EP 10 Aida é encostada à parede

Sex, 7 mai 2021 21:45 TVI

Neste episódio

Fernando (Manuel Marques) e São (Sílvia Rizzo) chegam a casa com as malas de viagem. Ao ver as suas malas de viagem, Vuitton (Beatriz Costa) atira-se a elas e abre-as só com o braço bom. São vai para abrir a sua mala, mas não se lembra do código. Bufa, furiosa.

Camila (Marta Gil) está a contar o dinheiro que estava no cofre. Betinha (Ana Marta Contente) ainda está incrédula. O Padre (Carlos Cunha) diz que precisa de Bino (Pedro Alves) para enterrar um morto, mas Camila ainda precisa de rever umas contas. Bino diz que não pode deixar o morto à espera e, de forma educada, vai empurrando Camila para fora da sala.

Florinda (Ana Brito e Cunha), aflita, chama por Carlos (Rodrigo Paganelli) e pergunta-lhe se ele mudou o dinheiro de sítio. Carlos não se lembra dela ter mudado o esconderijo e vai ver no sítio onde o dinheiro deveria estar.

Louis (Valdemar Brito) brinca com Ana Carolina (Beatriz Barosa) por ela andar de braço esticado à procura de rede. Ana Carolina ri-se das piadas do emigrante e o jovem mostra-se feliz com isso. Mais tarde, acaba mesmo por convidar a bisneta de Corcovada (Maria do Céu Guerra) para ir almoçar e ela aceita.

Aida (Ana Guiomar), Tomé (Pedro Teixeira) e Manuela (Inês Herédia) estão à espera de uma explicação para o desaparecimento do Sôtor (José Carlos Pereira). Ele diz que apenas teve uma emergência e agradece a hospitalidade.

Tomé fica aflito quando o Sôtor diz que depois passa lá por casa para ir buscar a sua mala. Tomé apressa-se a dizer que não ficou lá nada em casa.

São (Sílvia Rizzo), Fernando (Manuel Marques) e Vuitton (Beatriz Costa) continuam de volta da mala, a tentar abri-la. São desiste e encarrega Fernando de resolver o problema. Fernando sugere usar uma faca, mas São não quer estragar a mala. Vuitton fica desiludida ao saber que a mala é uma imitação.

Albino (Pedro Alves) dirige-se para o cemitério e atrás dele vai o Padre (Carlos Cunha), a picar-lhe o juízo. O Padre repreende-o por ter deixado a família do morto à espera e questiona porque é que ele insiste em ser coveiro se não tem vida para isso. Albino diz que faz questão de ser a última pessoa a encaminhar os seus fregueses.

Camila (Marta Gil) conversa com Glória (Catarina Avelar) sobre as trafulhices de Albino e ambas concordam que Tomé é que devia ser o Presidente da Junta. Acabam por falar na festa e Glória diz que por ela nem se fazia. Camila estranha, já que a mãe sempre gostou da festa e foi lá que conheceu o marido.

Florinda está desesperada e acha que foram roubados. Carlos continua à procura do dinheiro, pois tem esperança que a mãe o tenha guardado noutro sítio. Albino liga a contar que despachou Camila, mas Florinda não tem paciência para o ouvir. Carlos pergunta a Florinda se contou ao pai onde estava o dinheiro, mas ela diz que não.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) anda pela loja dos chineses e acha piada a tudo o que vê. Manel (Vítor Norte) já está habituado a que ela se exceda nas compras e fala com ironia. Corcovada vê os varões, mas Manel consegue convencê-la de que já tem muitos. Não acontece o mesmo com os cortinados, que são a perdição de Corcovada. 

Fernando anda de volta da mala a experimentar combinações, até que consegue abrir a mala: era a data de aniversário da mãe dele. Enquanto São e Vuitton ficam de volta das roupas, Fernando guarda algum dinheiro às escondidas. 

Ana Carolina e Louis estão a gostar dos petiscos. Fátima (Marta Andrino) vai falar com eles para saber o que estão a achar. Jorge (Manuel Melo) chega de ressaca e Fátima dá-lhe a conta da noite anterior.

Tomé tenta passar despercebido, mas Fátima vai logo ter com ele e pergunta-lhe o que estava a fazer no gabinete. Tomé disfarça.

Aida queixa-se que o marido não anda bem desde que o Sôtor desapareceu e que anda insuportável. Tomé fica inseguro e pergunta à mulher se ainda gosta dele como antes. Aida fica em silêncio e o ambiente fica tenso.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Aida é encostada à parede
Categoria: Novela nacional
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