz que nem tudo é o que parece. João Maria inventa que Joana teve um esgotamento e não pode ser contrariada, por isso tem de alinhar na história que ela criou. Josefa quer saber quanto tempo aquilo vai durar. 

Vuitton conta à mãe como as férias foram horríveis, mas Jorge e Aves não concordam. Eles dizem que tirando o facto de Elisabete ter desaparecido, foram as melhores férias das suas vidas. São está solidária com a filha e consola-a. 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Florinda acha que o Padre está a mentir
Categoria: Novela nacional
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