EP 423 São está a trair Nando?

Em «Festa é Festa», São (Sílvia Rizzo) continua a tentar explicar a Fernando (Manuel Marques) o inexplicável. Ela defende que Fernando devia fixar contente por ela se sentir atraída pelo seu irmão gémeo, já que eles são iguais. Fernando não quer acreditar no que está a ouvir. São insiste que caso se envolvesse com Aurélio (Manuel Marques), nem sequer se podia considerar como traição.

Qua, 21 set 2022 21:45 TVI

Neste episódio

São vem cheia de calores do quarto e Fernando questiona-a. São não contava que Fernando estivesse ali e fica aflita, mas conta que Aurélio está no quarto a tirar medidas para lhes oferecer um presente. Fernando não gosta do entusiasmo com que São fala de Aurélio e ela finge-se ofendida.

Valquíria está refastelada no sofá e pede a Peixoto para lhe trazer maçãs. Ele vai buscar as maçãs, mas ela não quer por não serem reineta. Valquíria diz que lhe estava mesmo a apetecer era ter mais 500€ na conta e Peixoto fica incrédulo.

São continua a tentar explicar a Fernando o inexplicável. Ela defende que Fernando devia fixar contente por ela se sentir atraída pelo seu irmão gémeo, já que eles são iguais. Fernando não quer acreditar no que está a ouvir. São insiste que caso se envolvesse com Aurélio, nem sequer se podia considerar como traição.

Peixoto está aparvalhado com o que Valquíria lhe pediu e, entretanto, ela vai subindo a parada. Lurdes ouve a conversa e pergunta a Peixoto até quando vai deixar que Valquíria abuse dele. Peixoto recebe uma chamada da Junta e diz que vai trabalhar. Lurdes e Valquíria ficam a insultar-se.

Corcovada já sabe que Paulo foi despedido e diz ter uma proposta para lhe fazer, que o vai deixar animado. Corcovada oferece-lhe a sua antiga bicicleta e avisa que vai ter de a usar. Paulo emociona-se por ver a sua bicicleta e dá um abraço coletivo.

Manuela e o Sôtor chegam muito animados ao café e Fátima repara. Ela diz que gosta de os ver assim, felizes e enamorados. Manuela sugere irem passar um fim de semana fora e o Sôtor gosta muito da ideia. Manuela está radiante por estar tão feliz com o Sôtor. Beijam-se.

Carlos pede desculpa à mãe pela forma como reagiu à gravidez. Florinda não esconde que ficou muito desiludida, mas claro que perdoa o filho. Carlos diz que agora o mais importante é ela e o bebé. Florinda não concorda, porque vai sempre preocupar-se com ele também.

Corcovada já fez a proposta a Paulo para trabalhar lá em casa e embora ele já tivesse aceitado, Corcovada quer saber se mantém a palavra, depois de saber as tarefas que tem para fazer. Paulo não cabe em si de contente e fica eufórico quando percebe que vai poder comer a comida de Quina todos os dias.

Albino diz que tem uma surpresa para comemorar o pedido de desculpas de Carlos. Aves chega com uma churrascada. Albino e Aves brincam um com o outro. Florinda acha que eles continuam crianças. Todos estão bem-dispostos. 

Aida e António desembalam mercadoria e Aida conversa com ele sobre o casamento não ser sempre um mar de rosas. Ana Carolina diz que precisa de falar com Aida, pois quer fazer frente à Junta, para acabar com a corrupção e precisa de mulheres fortes e influentes do seu lado. Aida fica vaidosa.

Manuela e o Sôtor continuam em clima de romance e ele pergunta-lhe se já ultrapassou as inseguranças. Manuela diz que já superou, mas não consegue terminar a frase porque Camila entra no café e ao vê-los, dirige-se para a mesa deles. Há uma grande tensão no ar. Camila fala com o Sôtor e ignora Manuela. O Sôtor fica incomodado e Manuela ouve tudo em silêncio. Camila vai falando com o Sôtor e como Manuela não reage, Camila decide picá-la e pergunta-lhe se perdeu o pio. 

Ana Carolina já explicou a sua ideia a Aida e ela diz que não sabe ainda muito bem o que fazer e que precisa de um tempo para pensar. Aida concorda que Albino é corrupto, mas por outro lado também não quer ir contra ele. Ana Carolina compreende e dá a Aida o tempo que ela precisa. 

Paulo conta as novidades a Quina e ela fica apreensiva ao perceber que Paulo aceitou a proposta de Corcovada e vem viver ali para casa. Paulo não podia estar mais feliz, pois vai poder comer os petiscos de Quina todos os dias. Quina diz que já há muita gente maluca ali em casa e Paulo acha que vai trazer alguma normalidade. 

Manuela despacha Camila de forma mais ou menos calma e o Sôtor fica agradado com a postura dela. Assim que Camila vai embora, Manuela começa a disparatar e avisa que não vai deixar que ela lhe passe a perna. O Sôtor percebe que Manuela se está a descontrolar e beija-a para a calar e ao mesmo tempo, esclarecer Camila. 

Peixoto olha com incredulidade e preocupação para Albino, que fala muito entusiasmado sobre a barragem. Peixoto considera aquela ideia muito idiota e não percebe como é que Albino pode achar que é uma boa ideia. Albino diz que o magnata está disposto a investir dinheiro na barragem e é só isso que interessa. 

Ana Carolina conta a Corcovada como correu a conversa com Aida e ela consola-a. Corcovada diz que é normal as pessoas mostrarem alguma resistência à mudança e aconselha Ana Carolina a ser persistente, mas ter sempre bom senso. Ana Carolina promete não desistir. 

 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: São está a trair Nando?
Categoria: Novela nacional
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