Ana Arrebentinha: "Os meus pais davam-me 90€ para pagar o curso e houve um mês que não conseguiram"

Sex, 2 out 2020

Convidada da rubrica SELFIE SEM FILTROS, Ana Arrebentinha abriu o coração e recordou a altura em que veio morar, sozinha, para Lisboa. Tinha apenas 17 anos e muitos sonhos pela frente. Mas nem tudo foi fácil.

"Os meus pais sempre acreditaram em mim. Senti muita preocupação, porque era a menina deles. O meu objetivo era nunca desiludi-los numa parte que era: eu nunca gastei dinheiro em vão, porque sabia que os meus pais estavam a trabalhar muito, para me darem 90€ por mês, para eu pagar aquele curso e houve uma vez que eles não tiveram esse dinheiro. Tive que ir para restaurantes, tive que ir limpar vidros para a Expo, tive que ir distribuir publicidade, tive que ir trabalhar para cafés, para bares… tudo! Nunca passei fome… a minha educação sempre disse que 'podes não ter dinheiro para mais nada, mas para comer, tens de ter', mas era frustrante não poder ir sair, não poder ir jantar fora, e pensar assim: mas será que vai dar certo? Será que vou ter uma compensação, alguma dia, por este esforço? Eu não sabia e deu-me muita vontade de desistir" confessou a comediante. 

Uma selfie não tem de ser sinónimo de vaidade ou egocentrismo, nem tão pouco tem de vir carregada de filtros, daqueles que embelezam os feeds das redes sociais e que, tantas vezes, em nada correspondem à verdade.

Uma selfie é, na essência, um retrato que a pessoa tira a si mesma, quando se vê refletida.

Na SELFIE SEM FILTROS, é esse o desafio que colocamos aos entrevistados: que olhem para si e nos digam o que veem. Uma viagem leve e introspetiva pelo interior de cada um.

Não interessam os melhores ângulos, nem a luz certa. Não estamos à procura da selfie perfeita.

Mais de que um olhar pelo passado, pelo presente e pelo futuro, na SELFIE SEM FILTROS, o convite é para olhar para dentro de si próprio.​​

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