EP 62 O caos pós eleições

Episódio 62.

Seg, 19 jul 2021 21:50 TVI

Neste episódio

Carlos (Rodrigo Paganelli) procura um pijama para vestir à mãe (Ana Brito e Cunha), mas ela está muito animada e com pouca vontade de dormir. Carlos fica um pouco escandalizado com as coisas que a mãe diz, mas acaba por se rir. Florinda dá muitos beijos ao filho e diz que gosta muito dele. Carlos consegue desenvencilha-se dela e promete que amanhã bebe mais. Florinda adormece.

Camila (Marta Gil) pesquisa sobre casos semelhantes ao de Sôtor (José Carlos Pereira), mas não há muitos. O médico admira a dedicação de Camila, mesmo sabendo que pode ser prejudicada por o estar a ajudar. O Sôtor assume que se está a apaixonar por Camila e ela beija-o.

Os três candidatos estão em choque com a decisão. São (Sílvia Rizzo) não se conforma com o desaparecimento dos votos dos emigrantes e o Padre (Carlos M.Cunha) garante que vão descobrir o que se passou, mas até lá têm de preparar a festa. Betinha (Ana Marta Contente) diz que está muito cansada e manda todos para casa.

Bino (Pedro Alves) entra no quarto e depara-se com Florinda (Ana Brito e Cunha) a dormir, vestida, em cima da cama. Bino julga que lhe deu alguma coisa e fica muito preocupado, mas assim que lhe segura na cara, sente o cheiro a álcool e percebe que ela esteve a beber e diz que não lhe faltava mais nada para acabar o dia.

São (Sílvia Rizzo) chega a casa com cara de poucos amigos e depara-se com Fernando (Manuel Marques) embriagado, a dançar e a cantar. São diz que aquilo era a cereja no topo do bolo que faltava e afirma que o casamento deles acabou. Fernando não se mostra muito preocupado e continua a beber e a dançar.

Tomé (Pedro Teixeira) conta que fez desparecer os chás que o deixaram naquele estado e Betinha (Ana Marta Contente) acha que o pai está a usar uma metáfora para falar dos votos. Tomé fica atrapalhado e Betinha e Aida (Ana Guiomar) percebem que foi mesmo ele.

Bino (Pedro Alves) e Carlos (Rodrigo Paganelli) estão a comer pão com manteiga e a beber café, já que Florinda (Ana Brito e Cunha) ainda está a dormir e não preparou o pequeno-almoço. Bino está indignado com o estado em que encontrou a mulher. Florinda aparece, de ressaca, e pede a Bino para falar mais baixo. Ele não quer acreditar no que está a acontecer.

Fernando (Manuel Marques) até está desfigurado devido à ressaca com que está.São (Sílvia Rizzo) não tem piedade nenhuma e bate com tampas de panelas para o castigar. Louis (Valdemar Brito) e Vuitton (Beatriz Costa) ficam com pena do pai. São pede a Fernando para contar aos filhos o que andou a fazer na noite mais importante da vida dela.

Ana Carolina (Beatriz Costa) e Corcovada (Maria do Céu Guerra) já estão a tomar o pequeno-almoço quando chega Florinda (Ana Brito e Cunha), muito abatida e com ar maldisposto. Corcovada percebe que ela esteve a beber e Florinda acaba por contar o que se passou. Corcovada diz que aquilo se cura com mais um copito e vai buscar uma garrafa de vinho do porto. 

Bino (Pedro Alves) entra no gabinete e não reconhece logo Nelinha (Inês Herédia), que está de costas e com um look diferente do habitual. Ela diz que precisa muito de falar com ele, mas Bino explica que tem de ser com hora marcada. Nelinha interrompe-o e afirma que tem de ser agora.Bino fica intrigado. Nelinha oferece os seus serviços de coaching ao marido de São e diz que também já está a trabalhar com Tomé (Pedro Teixeira). Bino não percebe porque motivo o marido de Aida (Ana Guiomar) precisa de coaching, mas também não quer ficar atrás. Nelinha diz que em troca só precisa de um espaço ali na junta.

Aida (Ana Guiomar) arruma as prateleiras para se abstrair dos seus pensamentos, mas não consegue deixar de protestar por ter sido deixada de fora da comissão de festas. António (Luís Simões) disponibiliza-se para a ouvir, mas Aida prefere falar com o arroz. Aida acaba por rebentar um pacote e manda António limpar.

Tomé (Pedro Teixeira) vê São (Sílvia Rizzo) a entrar no café e prevê problemas. Ele não está para aturar São e pede a Fátima (Marta Andrino) para ir atendê-la, para tentar perceber o que ela quer. Fátima protesta por lhe estarem sempre a dar tarefas extra.

Bino (Pedro Alves) está surpreendido com a iniciativa de Nelinha (Inês Herédia). Ela explica que decidiu mudar de vida e tornar-se empreendedora. Bino agradece os serviços mas diz que não tem tempo. Nelinha refere que sem dar conta, Bino já teve a sua primeira sessão de coaching. Ele fica sem saber muito bem o que pensar.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: O caos pós eleições
Categoria: Novela nacional
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