EP 8 Corcovada defende Ana Carolina

Qua, 5 mai 2021 21:45 TVI

Neste episódio

Vuitton (Beatriz Costa) aparece de braço no ar à procura de rede. Peixoto (Vítor Emanuel) critica a pessoa que instalou a antena de internet na vila. Louis (Valdemar Brito) passeia pela aldeia, para matar saudades. Ao ouvir gritos, decide ir ver o que se passa. Louis vê Bruno (Gonçalo Norton) a gritar com Ana Carolina e decide intervir. Bruno quer saber quem é o novo namorado dela e ao ver Louis, não pensa duas vezes e dá-lhe um soco.

Louis (Valdemar Brito) está no chão, agarrado ao queixo e Ana Carolina (Beatriz Barosa) está de volta dele. Ana Carolina levanta-se furiosa e enfrenta Bruno (Gonçalo Norton), começando a bater-lhe. Bruno agarra Ana Carolina, quando aparece Corcovada (Maria do Céu Guerra) com uma arma de pressão de ar na mão e dispara um tiro. Corcovada corre com Bruno dali.

Farta de tanta obra malfeita, São (Sílvia Rizzo) explode e diz que vai apresentar queixa contra Peixoto (Vítor Emanuel). Este diz que não há provas de nada, pois Fernando não quis fatura para poupar no IVA. São tem vontade de matar Fernando. Peixoto atende uma chamada da namorada brasileira (Valquíria) que está à espera dele na marisqueira.

Aida (Ana Guiomar) tenta despachar Glória (Catarina Avelar), mas esta insiste em saber o que Aida estava a fazer no quarto do Sôtor (José Carlos Pereira) às 3h da manhã. Aida inventa que o Sôtor ressona, por isso é que estava acordada e viu as horas. Glória continua a insistir que Aida esteve no quarto do Sôtor e a mulher de Tomé (Pedro Teixeira) despacha-a para o café.

Paulo (Hélder Agapito) continua armado em detetive, mas já ninguém lhe liga. Manuela (Inês Herédia) continua a ligar para o Sôtor e ao perceber que o telemóvel já chama, conclui que deve estar vivo. Bruno entra no café e ficam todos a olhar para ele, por ser um estranho na aldeia. Principalmente as mulheres, que ficam todas interessadas.

Ana Carolina e Corcovada estão de volta de Louis, mas ele diz que não foi nada demais e já passa. Louis pergunta quem é aquele rapaz e Ana Carolina fica encabulada. Corcovada explica que a bisneta é uma quebra-corações e os rapazes até vêm da cidade para a ver.

Jorge (Manuel Melo) aquece rápido, convencido de que vai entrar no jogo. Albino (Pedro Alves) reclama com a prestação da equipa e critica Tomé, que lhe responde. A equipa adversária marca mais um golo e os adeptos começam a dispersar. Jorge é tão chato que Tomé acaba por pô-lo a jogar, mas assim que entra, acaba o jogo. Jorge está a jogar sozinho e Tomé manda-o ir tomar banho.

Carlos (Rodrigo Paganelli) diz ao pai que vai ter com Vuitton (Beatriz Costa) e ele, todo orgulhoso do filho, pergunta se tem proteção, mas Carlos diz que vão só comprar um telemóvel.

Albino chega à Junta, notoriamente nervoso. Bufa, fala sozinho e bate palmas para se incentivar. Albino liga a Elisabete (Ana Marta Contente) e pede-lhe para vir para a junta, pois têm de organizar as contas, para apresentarem à presidente da Câmara.

Elisabete diz a Tomé que vai até à Junta e este protesta por estar sempre sozinho. Elisabete aconselha o pai a dar mais atenção á mãe e revela que ela foi a última pessoa a ver o Sôtor, quando esteve no quarto dele durante a noite. Tomé fica ainda mais irritado.

Há um ajuntamento de populares à porta da mercearia. Todos estranham que a mercearia ainda esteja fechada e Glória (Catarina Avelar) aproveita para dar à língua e diz que aquilo deve ter a ver com a confusão que houve à porta de casa de Aida. Glória continua a desconfiar do comportamento de Aida e pergunta-lhe pelo Sôtor. Aida estremece e finge que não ouve.

São continua de cabeça perdida com o estado da casa. Fernando está sentado com ar de quem já não a pode ouvir, promete resolver todos os problemas da casa e revela que trouxe algum dinheiro com ele. Fernando diz que colocou o dinheiro na mala de São e ela desespera porque a mala ficou no reboque. Fernando não hesita e garante que vai tentar recuperar a mala.

Corcovada, Ana Carolina e Louis acabam de almoçar. Corcovada acha piada ao facto de eles já se conhecerem e recordam esses tempos. Louis despede-se delas, pois quer passar a tarde com a família. Corcovada elogia Louis e Ana Carolina concorda com ela.

São agradece a Florinda por lhe ter trazido fruta e um bolo. São diz que Fernando foi resolver um problema e que Peixoto só fez porcaria nas obras da casa. Florinda revela que pior foi o que ele fez à família e prepara-se para contar. Fernando certifica-se de que ninguém está a ver e vai ter com Jorge.

Abraçam-se emocionados e Jorge confessa que a mãe se sente sozinha e que lhe faz falta a família. Jorge gostava que Fernando e Adelaide fizessem as pazes e revela que anda com problemas de dinheiro.

Há uma fila de clientes para pagar e Aida está entusiasmada com a venda. Tomé quer confrontar a mulher com o facto de ter estado no quarto do Sôtor, mas está tanta gente ali, que desiste. Vuitton está a ouvir Manuela (Inês Herédia), com ar de enfado, enquanto espera que Carlos se despache. Tomé pergunta se há novidades do Sôtor e Carlos diz que já chamaram a guarda. A guarda quer saber quem foi a última pessoa a ver o Sôtor e todos olham para Tomé.

Albino está rodeado de faturas e papelada, enquanto faz contas na calculadora. Está aflito pelas contas não baterem certo e liga a Peixoto para ir ter com ele e levar o livro de faturas. Elisabete está preocupada com o estado de nervos de Albino. Peixoto chega, todo bem-disposto, em contraste com Albino que está com um ar aflito. Albino pede para falar a sós com Peixoto e Elisabete sai, ficando à escuta. Albino pede o dinheiro que desviaram da Junta a Peixoto, mas este diz que já o gastou. Albino fica em pânico e Elisabete, atrás da porta, mostra-se boquiaberta.  


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Corcovada defende Ana Carolina
Categoria: Novela nacional
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