Pedro Duarte começa por reconhecer a “potencial interferência que a justiça tem tido nos últimos anos na vida política nacional”.
“Há algumas matérias historicamente, nos últimos anos, que nos devem deixar no mínimo intrigados”, diz o comentador, ainda ministro dos Assuntos Parlamentares, para se referir aos processos que ficam “a marinar”.
Pedro Duarte lamenta as fugas de informação “seletivas” e avisa que esta postura do Ministério Público está a alimentar “populismos” no país.
Ainda assim, o comentador realça que a indignação que se faz sentir pela averiguação preventiva a Pedro Nuno Santos contrasta com a falta de reação existente quando o mesmo se deu com Luís Montenegro.
“Do lado do Ministério Pública não há manifestamente diferenças. Até estou convencido que aquilo que motivou a abertura deste processo de averiguação preventiva, e uma fuga relativamente discreta que se deixou passar, foi para tentar que não tivesse o mesmo impacto”, argumenta, lembrando que no caso de Montenegro foi o próprio procurador-geral da República quem comunicou publicamente a averiguação preventiva ao primeiro-ministro.