Dois às 10 - Pai faz sacrifícios para visitar filho internado a centenas de quilómetros: «Só para ter dinheiro para o gasóleo»
O «Dois às 10 recebeu esta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, várias histórias de vida inspiradoras e emocionantes. Cristina Moreira, conhecida como a «Cristina Ferreira de Nelas», mostrou como transformou a paixão pela moda num negócio de sucesso, provando que a idade não é um limite para concretizar sonhos. Também Lucinda Batista recordou a luta que a tornou, em 2003, a primeira mulher mineira de Portugal, depois de conseguir a revogação de uma lei que proibia as mulheres de trabalhar nas minas. Já Olguita Batista partilhou o percurso que a levou a trocar o jornalismo pela gastronomia, concretizando o sonho de abrir «A Cozinha da Olguita», em Oeiras. A médica Ana Isabel Pestana, por sua vez, mostrou que a paixão pela medicina não tem idade: aos 71 anos, continua a exercer e a estudar, com especial interesse na prevenção de doenças e no envelhecimento saudável.
Outra história que marcou a emissão foi a de Inês Almeida, que encontrou nas orquídeas uma forma de manter viva a memória da mãe, Laidinha, que morreu em 2015, vítima de cancro do útero. A paixão da mãe por estas flores acabou por dar origem ao projeto «Orquídeas da Laidinha», que Inês criou durante a pandemia e ao qual se dedica atualmente a tempo inteiro. Em novembro de 2025, abriu uma loja física, precisamente no dia em que se assinalavam dez anos do enterro da mãe. Hoje, o negócio conta com cerca de 300 variedades de orquídeas e representa uma homenagem à mulher que continua a inspirar a sua vida. Entretanto, Inês enfrenta também a doença do pai, diagnosticado com um linfoma em julho de 2025.
A emissão terminou com uma história particularmente comovente: a de Guilherme, um menino de seis anos que vive praticamente desde que nasceu no Hospital Pediátrico de Coimbra. Diagnosticado à nascença com atresia esofágica, uma condição que compromete o desenvolvimento do esófago, nunca conseguiu comer alimentos sólidos e precisa de ser aspirado diariamente. Só aos três anos saiu pela primeira vez do hospital, numa experiência que o pai, Kevin, recorda com emoção. A viver na Covilhã, este pai percorre semanalmente cerca de duas horas para visitar o filho, fazendo vários sacrifícios financeiros para conseguir estar presente. «Prefiro não gastar muito em comida, só para ter dinheiro para o gasóleo», confessou. Agora, Guilherme prepara-se para enfrentar mais uma cirurgia, num percurso de vida marcado por desafios, mas também pela dedicação incansável do pai.
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