EP 485 A preparação do grande dia

Episódio 485.

Sex, 2 dez 2022 22:00 TVI

Neste episódio

Fernando (Manuel Marques) experimenta a roupa para a Revista, mas recusa-se a ser visto naquelas figuras e critica mesmo o trabalho de São (Sílvia Rizzo). Glória (Catarina Avelar) pergunta-lhe se fez o que lhe pediu e São afirma que sim. Glória abre o provador e ao vê-lo, desata-se a rir.  

Manuela (Inês Herédia) parece não entender o que Fátima (Marta Gil) lhe disse sobre Jorge (Manuel Melo) gostar dela. Fátima diz de forma explícita que acha que Jorge ainda gosta de Manuela e que tem muito mais a ver com ela do que o Sôtor (José Carlos Pereira). Nisto chega o Sôtor e fica um ambiente muito estranho. Ele percebe que deviam estar a falar dele. 

São e Glória fazem um esforço para não se rir de Fernando, mas não conseguem evitar. Ele fica todo irritado por elas se estarem a rir. Paulo (Hélder Agapito) chega para entregar uma carta e fica preocupado ao ver o estado de Fernando. Paulo acha que lhe deram uma tareia e pergunta quem foi.

António (Luís Simões) entrega as compras a Peixoto (Vítor Emanuel), mas avisa-o de que não pode vender fiado. Peixoto dá todas as moedas que tem, mas tem de deixar algumas compras, porque o dinheiro não chega. Peixoto recebe uma chamada de Valquíria (Maria Sampaio) e a voz até lhe treme.

Sofia (Susana Mendes) não gosta que Oliveira (Joaquim Nicolau) fale assim de Aida (Ana Guiomar) e defende-a. Sofia diz que ela até é viajada, mas tem uns conceitos diferentes dos deles, o que a torna divertida. Sofia afirma que as pessoas pobres são mais criativas, mas Oliveira não partilha da mesma opinião.

Peixoto não quer acreditar no que está a ouvir de Valquíria e pede a António para o beliscar, para ter a certeza de que não está a ter um pesadelo. Peixoto diz que é preciso ter muita lata para lhe ligar a pedir dinheiro, depois de ter desaparecido com a filha e só ter deixado uma carta. Peixoto avisa António para ter cuidado, porque as mulheres são todas iguais.

O Sôtor fica irritado por Nelinha e Fatinha não lhe responderem, mas elas não sabem o que dizer. Fátima acaba por confessar que estavam a falar bem do Sôtor e que ele agiu muito bem no desaparecimento de Elisabete. O Sôtor não fica muito convencido.

Paulo está muito preocupado com o estado de Nando e acha que ele foi atacado por um cão. Glória e São têm muita vontade de rir e Fernando quer demitir-se da Revista. Paulo acha que devem ir falar com Albino para resolver o problema dos cães vadios.

Sofia cruza-se com Fernando, com o figurino de menino de rua, e fica horrorizada com o que vê. Sofia pergunta-lhe o que aconteceu e se já fez queixa na polícia. Fernando tenta explicar que é um figurino e que foi a mulher que fez aquilo. Sofia fica a achar que Fernando é vítima de violência doméstica.


Sobre «Festa é festa»

«Festa é Festa» conta a história de uma aldeia, que este ano prepara a maior e melhor festa da aldeia de sempre. Isto porque é o ano em que a maior benemérita/mecenas (D. Corcovada) dessa mesma aldeia cumpre o seu centenário.

Todos querem fazer um brilharete neste festejo, com vista à herança da idosa, não se poupando a esforços (tal como fazem há mais de vinte anos, mas a idosa não há maneira de se finar...), nomeadamente Albino, o figurão da aldeia, que é, nada mais, nada menos, que o Presidente da Junta. Presidente esse que é também o Presidente da Comissão de Festas. E o Presidente da Casa do Povo. E do Clube de Hóquei em Patins. E coveiro. E tudo, basicamente. Um pavão, que se acha o Marcelo da Aldeia. 

