EP 39 Bino prepara uma cilada em dose dupla?

Qui, 17 jun 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Tomé (Pedro Teixeira) e Bino (Pedro Alves) já estão a entrar na Junta para poderem falar mais à vontade. O pai de Carlos (Rodrigo Paganelli) sugere que Tomé roube os votos por correspondência a Paulo (Hélder Agapito). Ficam os dois a olhar-se com um ar grave e cúmplice.

Ana Carolina (Beatriz Barosa) e Corcovada (Maria do Céu Guerra) tomam o pequeno-almoço e conversam sobre a ida ao SPA. Corcovada sugere chamarem Manel (Vítor Norte) e depois apanharem Florinda (Ana Brito e Cunha), mas a jovem afirma que hoje é um dia de mulheres e que vão no seu carro.

Florinda estranha ver Bino já vestido a dormir no sofá, pois ontem adormeceu na cama, de pijama. A mulher incube Carlos de acordar o pai, pois já está atrasada. Bino não gosta de saber que a esposa vai a um SPA.

Tomé está a bocejar e diz que dormiu mal devido às responsabilidades que tem em cima dele. O pai de Betinha (Ana Marta Contente) pergunta se o carteiro já passou e Fátima (Marta Andrino) recorda que hoje é sábado. A jovem acha que Tomé está estranho e ele justifica que se deve ao facto de ter o mundo às costas.

Aida (Ana Guiomar) e António (Luís Simões) fazem o inventário, enquanto Elisabete está por ali a olhar para o telemóvel. Aida reclama com a filha por não estar a ajudar, mas ela diz que está a pesquisar sobre produtos gourmet. Elisabete comenta com a mãe que o pai foi à Junta falar com Bino e que não discutiram. Ambas acham aquilo muito estranho.

Carlos pede ajuda a Manuela (Inês Herédia) para organizar a festa de anos surpresa de Ana Carolina. Nelinha fica muito entusiasmada com a ideia e promete que vai ser a melhor festa que a bisneta de Corcovada já viu.

Florinda e Corcovada vão ter com Ana Carolina que já está perto de uma banheira de hidromassagem. Corcovada vem animada, mas a mãe de Carlos está muito desconfortável. A jovem e a bisavó fazem de tudo para Florinda se sentir bem. Ela estranha tudo ao início, mas começa a gostar.

Albino vai visitar São com o pretexto de serem família e de se preocupar com ela. A mãe de Vuitton (Beatriz Costa) fica desconfiada, pois é prima muito afastada de Florinda. Bino conta que São e Fernando estão a ser vítimas de uma cabala. São muda de atitude para com ele e pede ao marido para servir uns biscoitos.

Florinda está com uma máscara facial, mas está muito desconfortável e impaciente. Ana Carolina incentiva-a a desfrutar do momento e a relaxar um pouco, mas ela só consegue pensar no tempo que está a perder ali.

Albino sugere fazer uma aliança com São para derrotar Tomé nas eleições. Ela fica entusiasmada com a ideia.

Glória (Catarina Avelar) está a avaliar as doações que fizeram para a quermesse e está satisfeita. O Padre (Carlos M. Cunha) chega, já um pouco tocado pelo licor, e olha para as doações, desconsolado. Ele diz que na altura do seminário as doações eram todas novas e começa a contar uma história. Glória fica aflita, prevendo que vai apanhar uma seca.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Bino prepara uma cilada em dose dupla?
Categoria: Novela nacional
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