EP 347 O que sente Carlos por Fatinha?

Em «Festa é Festa», Carlos (Rodrigo Paganelli) explica a Fatinha (Marta Andrino) o porquê de não querer atender o telemóvel a Ana Carolina (Beatriz Barosa). Fatinha não percebe o que se anda a passar ultimamente com o filho de Bino (Pedro Alves) e exige explicações. Carlos não tem coragem de dizer a verdade e sai. 

Qua, 22 jun 2022 21:50 TVI

Neste episódio

Florinda (Ana Brito e Cunha) está a cozinhar enquanto São (Sílvia Rizzo) avalia o espaço. São diz que não está mal, mas não é um quarto de hotel. Florinda revela que tem gostado muito de estar ali e que Bino (Pedro Alves) a tem surpreendido muito. São pergunta-lhe se o caso de Bino com Betinha (Ana Marta Contente) já acabou de vez e Florinda prepara-se para contar o que aconteceu à tarde. 

Paulo (Hélder Agapito) despede-se dos amigos e conta que vai trabalhar para o estrangeiro. António (Luís Simões) desconfia que ele esteja a falar do Algarve e diz que já lhe explicou que não era estrangeiro, mas Paulo não quer saber. Paulo diz que tem uma missão importante e vai em trabalho. Paulo pede palmas e eles aplaudem com as piores palmas do mundo.

BIno confessa que gosta muito de Florinda e está muito feliz por a ter de volta, mas BEtinha não lhe é indiferente e quando a viu de biquíni na praia ficou tentado. Fernando (Manuel Marques) avisa-o para ter juízo porque Florinda não lhe dá mais nenhuma hipótese. 

Florinda já contou a São a conversa que teve com Betinha. São está surpreendida por Florinda estar a beber vinho e por estar a lidar tão bem com aquela situação. Florinda reconhece que está mais serena e que gostou muito da atitude de Betinha. São está impressionada e brindam, emocionadas. 

Paulo continua a despedir-se como se fosse para a guerra e nunca mais fosse voltar. Os amigos lembram-no que só vai para o Algarve e que daqui a uns dias está de volta, mas Paulo continua com os seus exageros. Jorge (Manuel Melo) sente-se inspirado e diz que também vai para o Algarve com a namorada. 

Peixoto (Vítor Emanuel) faz uma visita guiada a Josefa (Rita Salema) pela sua casa, mas percebe que ela ficou desiludida. Peixoto promete que vai fazer obras e que vai ficar com uma mansão. Josefa fica mais interessada. 

Já todos terminaram de jantar e elogiam os petiscos que Florinda fez. São e Aida (Ana Guiomar) dizem mesmo que foi o melhor que comeram nas férias. Fernando sugere irem dar uma voltinha pelas bancas de artesanato e Bino quer ir beber um cocktail. Todos acham boa ideia e ficam surpreendidos por estarem todos de acordo. 

Jorge continua a falar muito animado sobre a ideia de ir para o Algarve e Josefa manda-o calar. Glória (Catarina Avelar) está a beber um chá, mas tem um popular de volta dela a chateá-la por causa de problemas que ela tem de resolver. Glória diz que é muito ingrato ser Presidente da Junta e o popular acusa-a de ser ainda pior do que Bino. 

Os três casais passeiam pela marginal e veem as barraquinhas de artesanato. Bino usa óculos escuros para poder olhar para as outras mulheres. Fernando censura Bino e este acaba por lhe emprestar os óculos. São desconfia para que sejam e refila com ele. Tomé (Pedro Teixeira) quer entrar num bar e os outros acompanham-no. 

António quer esperar por Fátima (Marta Andrino) para a levar a casa, mas ela diz-lhe para ir andando porque ainda quer dar um jeito no café. Fátima fica mais tranquila com a presença de António e a segurança que ele lhe dá, esquecendo a angústia que Carlos (Rodrigo Paganelli) lhe tem causado. Tomé vê uns estrageiros a beberem shots e pede três. As mulheres chegam, entretanto, e dizem que também querem beber. Florinda acha que já bebeu demais, mas Aida diz-lhe que os copos são pequeninos e não fazem nada e além disso férias são férias. Aida diz que as conquilhas lhe estão a subir à cabeça, já que a bebida não deve ser porque aqueles copos são muito pequeninos. Começam todos a dançar.

Carlos entra no café e fica a olhar para Fátima. Ela assusta-se com a presença dele e pergunta-lhe o que está ali a fazer. Carlos diz que lhe vai responder e Fátima engole em seco. 

Já estão os seis na praia, deitados no areal, visivelmente embriagados. Aida lembra-se de ir ao banho. Tomé fica em pânico e pergunta se não tem medo dos tubarões. Bino acha boa ideia e corre para o mar. Aida pergunta a Tomé se se vai ficar e ele corre atrás de Bino.

O telemóvel de Carlos toca e Fátima pergunta-lhe porque não atende a namorada. Carlos diz que não quer atender porque não lhe quer mentir. Ficam os dois sem entender muito bem o que se está a passar.

 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: O que sente Carlos por Fatinha?
Categoria: Novela nacional
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