Assim, a festa que, supostamente, seria um motivo de concórdia entre toda a população, vai ser tudo menos isso, começando pela sua organização. Isto porque Tomé (dono do café da aldeia e o “Correio da Manhã” de serviço no que toca a coscuvilhices), o grande rival de Albino desde sempre, vai disputar com ele a presidência da comissão de festas, visto o ano passado competir-lhe a ele, mas a festa não se ter realizado por causa da pandemia. Só que Albino jamais lhe dará essa missão num ano tão simbólico, que pode ser o último de Corcovada. Mas, também, porque cedo recebem na aldeia a notícia de que a TVI vai transmitir a festa em direto. E é aqui que toda a aldeia vai querer dar o seu melhor, defendendo cada um dos intervenientes os seus interesses, mesmo que isso colida de frente com os dos outros. 

Também com vista na herança da idosa, em Lisboa, o neto falido da mesma (um “tio” lisboeta, meio pedante) tem o plano de enviar a sua filha (bisneta da idosa) para a aldeia, no sentido de conquistar e construir uma relação com a idosa, mas com a desculpa da filha ir “curar-se” de um enorme desgosto amoroso que acabou de ter, visto o namorado tê-la trocado pela sua melhor amiga. 

E eis que, quando uma jovem lisboeta, altamente cosmopolita e tecnológica... e queque, cai contrariada naquilo que considera um fim-de-mundo, nomeadamente por não ter shoppings, lifestyle e 4G só de vez em quando... 

Tem tudo para correr mal, não fosse a meio do processo encantar-se por um jovem aldeão, que pouco ou nada conhece fora daquela aldeia. Ou seja, duas pessoas de dois mundos completamente diferentes e antagónicos. Este jovem é filho de Albino, mas a antítese do pai. É um rapaz simplório, acólito, trabalhador, mas com uma falta de jeito (e experiência) gritante com as mulheres. Todavia, irá desde cedo sentir o seu coração a palpitar por Ana Carolina. 

Contudo, a chegada de uma família de emigrantes “filhos da terra”, vai agitar, não só a aldeia, como também o coração destes dois jovens, já que dessa família fazem parte os jovens irmãos gémeos, falsos, Louis e Vuitton, um rapaz e uma rapariga que irão despertar paixões em Ana Carolina e Carlos, respetivamente, criando dois triângulos amorosos tão surpreendentes, como inesperados. 

Inesperados serão também os acontecimentos que se sucederão nesta aldeia, cujos habitantes teimam em fazer de cada dia uma “aventura” diferente, com peripécias e conflitos, que parecem não ter fim. 

De forma humorada, pretende-se com Festa é Festa fazer um retrato do Portugal real, das raízes e cultura do seu povo, ficcionando temas do dia-a-dia da vida das pessoas, num universo tão português, como é a aldeia e o seu evento maior: a festa. 

E é assim, que esta aldeia tão portuguesa verá retratada, de uma forma totalmente abrangente e transversal, todos os temas das sociedades atuais, personalizado em pessoas que “se não existissem, tinham de ser inventadas”. 
Foi o caso...

Elenco: Maria do Céu Guerra, Pedro Teixeira, Ana Guiomar, Pedro Alves, Ana Brito e Cunha, Sílvia Rizzo, Maria Rueff, Manuel Marques, Inês Herédia, Aldo Lima, Carlos M. Cunha e muitos mais.

 

Produção 
Ana Antunes
Realização
António Borges Correia
Nuno Franco 
Rodrigo Duvens Pinto
Pedro Brandão
Cenografia
Catarina Amaro
Produção Musical
António Lopes
Sonoplastia
Luís Mendes
Direção de Produção
Pedro Miranda
Consultoria Geral
José Eduardo Moniz
Direção Artística
Hugo de Sousa
Direção de Conteúdos e Produção
Gabriela Sobral
Direção de Entretenimento e Ficção TVI
João Patrício, Lurdes Guerreiro, André Manso
Diretora de Entretenimento e Ficção TVI
Cristina Ferreira
Diretor Geral TVI
Hugo Andrade
Uma Produção Plural para a TVI
 

Ficha Técnica

Título Original: A preparação do grande dia
Categoria: Novela nacional
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