EP 122 Betinha declara-se a Bino

Episódio 122

Sáb, 25 set 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Em «Festa é Festa», Nelinha (Inês Herédia), Jorge (Manuel Melo), Fátima (Marta Andrino) e António (Luís Simões) estão extasiados com a festa. Nelinha está orgulhosa do seu palco e Fátima diz que toda a festa foi um sucesso. Jorge e Fátima parecem estar mais interessados em Manuela e António, mas agora são eles que já não lhes ligam tanto. Fátima e Jorge mostram-se desgostosos com a falta de interesse de António e Nelinha.

Carlos e Ana Carolina ajudam Corcovada a entrar em casa. Ela vem ligeiramente tocada pelo álcool e maravilhada com a festa. Corcovada quer continuar a beber e a dançar, mas Ana Carolina diz-lhe que é melhor beber um chá. Corcovada fica indignada e manda-os beberem eles.

Aida (Ana Guiomar) está atarefada a fazer a mala de viagem. Tomé (Pedro Teixeira) está amuado e diz que a festa não foi nada de especial, já Betinha (Ana Marta Contente) e Aida dizem que não desgostaram. Elisabete repreende a mãe por levar casacos de pele em setembro, mas Aida diz que o tempo anda maluco e que tem de ir em bom para Paris.

Bino está a contar o dinheiro do cofre da Junta, para perceber quanto pode levar para a viagem a Paris, quando é surpreendido por Valquíria (Maria Sampaio) e Peixoto (Vítor Emanuel). Valquíria está muito agradecida por poder trabalhar como secretária do Presidente da Junta, mas avisa que vai ter de dar uma volta ao espaço. Bino informa que os chamou para tratarem de assuntos políticos.

Betinha continua a inspecionar a mala da mãe e avisa que a mala não vai fechar. Tomé ainda se está a queixar da festa e Aida e Elisabete já não têm paciência para ele. Aida pede a Tomé para ir fazer a mala e tenta fechar a sua, mas não consegue. Ficam todos a tentar fechar a mala.

Bino pede a Peixoto e Valquíria para tratarem da sua campanha durante os dias em que vai estar fora, mas ao ver a reação deles começa a achar que não foi boa ideia. Valquíria e Peixoto prometem fazer um bom trabalho, mas Albino não fica descansado.

Fernando chega a casa e diz que já comprou um carro novo. Fernando está nervoso por ter de fazer sempre tudo a correr e culpa São por isso. Ela fica ofendida e culpa-o por estar com medo da viagem, por ser um nabo a conduzir. Louis tenta deitar água na fervura e diz que deviam era pôr-se a caminho.

Florinda e o Padre agradecem à santa padroeira pela bela festa que tiveram. Florinda está feliz por Corcovada se ter divertido e gostou da homenagem que lhe fizeram. O Padre fica incomodado quando Florinda fala em Corcovada e ela percebe o motivo.

Ana Carolina e Carlos preparam o chá e decidem pôr uma chávena para Corcovada também. Carlos deixa cair uma chávena e diz um palavrão. Ana Carolina acha piada e compara-o ao pai. O romance desapareceu, mas percebe-se que ficarão amigos para a vida.

João Maria (Ricardo Trêpa) entra no quarto de Corcovada, decidido a encontrar as joias dela, mas só encontra tralha. João Maria acaba por encontrar o testamento da avó e fica chocado ao ver que Carlos é o principal herdeiro.

Tomé, Aida e Betinha estão agora a tentar fechar a mala de Tomé. Ele já está mais animado por ir viajar e por se poderem manter no pódio do casal mais viajado da aldeia. Tomé só está preocupado com a campanha de Aida, mas sabe que ela tem feito um bom trabalho e confia que ela vai ganhar.

Nelinha e António estão muito divertidos e cúmplices. Colam post-its um no outro e riem, enquanto bebem cervejas. Fátima e Jorge observam-nos, desanimados. Eles tentam perceber o que dizem os post-its, mas não conseguem. Tentam imitá-los, mas Nelinha e António estão tão entretidos que nem dão por eles. Ficamos sem saber o que dizem os post-its.

Tomé e Aida continuam divertidos por irem viajar e Betinha está a aturá-los. Aida imita uma hospedeira e Tomé o comandante. Tomé pega em Aida às cavalitas e anda às voltas pela sala. Elisabete ri-se das palhaçadas dos pais e nisto as malas explodem.

Fernando e São despedem-se dos filhos. São está muito emocionada e faz um grande drama. Vuitton entrega uma lista das coisas que quer que a mãe traga de Paris. Fernando tem de "arrastar" São para fora de casa.

Betinha pergunta a Bino se não vai sentir saudades de nada ali da Junta e ele diz que tudo o que queria levar, vai levar. Elisabete acha que ele está a falar dela, mas Bino referia-se à cadeira. Betinha não aguenta mais e declara-se a ele. Bino fica em choque e sem saber o que dizer. Elisabete abraça-o e Albino retribui. Ficam num abraço longo e ternurento.

João Maria mostra o testamento de Corcovada a Ana Carolina e ela fica indignada pelo pai ter andado a mexer nas coisas da avó. João Maria insiste para que Ana Carolina o leia, mas ela não fica surpreendida por Carlos ser o principal herdeiro, ao contrário do pai que não se conforma. João Maria diz que a única solução é Ana Carolina casar com Carlos. Ela fica incrédula.

Florinda, Carlos e Corcovada conversam sobre a festa. Corcovada acha melhor estar de ressaca do que não sobreviver à festa. Bino despede-se de Corcovada porque amanhã vai para Paris e pergunta-lhe o que achou da festa. Corcovada revela que faltou um ano, pois só fez 99 anos e só fará 100 para o ano. Bino fica surpreendido, mas compromete-se a fazer uma festa ainda melhor para o ano.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Betinha declara-se a Bino
Categoria: Novela nacional
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