Ana Arrebentinha: "No Alentejo, ficou a miúda em quem a maioria das pessoas não acreditava"

Sex, 2 out 2020

Convidada da rubrica SELFIE SEM FILTROS, Ana Arrebentinha abriu o coração e recordou a altura em que veio morar, sozinha, para Lisboa. Tinha apenas 17 anos e muitos sonhos pela frente. Mas nem tudo foi fácil.

"Vim para Lisboa aos 17 anos. Vim fazer um curso na Casa do Artista. Estava cheia de convicção e a achar que não ia sentir saudades nenhumas. Mas, quando estava a arrumar a mala, no meu quarto, começou logo a bater a ideia de que aquele ia deixar de ser o meu espaço. Quando cheguei a Lisboa, desci do comboio, estava ao pé da minha primeira casa, aí é que eu percebi: estou sozinha, com 17 anos, mas não posso dar parte fraca, porque os meus pais vão ficar preocupados. A primeira semana passou-se bem, mas, a partir daí… não tinha cá os meus amigos, não tinha cá os meus pais, não tinha cá as minhas pessoas, aqueles com quem fui criada... Tive que criar rotinas. Não tinha muito dinheiro, [por isso], não podia sair muito, nem distrair-me muito. Era tudo uma vida nova, de uma miúda com 17 anos que, consciente e inconscientemente, veio sozinha para cá. As saudades, às vezes, apertavam e chorei muito, muito", confessou Ana Arrebentinha.

Uma selfie não tem de ser sinónimo de vaidade ou egocentrismo, nem tão pouco tem de vir carregada de filtros, daqueles que embelezam os feeds das redes sociais e que, tantas vezes, em nada correspondem à verdade.

Uma selfie é, na essência, um retrato que a pessoa tira a si mesma, quando se vê refletida.

Na SELFIE SEM FILTROS, é esse o desafio que colocamos aos entrevistados: que olhem para si e nos digam o que veem. Uma viagem leve e introspetiva pelo interior de cada um.

Não interessam os melhores ângulos, nem a luz certa. Não estamos à procura da selfie perfeita.

Mais de que um olhar pelo passado, pelo presente e pelo futuro, na SELFIE SEM FILTROS, o convite é para olhar para dentro de si próprio.​​

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