EP 35 Carlos e Ana Carolina envolvem-se

Episódio 35 de «Festa é Festa».

Sex, 11 jun 2021 22:10 TVI

Neste episódio

António (Luís Simões) mostra os seus dotes de bailarino a Fátima (Marta Andrino), mas continua a não ter jeito nenhum e Fátima exaspera. Paulo (Hélder Agapito) fica entusiasmado ao saber que vão entrar pessoas novas no grupo.

São (Sílvia Rizzo) e os filhos já estão prontos para irem para o ensaio das danças de salão. Jorge (Manuel Melo) anda por ali a filmar e, mais uma vez, Louis (Valdemar Brito) fica desconfortável. Fernando (Manuel Marques) aparece com uma camisa muito justa, feita com os restos de tecido. Louis e Vuitton (Beatriz Costa) têm vontade de rir. Fernando está muito constrangido.

Fátima dá início ao ensaio. Louis e Vuitton chegam e ela fica animada por terem pessoas novas no grupo. São diz que também quer participar com Fernando, mas Fátima diz que é um grupo de jovens. São fica furiosa. 

Nelinha (Inês Herédia) fica entusiasmada por estarem a fazer um reality show e tenta aparecer. Fátima fica bem impressionada com o talento de Louis e vai dançar com ele.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) assusta-se com Carlos (Rodrigo Paganelli) que está por ali a arranjar um cano. Ana Carolina repara que Carlos está diferente e ele fica envergonhado. Carlos agradece o presente que Ana Carolina ofereceu a Florinda (Ana Brito e Cunha). Ambos concordam que Florinda merece e não têm dúvidas de que ela e Corcovada (Maria do Céu Guerra) são as melhores amigas.

O ensaio está a decorrer. Aida (Ana Guiomar), ao ver São e Fernando, fica furiosa e desliga a música. Aida diz que vai contar a Tomé (Pedro Teixeira) o que se passa ali e que ele não vai gostar nada. Ficam todos paralisados, à exceção de São que continua a dançar.

Ana Carolina abre a torneira para fazer o chá, mas esta ainda não estava arranjada e começa a jorrar água por todo o lado. Carlos apressa-se a fechar a torneira e fica aflito por ter molhado tudo. Ana Carolina ri-se e censura-o por estar sempre a reclamar. Num impulso, Carlos beija Ana Carolina e ela acaba por corresponder. Ana Carolina e Carlos deixam-se envolver num beijo demorado. Quando terminam, Ana Carolina afasta-se com toda a naturalidade, como se nada tivesse acontecido. Ana Carolina diz que vai buscar toalhas, deixando Carlos num misto de pânico e euforia.

Ana Carolina volta com as toalhas e acha piada ao ver Carlos plantado na cozinha. Ana Carolina sabe que mexeu com Carlos e provoca-o perguntando se foi a primeira vez que beijou uma mulher. Ele disfarça, mas continua muito nervoso e ela provoca-o ainda mais. Ana Carolina dá-lhe mais um beijo e vai embora. Ele fica nervoso e eufórico.

Aida vai contar a Tomé o que se estava a passar na casa do povo. Fátima vai logo de seguida a justificar-se e, atrás dela, vão São e Fernando. Atrás destes vai Jorge, a filmar tudo.

Tomé repreende Fátima por ter permitido que São participasse no grupo de dança. Tomé e São discutem sobre quem é o melhor candidato. Tomé faz flexões para se preparar para as danças de salão. Fátima explica que o grupo é para jovens, mas Tomé diz que se São participa, ele também pode. Fátima dá-se por vencida e diz que basta aparecerem.

Corcovada liga a Manel (Vítor Norte) e diz-lhe que precisa dele, no dia seguinte, bem cedo. Manel reclama por ela lhe ter ligado tão tarde. Corcovada barafusta por ele estar sempre maldisposto à noite.

Betinha (Ana Marta Contente) comenta com Bino (Pedro Alves) que os pais andaram a dançar a noite toda porque vão participar no grupo de danças de salão, depois de terem sabido que São também ia participar. Bino não quer ficar atrás e também quer fazer parte do grupo. O rosto de Betinha ilumina-se quando Bino lhe diz que vai ensaiar com ela.

São bufa por Tomé lhe ter roubado a ideia de participar nas danças de salão e puxa Fernando para dançar, para melhorarem a sua performance. Fernando reclama por ainda não ter tomado o pequeno-almoço e São diz que assim faz dieta, pois bem precisa.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Carlos e Ana Carolina envolvem-se
Categoria: Novela nacional
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