EP 145 Quem irá ganhar as eleições?

Episódio 145.

Seg, 25 out 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Mário (Pedro Giestas) senta-se na cadeira de Albino (Pedro Alves), mas Elisabete (Ana Marta Contente) avisa que Albino não gosta que estejam ali no gabinete, na ausência dele. Mário pede desculpa e explica que sempre se sentiu fascinado pelos bastidores políticos.

Albino está mal-encarado e queixa-se que mal dormiu. Florinda (Ana Brito e Cunha) estranha, pois ouviu-o a ressonar. Albino diz que eram lamentos, pois anda muito nervoso com o aproximar das eleições. Florinda pergunta se ele está assim por causa do que o povo anda a dizer. Albino é apanhado de surpresa e quer saber o que andam a dizer. Mário explica que só lhe interessa chegar à verdade e para isso tem de conhecer bem os protagonistas da vida pública. Mário afirma que tem muita curiosidade em conhecer Albino e saber se ele cumpre as suas promessas. Elisabete defende Albino e não gosta da forma como Mário fala dele. Florinda revela que as pessoas andam a falar dos roubos no cemitério e querem saber o que Albino tem a ver com o assunto. Albino faz-se de vítima e acusa o povo de ser ingrato. Florinda não tem paciência para os dramas de Albino e vai embora.

Isabel (Marta Melro) continua à espera de ver Tomé (Pedro Teixeira), mas como ele nunca mais aparece, prepara-se para voltar ao trabalho. Tomé vem do armazém e Isabel volta a sentar-se e finge-se distraída. Tomé cumprimenta-a, muito simpático e lembra-se dos avisos de Aida (Ana Guiomar). Tomé tem dificuldade em resistir a Isabel e ela também lhe acha muita piada. Isabel convida Tomé para se sentar um bocadinho e lhe contar como correu a entrevista. Tomé acede, pois quer agradar a Isabel, para agradar a Mário. Isabel acha muita piada à forma de falar de Tomé e quer saber mais acerca dele.

Alice (Telma Cardoso) e Tomás (João Lima) estão preocupados com o avô e começam a pensar no que pode ter acontecido. Tomás sugere que o avô tem uma amante, mas Alice diz que o avô não é como ele. Alice goza com Tomás por se atirar a todas, mas não namorar com nenhuma.

Isabel e Tomé continuam a conversar e Fátima (Marta Andrino) espreita-os. Isabel faz perguntas sobre o café e acabam por falar na mercearia de Aida. Tomé diz que assim os negócios não interferem no casamento e que continua a namorar com a mulher. Isabel fica triste porque a sua relação não é nada assim, mas ri-se muito com as coisas que Tomé diz. A família toma o pequeno-almoço e conversam animados.

Vuitton (Beatriz Costa) conta como está a correr o curso e como está feliz por ter decidido inscrever-se. São (Sílvia Rizzo) fica enciumada. Continuam a conversar animados, mas São ficou de cara fechada.

Corcovada (Maria do Céu Guerra) anda pela casa a cantar, muito animada. Florinda gosta de a ver assim e diz que ultimamente anda ainda mais bem-disposta. Florinda diz que foi desde que a nova família se mudou para a aldeia e Corcovada fica a olhar para Florinda.

São não aguenta mais a irritação e o ciúme e pergunta a Vuitton o que é que Micaela tem a mais do que ela, já que em Paris nunca se interessou por ir ao seu atelier. Vuitton fica constrangida. Louis (Valdemar Brito) e Fernando (Manuel Marques) tentam mudar de assunto e falam sobre a campanha. Corcovada pede a Florinda para se explicar melhor e Florinda afirma que Corcovada anda mais bem disposta desde que a família da médica se mudou para a aldeia. Corcovada concorda e diz que gosta de ver pessoas novas. Florinda dá a entender que ela gostou foi de ver Abel e Corcovada fica séria. Corcovada permanece séria e Florinda pede-lhe desculpa. Corcovada acaba por se desmanchar a rir e diz que estava a brincar. Florinda respira de alívio e riem as duas.

Tomé quer anunciar os novos menus do café, mas está toda a gente à espera do karaoke. Tomé, baixinho, diz que o karaoke foi um engodo. Tomé anuncia os menus e toda a gente fica deliciada.

Albino tenta entrar no gabinete do Presidente da Câmara, mas dois funcionários barram-lhe o caminho. Florinda fica aflita e tenta tirar Albino dali, mas ele está determinado. Ambiente de muito nervosismo. Espera-se pelos resultados da eleição.

Louis e Vuitton abanam umas revistas para Fernando, que está com uma toalha molhada na testa. Jorge (Manuel Melo) vai bisbilhotando tudo e São passa a mão pela cadeira de Presidente como se fosse ela a candidata e acaba por se sentar.

Todos continuam a tentar que Albino aceite ir-se embora, mas ele está determinado em entrar no gabinete e alega que é praticamente o novo Presidente. Os funcionários explicam que enquanto não saírem os resultados das eleições, ainda não é Presidente e por isso não pode entrar. Albino investe contra os funcionários e a confusão aumenta de intensidade.

Louis e Vuitton colocam agora pedras de gelo na testa de Fernando, tentando acalmá-lo. Louis diz que não há razão para o pai estar assim e que pelo menos 5 votos vão ter, mas Vuitton não parece muito convencida e São topa. São manda Vuitton sentar-se e pergunta-lhe o que fez no boletim. Vuitton desata a chorar.


Sobre «Festa é festa»

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...  

Ficha Técnica

Título Original: Quem irá ganhar as eleições?
Categoria: Novela nacional
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