EP 70 António descobre o que aconteceu ao Sôtor

Em «Festa é Festa», estão todos a conversar sobre o desaparecimento do Sôtor (José Carlos Pereira) e a especular sobre o que terá acontecido. António (Luís Simões) tenta falar, mas ninguém repara nele. Até que ele consegue dizer que sabe o que aconteceu e que o Sôtor foi preso. Aida (Ana Guiomar) começa a sentir-se mal e todos a abanam. Mais uma vez, Tomé (Pedro Teixeira) não gosta de ver Aida a sofrer por causa do Sôtor.

Qui, 29 jul 2021 21:50 TVI

Neste episódio

Vuitton (Beatriz Costa) está muito excitada por Louis (Valdemar Brito) ter feito o que ela lhe pediu e ter dito a Ana Carolina (Beatriz Barosa), que ela e Carlos (Rodrigo Paganelli) estavam juntos. Louis conta que Ana Carolina ficou arrasada e que não acha correto o que estão a fazer. Vuitton não está nada arrependida e diz que o plano não fica por ali. Louis fica assustado, com medo dos planos da irmã e diz que não quer fazer mais parte deles. Vuitton diz que está a dar tudo certo e que está a fazer aquilo porque gosta de Carlos. Louis pergunta-lhe quando é que descobriu que gostava dele, pois nunca quis nada com ele, até aparecer Ana Carolina.

Bino (Pedro Alves) e Luís (Hugo Sousa) continuam o seu comportamento infantil. Florinda (Ana Brito e Cunha) pergunta a Luís se continua no negócio das Aves e Luís muito orgulhoso, confirma que sim.

Corcovada (Maria do Céu Gerra) e São (Sílvia Rizzo) estão de volta da roupa para arranjar. Corcovada está entusiasmada com os arranjos que quer fazer e São diz-lhe que tem muita imaginação. Corcovada experimenta uma peça de roupa alterada por São e elogia o trabalho dela. Corcovada quer continuar a alterar roupa.

Luís (Hugo Sousa) pergunta por Carlos (Rodrigo Paganelli) e se ele já tem namorada. Florinda (Ana Brito e Cunha) pergunta a Luís se já tem família. Este diz que tem uma mulher em cada porto.

Bino (Pedro Alves) e Luís (Hugo Sousa)decidem ir à associação. Bino apresenta o primo a Fátima (Marta Andrino). Luís fica muito agradado com Fátima. Fátinha comenta com Luís que poderá fazer-lhe uma encomenda. Bino acha que Fátima também gostou de Luís.

São (Sílvia Rizzo) queixa-se com dores nos braços por ter costurado muito, mas diz que fez com gosto, pois divertiu-se muito. São conta como Corcovada (Maria do Céu Guerra) gosta de transformar as suas roupas e tornar tudo mais excêntrico. Fernando (Manuel Marques) gosta de acordar assim, com boa disposição, mas São diz-lhe logo para espalhar bem o creme e ele esmorece.

Florinda (Ana Brito e Cunha) está a servir o pequeno-almoço a Corcovada (Maria do Céu Guerra) e Ana Carolina  (Beatriz Barosa) e comenta que lhe pareceu que Manel (Vítor Norte) ainda estava a dormir. Ela diz que é normal, pois ele deitou-se muito tarde, depois de ter estado a ver futebol até às tantas. Nisto passa Manel em direção à casa de banho, de penico na mão. Elas ficam todas muito espantadas e Ana Carolina diz que perdeu a fome.

Manel (Vítor Norte) está a regressar da casa de banho com o penico na mão e Corcovada (Maria do Céu Guerra) interpela-o e pergunta se aquilo é mesmo um penico e ele diz que sim, com toda a naturalidade. Para ele é normal usá-lo, para não ter que se levantar durante a noite. Corcovada acha piada, mas Florinda (Ana Brito e Cunha) e Ana Carolina (Beatriz Barosa) ficam enjoadas.

Estão todos a conversar sobre o desaparecimento do Sôtor (José Carlos Pereira) e a especular sobre o que terá acontecido. António (Luís Simões) tenta falar, mas ninguém repara nele. Até que ele consegue dizer que sabe o que aconteceu e que o Sôtor foi preso. Aida (Ana Guiomar) começa a sentir-se mal e todos a abanam. Mais uma vez, Tomé (Pedro Teixeira) não gosta de ver Aida a sofrer por causa do Sôtor.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) ainda está enjoada por ter visto Manel (Vítor Norte) com um penico na mão. Florinda (Ana Brito e Cunha) diz que isso ainda é o menos, o pior é ele achar que está numa pensão com cama, comida e roupa lavada e ainda ter a lata de assinar canais de futebol. Carlos (Rodrigo Paganelli) chega, mas Ana Carolina nem fale com ele. Carlos diz que a senhora o chamou para ir com ela à cidade.

Bino (Pedro Alves) tenta ligar ao Sôtor (José Carlos Pereira), mas ele continua com o telemóvel desligado. Betinha (Ana Marta Contente) surge e diz que ouviu dizer que o Sôtor foi mesmo preso. Albino fica muito preocupado com a reputação da aldeia e diz que não vai ter coragem de encarar Cristina Ferreira e dizer-lhe que o Sôtor da aldeia foi preso.

Glória (Catarina Avelar) está preocupada com Camila (Marta Gil) e tenta acalmá-la. Glória desconfia que a filha esteja assim por causa do Sôtor (José Carlos Pereira) e pergunta-lhe se gosta mesmo dele. Camila confirma que sim e Glória dá-lhe força para aguentar este mau momento. Glória continua a tentar acalmar Camila, mas também quer saber o que se passa. A filha diz-lhe que não lhe pode contar nada, mas revela o assunto é grave. Camila recebe uma chamada do Sôtor, mas está com pouca rede e tem de ir para a rua. Glória tenta ir atrás dela, mas Camila faz-lhe sinal para ficar ali.

Bino (Pedro Alves) liga a Peixoto (Vítor Emanuel) e pede-lhe ajuda para encontrar o Sôtor (José Carlos Pereira). Peixoto fica surpreendido por ainda não saberem dele e diz que ouviu dizer que fugiu para Espanha. Bino diz que precisa saber o que lhe aconteceu, antes que comece a sobrar para ele. Peixoto diz que pode contar com ele e já está a fazer contas. Bino bufa por Peixoto falar logo em dinheiro.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: António descobre o que aconteceu ao Sôtor
Categoria: Novela nacional
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