EP 389 António atinge o limite: «Para mim, hoje acabou»

Em «Festa é Festa», António (Luís Simões) fala com Aida (Ana Giomar) sobre uma panela de massa a cozer, mas ela não entende nada e diz que não se pode deixar o fogão ligado sozinho. António explica que é uma metáfora e que ele é a panela e que está a ferver, mas ela continua sem entender. António diz atingir o seu limite e vai-se embora da loja.
Sex, 12 ago 2022 21:55 TVI

Neste episódio

A discussão entre Celeste, Glória e Josefa continua e o Padre tenta acalmá-las. A discussão não cessa e o Padre desiste, optando por se servir de um copo de vinho para se acalmar. Ao verem aquilo, Glória e Josefa percebem no que vai dar e vão embora. O Padre fica convencido de que foi um milagre e começa a contar as suas histórias a Celeste.

Peixoto foi ter com Albino à Junta, como ele lhe pediu, mas não está nada confortável com a presença de Carlos e acha melhor falarem a sós. Albino explica que Carlos agora é o novo vice-Presidente e que quando fala com um é como se falasse com o outro. Peixoto não fica muito convencido. 

Tomé está passado por Aida querer comparar um vestido novo e avisa-a de que isso será uma fortuna. Aida acha que merece, até porque foi ela que conseguiu fugir da outra despesa. Tomé diz que nesse caso também quer um fato novo, mas Aida acha um desperdício, já que ele ainda tem o fato do casamento. Tomé passa-se e atira a toalha de mesa ao chão.  Está o caldo entornado entre Aida e Tomé. Ele recusa-se a levar o fato de casamento, até porque já não lhe serve. Aida sugere que ele faça dieta. Tomé diz que nesse caso Aida também vai ter de usar um vestido antigo, mas ela faz questão de comprar um novo. Tomé também quer um fato novo e dá por terminada a discussão. Aida aparenta estar muito calma e Tomé acha que ela compreendeu a situação, mas ela aproxima-se dele e diz-lhe, em tom ameaçador, que não há dinheiro para o fato dele e que ou leva o fato de casamento ou vai nu.

Carlos e Albino expõem as suas ideias a Peixoto e este fica impressionado. Albino está muito orgulhoso do filho e Peixoto fica rendido. Elisabete estranha ver Carlos na Junta e tenta perceber o que ele está ali a fazer. Paulo aparece e também fica espantado por ver Carlos ali e até acha que ele está diferente e mais parecido com Albino. Paulo conta que António lhe deu um soco e Elisabete fica muito intrigada.

António vai ter com Fátima e conta-lhe que deu uma folga a si mesmo e que deixou Aida pendurada. Fátima acha que ele anda muito saído da casca. António justifica-se pelo que fez a Carlos e Fátima diz que até achou fofinho, mas pede-lhe para não o voltar a fazer.

Carlos continua a expor o seu plano e diz que é para ontem. Peixoto fica impressionado com a energia e convicção de Carlos e afirma que assim até dá gosto trabalhar. Albino não podia estar mais orgulhoso do filho.

Albino vai a casa de Corcovada para falar com Florinda, mas Quina diz-lhe que ela já foi dormir. Quina pergunta a Albino o que anda a fazer ao filho, pois ele anda muito diferente e acha que é o pai que o anda a desencaminhar. Albino faz má cara.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: António atinge o limite: «Para mim, hoje acabou»
Categoria: Novela nacional
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