EP 142 Bino é acusado de roubo

Episódio 142. 

Qui, 21 out 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Glória (Catarina Avelar) discursa para os populares e diz que os roubos no cemitério não podem continuar. Glória quer falar com o coveiro e o presidente da Junta, que por acaso são a mesma pessoa, para pedir satisfações. Os populares aplaudem-na, indignados.

Bino (Pedro Alves) acorda com uma chamada da esquadra sobre os assaltos no cemitério. Albino fica aflito, pois isso pode comprometer a sua vitória à presidência da Câmara. Albino veste-se à pressa para ir tentar resolver a situação.

São (Sílvia Rizzo) liga a Vuitton (Beatriz Costa) e pede-lhe para vir a casa no fim-de-semana. São lembra que vão realizar-se as eleições e que a família precisa de estar unida.

Carlos (Rodrigo Paganelli) percebe que a mãe está preocupada e pergunta-lhe o que se passa. Florinda (Ana Brito e Cunha) confessa que está preocupada com a possibilidade de Bino ganhar as eleições e de não estar à altura da responsabilidade. Apesar das maluquices do pai, Carlos confia na sua capacidade de trabalho.

Bino chega ao cemitério e Glória começa logo a acusá-lo. Os GNRs têm de se colocar entre os populares e Bino. Este garante que vai fazer o que for preciso para encontrar os responsáveis, mas tudo o que ele diz é usado por Glória, contra si. Albino suspira preocupado.

Aida (Ana Guiomar) e Tomé (Pedro Teixeira) conversam sobre o alvoroço que ia no cemitério. Aida pede a Tomé para se inteirar da situação e lhe contar tudo, pois ela agora não pode, porque vai ter uma reunião com Mário (Pedro Giestas) acerca do programa de culinária. Tomé fica com ciúmes, mas Aida salienta que se trata de negócios.

Nelinha (Inês Herédia) repara numa planta morta e deita-a para o lixo. Isabel (Marta Melro) chega com Tomás (João Lima) e este oferece um vaso com morangos a Manuela. Ela olha para o caixote do lixo, com medo que Tomás veja a planta morta.

Glória e os populares vieram para a Junta, para resolverem o problema dos assaltos no cemitério. Tomé juntou-se a eles e exige saber o que se passa. Peixoto (Vítor Emanuel) e Valquíria (Maria Sampaio) ficam muito surpreendidos com aquela invasão à Junta. Bino diz que têm ali um problema de todo o tamanho.

Tomás arrasta a asa a Nelinha e exibe-se a falar dos morangos. Manuela não fica nada impressionada, pelo contrário, fica nervosa com a responsabilidade de ter de cuidar dos morangos e só lhe apetece deitá-los para o lixo.

Aida está impaciente para saber o que se passa no cemitério. Mário chega com Alice (Telma Cardoso) e Aida é muito simpática com ela. Alice estranha já que no outro dia na mercearia não foi nada simpática. Aida diz que Alice estava atravessada e elogia a sua personalidade forte. Alice fulmina Aida com o olhar.

Bino está rodeado por Peixoto, que o olha confuso, e por Glória, Tomé e Populares que estão furiosos e exigem explicações. Albino explica que incumbiu Peixoto de fazer melhorias no cemitério e que provavelmente as pessoas que ele contratou, andaram a roubar. Glória e Tomé exigem que eles sejam presos. Peixoto fica muito aflito.

Manel (Vítor Norte) abre a porta e fica surpreendido ao ver Abel (Júlio César). Este pergunta pela senhora e Manel diz que deve ser engano. Corcovada aparece e diz que foi ela que convidou Abel para beber um chá. Manel pergunta desde quando é que Corcovada bebe chá e não gosta nada de ver Abel ali.

Tomé conta a Aida o que se passou no cemitério e depois na Junta. Aida quer saber todos os pormenores. Tomé conta que no final caíram todos em cima de Bino e exigiram que o prendessem, a ele e a todos os que trabalham com ele. Aida lembra que Betinha também trabalha com ele e Tomé fica aflito.

Manel entra na cozinha a resmungar por Corcovada ter convidado Abel para beber chá. Florinda fica muito admirada por Corcovada ir beber chá. Manel está cheio de ciúmes e acusa Abel de estar carregadinho de doenças, caso contrário não andava de máscara.

Aida quer dar um banho de humildade a Bino e sugere adulterarem as sondagens para lhe darem um susto ou lançarem um boato de que há um candidato-mistério. Tomé adora as ideias de Aida e diz que foram mesmo feitos um para o outro.

Manel está muito enervado com a visita de Abel e prepara uma água com açúcar para se acalmar. Manel diz que Abel pode ser perigoso e quer saber quais são a intenções dele com Corcovada. Manel não encontra o açúcar e bebe uma cerveja. Corcovada coloca um pano na poltrona para Abel se sentar, como se isso o protegesse dos germes. Abel tem restrições sobre tudo o que come ou bebe e Corcovada acha piada a esse seu jeito.

Glória vai desabafar com o Padre sobre o que se passou no cemitério e na Junta. Glória não tem dúvidas de que Bino está envolvido nos roubos e que Peixoto está feito com ele. O Padre aconselha Glória a não levantar falsos testemunhos, mas ela está convicta do que diz.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Bino é acusado de roubo
Categoria: Novela nacional
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