EP 175 Tomé desaparece

Episódio 175 de «Festa é Festa».

Seg, 29 nov 2021 21:55 TVI

Neste episódio

Rita (Margarida Moreira) , Mário (Pedro Giestas) e Tomás (João Lima) estão em amena cavaqueira a relembrar o passado. Tomás diz que os pais deviam ficar juntos e pronto. Mário muda de conversa porque não quer que Isabel (Marta Melro) oiça aquilo. Alice (Telma Cardoso) e Abel (Júlio César) estão com medo daquele jantar. 

O Padre (Carlos M Cunha) come a canja deliciado e revela que cada vez que come canja se lembra do "Crime do Padre Amaro". Celeste (Margarida Antunes) começa a ficar com os calores e o Padre conta que lia o livro às escondidas no seminário. O Padre afirma que comia muita canja, mas nenhuma era tão boa como a de Celeste. Ela sorri, contente. 

Carlos (Rodrigo Paganelli) pergunta a Corcovada (Maria do Céu Guerra) se ainda vai precisar dele e ela diz que não, mas depois pede-lhe para ficar mais um pouco e diz-lhe que ele é muito especial. Carlos acha-se uma pessoa normal. Corcovada mostra-se preocupada com o futuro de Carlos e ele fica confuso. Corcovada sugere que Carlos vá estudar, mas ele acha que já não tem idade para isso. Corcovada afirma que até ela tem idade para ir estudar. Carlos não faz ideia de que curso escolheria, mas Corcovada sugere que ele vá estudar música. Carlos fica a pensar naquilo. 

São (Sílvia Rizzo) e Vuitton (Beatriz Costa) estão na sala, quando aparece Bino (Pedro Alves) aos gritos, desgostoso pelo rato ter desaparecido. Bino diz que vai chamar a polícia, mas São e Vuitton desencorajam-no. 

Estão todos a jantar e Rita faz por monopolizar as atenções todas para si. Tomás e Mário vão na conversa. Alice e Abel estão mais solidários com Isabel. Rita diz que ela e Mário foram convidados para serem padrinhos do filho de uns amigos e Isabel não aguenta mais e fuma um cigarro ali mesmo. Ficam todos a olhar para ela em choque. Mário pergunta a Isabel há quanto tempo fuma. Não que esteja preocupado com a saúde dela, está apenas preocupado com o dinheiro que ela gasta. Isabel sugere que Mário pergunte o preço do tabaco a Rita, pois ela também fuma e ele nunca desconfiou. Mário fica surpreendido. 

Corcovada e Florinda (Ana Brito e Cunha) estão a tomar o pequeno-almoço, quando Paulo (Hélder Agapito) entra por ali adentro. Paulo diz que tem cartas para as duas e elas estranham. Quando Paulo vai para lhes entregar as cartas, repara no bolo e pergunta de que é. Enquanto Paulo come uma fatia de bolo, Florinda olha para a sua carta e devolve-a porque não é para si. Corcovada diz que a dela é para ela e Paulo festeja. Paulo diz que tem de ir embora e gaba-se de ser muito pontual. Corcovada oferece-lhe um bocado de bolo e ele leva-o todo. Corcovada entrega a sua carta a Florinda e pede-lhe para entregar a Carolina (Beatriz Barosa). 

Isabel acusa Abel de ser um hipocondríaco chato e Tomás, muito indignado, intervém para defender Abel, mas Isabel está implacável e recomenda-lhe que beba um chá de salsa e coma uns morangos para se acalmar. Isabel diz que tem de ir trabalhar e pede a Tomás para pesquisar a palavra no Google, para saber do que se trata. 

São está reunida com Fernando (Manuel Marques) e Peixoto (Vítor Emanuel) e afirma que a aldeia precisa de modernidade. Peixoto diz logo que com o dinheiro que a Junta lhe disponibiliza é impossível trazer modernidade. Fernando, farto de levar com as mangas de São, senta-a na cadeira e pede-lhe para dizer tudo de novo. 

Florinda repreende Corcovada por ter mentido a Paulo, pois assim ele não aprende. Corcovada diz que em vez de o chamarem à atenção, têm de o ajudar a superar as suas dificuldades. Florinda fica emocionada com a bondade de Corcovada. 

Aves (Hugo Sousa) está por ali a gabar-se de ser o melhor vendedor de frangos e compara-se a Ronaldo. Quando vê Alice (Telma Cardoso) , Aves fica todo interessado, mas Fátima (Marta Andrino) e Jorge (Manuel Melo) explicam-lhe que ela não é para o bico dele, pois ele vende frangos e ela é veterinária. Aves fica a pensar naquilo. 

Florinda emocionou-se com a bondade de Corcovada e agora que a ouviu falar daquela forma de Paulo, concorda plenamente em ajudá-lo. Corcovada diz que tem de pensar numa forma de o fazer sem ferir suscetibilidades. Mas por agora é melhor fazerem outro bolo, porque ainda comida mais uma fatia ou outra. 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Tomé desaparece
Categoria: Novela nacional
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