EP 425 Uma marisqueira no quarto?

Episódio 425. 

Sex, 23 set 2022 21:45 TVI

Neste episódio

Fátima (Marta Andrino) e António (Luís Simões) conversam sobre a ideia de terem um negócio próprio e percebemos que António não acha nada boa ideia. António tem medo da reação dos patrões e das confusões que podem vir daí, mas Fátima não desiste da ideia. 

Ana Carolina (Beatriz Barosa) confirma que o que Glória (Catarina Avelar) disse ao Padre (Carlos M Cunha) é mesmo verdade e ele fica muito feliz por haver alguém que faça frente a Bino (Pedro Alves). Este surge nesse momento na sala e fica intrigado com o que ouve. Bino pergunta ao Padre que história é aquela. 

Glória vai à procura do Padre, mas Celeste (Margarida Antunes) diz-lhe que ele saiu. Glória quer saber onde ele foi e quando sabe que foi a casa de Corcovada (Maria do Céu Guerra), depreende que tenha ido fazer o que ela lhe disse para fazer. Celeste tenta perceber do que Glória está a falar, mas esta não lhe dá conversa. 

Bino acusa-os de estarem a fazer complot contra ele e avisa que vai fazer queixa deles. Ana Carolina está determinada em fazer-lhe frente e o Padre avisa que vai apoiar Ana Carolina. Bino engole em seco. 

Aida (Ana Guiomar) vai entregar as compras a casa de Sofia (Susana Mendes). Esta tenta controlar o espanto ao ver a roupa dela, mas não consegue. Sofia pergunta-lhe se lhe dá jeito trabalhar assim e Aida diz que está habituada. Aida repara numa estatueta e pergunta se é do chinês. Sofia revela que foi avaliada em 12 mil euros e Aida tira uma selfie com a mesma. 

São (Sílvia Rizzo) continua a chatear Fernando (Manuel Marques) para abrir a porta do quarto e ele continua a pedir a Aurélio (Manuel Marques) para os deixar entrar. O som do berbequim cessa e Aurélio abre a porta. Ele diz que a surpresa está finalmente pronta e mostra-lhes um aquário de sapateiras. São e Fernando ficam chocados com o presente, mas São não quer demonstrar e diz a Aurélio que gostou muito. Fernando não quer acreditar que São tenha gostado daquilo e salienta que têm um aquário de sapateiras no quarto. São diz que acha muito romântico e acusa Fernando de não ter gosto nenhum. 

Bino acusa o Padre de o estar a trair e barafusta com ele e Ana Carolina. Esta não se fica e afirma que o Padre é livre de apoiar quem ele quiser. Florinda (Ana Brito e Cunha) é atraída pelos gritos e pergunta a Bino o que aprontou desta vez, mas ele limita-se a dizer que foi apunhalado pelas costas. 

Aida fica surpreendida por Sofia ser decoradora de interiores e diz que também é. Agora é Sofia que fica muito surpreendida e Aida refere que tem inúmeros talentos. Aida explica que as viagens que fez a inspiraram muito e Sofia fica curiosa. Aida fica atrapalhada quando Sofia lhe pergunta que cidades foram essas, mas disfarça. 

Vuitton (Beatriz Costa) está em estado de choque a olhar para o aquário das sapateiras e ao contrário do que disse a Aurélio, São também odiou a ideia e pede a Fernando para tirar aquilo dali. Fernando acha que aquilo nem sequer é permitido por lei, mas refila com São, por não ter dito o que realmente achava a Aurélio. 

Aida lá dá a volta à questão e diz que nunca esteve em Nova Iorque, mas esteve na República Dominicana, que é quase a mesma coisa. Sofia não consegue perceber como, mas também não quer entrar em pormenores para não a melindrar.

São continua aflita e pede a Fernando para tirar as sapateiras do quarto. Vuitton está aliviada por aquilo não ser no seu quarto. Fernando reclama por São apaparicar Aurélio e não lhe dizer o que realmente pensa. São pede a Fernando para resolver aquele assunto e diz que quando chegar não quer ver nada daquilo ali. 

Quina já sabe da gravidez e não podia ficar mais entusiasmada com a ideia. Florinda pede a Quina para não comentar nada com ninguém, pois não quer que se saiba ainda. 

Oliveira chega a casa e começa logo a rir-se ao ver a roupa de Aida. Ele diz que lhe faz lembrar alguém da TV e Aida fica toda vaidosa, mas Oliveira acha que foi num cortejo de Carnaval. Aida fica sem perceber muito bem a postura dele. Sofia diz que Aida também é decoradora, mas aprecia estilos mais exóticos. Oliveira sai sem dizer nada. 

Manuela está por ali a trabalhar, quando Camila chega e pede para falar com o Sôtor. Manuela pergunta-lhe se tem consulta e relembra que só funcionam com marcações. Camila insiste em falar com ele e pergunta a Manuela se está com medo de alguma coisa. Ficam a medir-se com o olhar.

Fátima percebe que Jorge não está bem e pergunta-lhe o que se passa. Ele diz que não é nada, mas Fátima não fica convencida e ele acaba por revelar que a relação com Vânia está tremida. Josefa intromete-se e diz que é normal, já que ele não é nada bom partido. Fátima e Jorge não estão a acreditar no que estão a ouvir. 

Manuela e Camila continuam pegadas e o Sôtor vê-se obrigado a intervir. O Sôtor fecha Manuela no consultório e pergunta a Camila o que quer afinal, já que não parece estar doente. Camila diz que precisa de falar com ele, mas o Sôtor diz que já não têm nada para falar. 


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: Uma marisqueira no quarto?
Categoria: Novela nacional
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