EP 110 Ana Carolina oferece uma viagem a Carlos

Em «Festa é Festa», Carlos (Rodrigo Paganelli) fica muito surpreendido ao ver um bilhete e confessa que nunca andou de avião. Ana Carolina (Beatriz Barosa) diz-lhe que vai adorar uma ida a Londres. Carlos está atónito e não diz nada. Ana Carolina conclui que ele gostou da surpresa. 

Ter, 14 set 2021 21:45 TVI

Neste episódio

Em «Festa é Festa», Corcovada (Maria do Céu Guerra) diz que não sabe se Manel (Vítor Norte) pode ficar ali em casa, pois não lhe apetece ter a ex-mulher dele ali à porta a culpá-la pelo divórcio. Manel fica aflito e diz que ela já não quer saber dele. Corcovada pergunta a Manel, para o provocar, como é que fazem se ela quiser trazer um namorado lá para casa.

Aida (Ana Guiomar) tenta levar a água ao seu moinho e coloca nos pratos da balança os prós e contras de António (Luís Simões) ingressar na equipa de hóquei. Aida usa maçãs para os benefícios e feijões para os malefícios, mas até António percebe que aquilo não é justo e pergunta se podem trocar.  

Luís Aves (Hugo Sousa) está no café com Tomé (Pedro Teixeira), Bino (Pedro Alves) e Fátima (Marta Andrino). Aves sugere fazerem uma churrascada. Tomé e Bino ficam entusiasmados com a ideia mas ficam logo incomodados por terem que participar os dois no churrasco.

Glória (Catarina Avelar) oferece bolos ao Padre (Carlos M.Cunha) e ele percebe que aquilo traz água no bico. Glória diz que precisa de conversar sobre a sua filha. Glória desabafa com o Padre sobre as preocupações que tem com a filha por estar apaixonada pelo Sôtor (José Carlos Pereira). O Padre compreende a preocupação de Glória, mas lembra que todos têm telhados de vidro e que Camila (Marta Gil) também tem uma história por resolver.

Tomé (Pedro Teixeira) e Bino (Pedro Alves) começam em picardias. Luís Aves (Hugo Sousa) pergunta como é que vão fazer a churrascada se não querem estar juntos. Fátima (Marta Andrino) sugere fazerem duas churrascadas e diz que a um churrasco vai o Tomé e a outro o Bino mas que ela vai às duas. Tomé fica irritado. 

Aida (Ana Guiomar) faz-se de desentendida e continua a tentar dar a volta a António (Luís Simões) e mostra-se mais condescendente, colocando um feijão extra para fazer parecer que a comparação é mais justa, mas António sabe que não. António já está tão farto daquele assunto que aceita fazer parte da equipa. Aida fica em êxtase.

Bino (Pedro Alves) fala num tom sério e autoritário com Fernando (Manuel Marques) e diz-lhe que já o topou. Fernando não percebe do que ele está a falar, mas Bino insiste que Fernando anda metido em maroscas que envolvem a Junta e Florinda (Ana Brito e Cunha). Albino diz que ainda não esqueceu a bebedeira que eles apanharam juntos. Fernando fica chocado e não sabe o que dizer. Fernando tenta acalmar Albino, mas este diz que não vai nas suas falinhas mansas e que já topou as suas intenções políticas. Fernando engole em seco. Albino aproxima-se de forma ameaçadora de Fernando e diz-lhe para prestar muita atenção ao que lhe vai dizer. Fernando até gagueja, mas para seu espanto, Bino diz-lhe que tem todo o seu apoio para se candidatar à Junta. Fernando fica muito aliviado e feliz por poder trabalhar em prol do povo.

Paulo (Hélder Ágapito) entrega várias cartas no café, mas Tomé (Pedro Teixeira) duvida que alguma seja para ele. Tomé confirma que nenhuma das cartas é para ele e vai para criticar Paulo, mas lembra-se que foi ele que descobriu o talento de António e desculpabiliza-o.

Bino (Pedro Alves) refreia o ânimo de Fernando (Manuel Marques) e diz-lhe que vão melhorar as condições de vida do povo, nomeadamente das suas famílias. Fernando perde o sorriso e tenta expor as suas ideias, mas Albino interrompe-o e informa que Peixoto (Vítor Emanuel) também irá trabalhar com eles. Fernando fica confuso.

Tomé (Pedro Teixeira) mantém-se focado em preservar Paulo (Hélder Ágapito) e desculpabiliza todos os erros que ele já fez, reconhecendo que não tem um trabalho fácil e que qualquer um se podia enganar. Tomé oferece um café a Paulo e ele começa a desconfiar.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) vai ter com Carlos (Rodrigo Paganelli) e oferece-lhe um presente.

Fernando (Manuel Marques) olha confuso para Bino (Pedro Alves), que tenta manipulá-lo para tirarem partido das suas posições políticas. Fernando (Manuel Marques) não se deixa manipular e garante que está empenhado em melhorar as condições de vida do povo.

Carlos (Rodrigo Paganelli) fica muito surpreendido ao ver um bilhete e confessa que nunca andou de avião. Ana Carolina  (Beatriz Barosa) diz-lhe que vai adorar uma ida a Londres. Carlos está atónito e não diz nada. Ana Carolina conclui que ele gostou da surpresa. 

São (Sílvia Rizzo) negoceia com os agentes dos artistas e Louis (Valdemar Brito) está a ajudá-la. São festeja por ter conseguido contratar todos os artistas que queria e avisa que a festa vai ser memorável graças a ela. São quer contar a Nando (Manuel Marques), mas Louis diz-lhe que ele saiu. São reclama por ele agora nunca estar em casa e fica com cara de caso.

Carlos (Rodrigo Paganelli) diz que adorou a surpresa e agradece o presente. Ana Carolina (Beatriz Barosa) diz-lhe que vai adorar a viagem e sugere que ele lhe agradeça no quarto. 

Florinda (Ana Brito e Cunha) pergunta ao Sôtor (José Carlos Pereira) se precisa de alguma coisa e volta a dizer que não condena o que ele fez. O Sôtor sabe que nem toda a gente tem a mesma opinião, mas Florinda acha que o facto de se arriscar para continuar a ajudar a população, deve ser levado em conta.

Os habitantes da aldeia juntam-se na churrascada de Aves (Hugo Sousa). Tomé (Pedro Teixeira) e Bino (Pedro Alves) trocam galhardetes. Fátima (Marta Andrino) tenta amenizar a situação. Aves finge ir ajudar o Tomé para estar mais perto de Fátinha.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Ana Carolina oferece uma viagem a Carlos
Categoria: Novela nacional
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